quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Técnicos não têm mais culpa?

Demissão de treinador está proibida?
Fotos: Reprodução\Internet
Montagem: Crys Bruno.


Oi, pessoal.

Nos últimos anos, quando um treinador é demitido do clube, em regra, os textos e comentários midiáticos disparam: “A culpa não é o técnico.” Ou: “Não adianta demitir o treinador.”

Como é que é?!

Esses comentaristas de futebol dos jornais e, principalmente, da TV, estão debochando, superestimando a nossa burrice, a cegueira que a paixão por futebol nos causa ou comprometidos com “a classe”?


Então, vejamos, somente como exemplo:

“Os fatos recentes estão comprovando que o grande problema dos maus resultados do São Paulo não é a falta de capacidade do elenco, muito menos incompetência do treinador, mas sim problemas internos entre os profissionais do departamento de futebol. Ou melhor, o popular ‘elenco rachado’.
(Blog do Neto, abril de 2013).


Mas o São Paulo demitiu Ney Franco, o então citado competente treinador acima. Veio Paulo Autuori e a pergunta, distorcida e imbecil: "Mas a culpa não era do Ney Franco?"


E seguem jorrando mais dos seus comentários fáceis, repleto do "óbvio ululante" (que genial foi Nelson Rodrigues): 


"Tite, por exemplo, discorda de quem diz isto. Deixou bem claro, no Cartão Verde da semana passada, que o São Paulo de Ney Franco era um dos times mais difíceis de se enfrentar. O melhor treinador do país na atualidade não entendeu as razões de culparem o Ney Franco e da crise.Outros especialistas, que não desejam ter seus nomes citados, pensam como o técnico do Corinthians. Eu concordo com eles. Ney Franco, bode expiatório, caiu." (Vitor Birner, colunista do Diário Lance de São Paulo, 23 de julho de 2013).

Tudo bem, tudo bem... Pode não ter sido culpa do Ney Franco. Mas, me responda rápido, com um "Sim" ou um "Não": Mantendo o Ney Franco até hoje o São Paulo já teria se livrado do rebaixamento?! 

NÃÃÃÃÃOOOOO! 

E não porque Ney Franco seja um lixo, um técnico ruim, mas sim porque não conseguiu fazer o São Paulo rodar, dar liga. 
Discutir as circunstâncias é válido. Mas tratar a demissão de um técnico como algo absurdo, inapropriado, anti-profissional e blá,blá,blá é o cúmulo, o fim da picada!
Que diabos agora essa de não poder demitir técnico, gente? Que coisa ridícula! 
Às vezes, eu tenho a impressão que estes comentaristas se ligam mais em pessoas em detrimento aquele "detalhezinho um pouquinho só importante" chamado O CLUBE DE FUTEBOL. 
O curioso é que o sucessor do Ney, Paulo Autuori, também não conseguiu fazer o tricolor paulista jogar. E? "Absurdamente!" foi demitido. 
A maioria disparou: "Mas ele só está há algumas semanas no clube?" E daí? E o interesse do clube?! 
Como se já não bastasse a gente, o torcedor (que é quem sustenta o futebol), ter que suportar a influência, os mandos e desmandos de agentes de jogador em nossos clubes, agora não podemos questionar nem demitir treinadores porque eles não têm culpa se o time está mal ou joga mal. 
A culpa é minha, sua, do porteiro do seu prédio, do rapaz do carro da pamonha... "Que absurdo" afirmar que aquele que avalia, monta, treina, escala e substitui um time mereça seja responsabilizado se o time jogar mal, gente?!
Agora é no Fluminense... A mesmíssima historinha. "Vanderlei Luxemburgo não é culpado." Em relação a queda de rendimento do time, não. Mas em relação aos noves jogos sem vitórias e três derrotas consecutivas, sim! Ora bolas! 
E para piorar: o mesmo textinho batido do caso do São Paulo sobre o antecessor: "A culpa não era o Abel?" 
Pois é. Como é com o Fluminense, meu sangue ferve, como o do Sidney Magal (risos)! 
Afirmaram os "imparciais" comentaristas da Radio Globo- RJ, Fellipe Cardoso e Alvaro Filho: "Ficou provado que demitiram errado o Abel. Nada se resolveu no Fluminense. A culpa não era do Abel, mas da queda de rendimento do time neste ano."
Vamos por partes:
- "A culpa não era do Abel, mas da queda de rendimento do time." E quem era o técnico que permitiu ou não observou a queda de rendimento do time?! Minha mãe que não era. Que Deus a tenha, falando nisso.
AH, FAÇAM-ME O FAVOR! Já está cansando essa modinha de pôr pessoas acima dos nossos clubes. Ou são jogadores (via empresário), ou são treinadores (via...?) 
Eu, hein, me poupem!
...
P.S: Importante registrar que, assim como os erros no São Paulo não fizeram do Ney Franco nem do Paulo Autuori técnicos ruins, igualmente, Abel não virou um lixo porque seu trabalho ficou muito aquém do esperado nos sete meses de Fluminense, em 2013. 
P.S (2): Importante registrar. Abel deixou o Fluminense dentro da Zona de Rebaixamento, em 17° lugar. Luxemburgo só "devolveu a gentileza"... 
P.S (3): Você não demitiria o técnico que afundou junto com o time por sete meses, do carioca, sem vitórias em clássicos, passando pela libertadores, sem vitória em casa, até o Z4 do Brasileirão?! Erro? Erro foi a demora em demitir! Diretoria passiva!

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E HOJE PODEREMOS TER A FESTA AZUL TOMANDO O BRASIL !
Torcida cruzeirense em festa: título é questão de minutos.
Foto: Juliana Flister\VIPCCOM.



O único time que joga um bom futebol, nesse campeonato brasileiro, conta os minutos para soltar o grito de campeão e pintar de azul a pátria de chuteiras: o Cruzeiro.
Os minutos poderão ser os noventa no confronto de hoje, contra o Vitória, em Salvador. Basta vencer para que o time confirme seu título, conquistado de forma absoluta e humilhante para os seus adversários. 
Mas... que os cruzeirenses me perdoem: o jogo do título merece mesmo ser com vocês, no Mineirão, no próximo domingo. ProntoFalei! (risos).

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COPA DO MUNDO: 
URUGUAI, MÉXICO, PORTUGAL E FRANÇA decidem últimas vagas na repescagem.

Suárez, o excepcional atacante uruguaio, é esperança de gols para a classificar a bicampeã do mundo, a Celeste.
Foto: Yves Herman


HOJE: 

Em Amman, JORDÂNIA X URUGUAI, às 13h (DF)


Na Cidade do México, MÉXICO X NOVA ZELÂNDIA, às 18h:30 (DF)
OBS: as partidas de volta serão realizadas na próxima quarta-feira.

SEXTA-FEIRA:
  • GréciavRomênia17:45
  • PORTUGALvSuécia 17:45
  • UcrâniavFRANÇA17:45
  • IslânciavCroácia18:00
OBS: os jogos de volta serão realizadas na próxima terça-feira, 19 de novembro.

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Vou lá então agitar as coisas para poder assistir e torcer pelo Uruguai!
Abraços, pessoal.
Até a próxima.
Fraternalmente,
Crys Bruno.




sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Aflição

Fotos: Reprodução\Internet
Arte: Crys Bruno.





Pois é, resta apenas um mês de Campeonato Brasileiro. Já?! Já. A competição que deve definir o Cruzeiro de Everton Ribeiro como campeão se caracterizou como o campeonato dos aflitos, quando, em sua maior parte, ameaçou de rebaixamento onze dos vinte times da disputa. 


Hoje, seis disputam tête-à-tête quem será degolado. São eles: Ponte Preta, Bahia, Criciúma, Fluminense, Vasco, Coritiba e Portuguesa. 


Durante essa semana e graças a assinatura do Globo, eu pude rever algumas partidas deles, o que me instigou a escrever sobre os pontos fortes e fracos da minha impressão "anti-matemática" de futebol.  

Veja só, comente, discorde, concorde... e acima de tudo, se um deles for seu time de coração, cruze os dedos!!!







PONTE PRETA:





Um dos mais fortes times do interior, a Ponte luta contra mais um rebaixamento. O hábito de transitar entre a difícil série B e a dificílima série A poderá ajudar, evitando uma pressão que alguns dos seus oponentes terão e que costuma gerar desespero, como Vasco e Fluminense.


No entanto, exatamente por entender a queda como algo esperado, possa acomodar-se, se voltar a tropeçar. Só que com a vitória histórica nessa semana sobre o Vélez, na Argentina, que rendeu a Macaca a classificação para a semi-final da Sul Americana, dá um moral extraordinário e inesperado nessa reta final.


No Brasileirão, a Ponte vem de resultados animadores também em confrontos diretos: dois empates fora de casa diante de Fluminense e Criciúma, dois triunfos sobre o Coritiba e Vasco.


Ponto Forte: William e Adrianinho são os destaques positivos do time. O primeiro, um dos artilheiros do Brasileirão, é a esperança de gols do time. Adrianinho é o camisa 10. O organizador do time. A torcida conta com ele para que a bola chegue redonda no artilheiro.


Ponto Fraco: seus dois laterais, Régis e Uendel, costumam deixar espaços na lateral defensiva, com considerável deficiência na marcação.


JOGOS: Vitória (C), Goiás (F), Cruzeiro (F), Grêmio (C), Portuguesa (C) e Internacional (F)






E.C.BAHIA





Um dos clubes mais populares do nordeste, o tricolor baiano ostenta o orgulho de encher o estádio, figurando quase sempre entre as maiores presenças de público entra ano, sai ano. 

Mas, o campeão brasileiro de 1988, passou por um 2013 politicamente conturbado, com presidente deposto e novas eleições e, dentro de campo, a instabilidade da equipe preocupa. 


No momento, o Bahia está em queda, há um mês sem vitórias ou cinco jogos, mas vem de um resultado que reanimou a todos, um empate com o Grêmio, no sul. Com salários em dia, sua diretoria dobrou o "bicho", que passou de R$ 60 mil para R$ 120 mil reais, em caso de vitória e R$ 30 mil para R$ 60 mil por cada empate.


Ponto Forte: a defesa do Bahia é a menos vazada desse grupo dos "aflitos", com destaques para o goleiro Marcelo Lomba e o zagueiro Luccas Fonseca.


Ponto Fraco: o ataque, que sofre com a escassez de categoria e irregularidade dos seus armadores: William Barbio, Marquinhos Gabriel e Wallyson. Velozes e o desafogo pelas pontas, caíram de produção bastante. A irregularidade do time passa pelo rendimento deles. 


Jogos: Atlético-MG (C), Santos (F), Náutico (F), Portuguesa (C), Cruzeiro (F), Fluminense (C).







PORTUGUESA






A Lusa vive um ano de soerguimento, retornando à elite do futebol paulista, após o rebaixamento, ano passado. No Brasileirão, escapou da queda em 2012, já com as mesmas 10 vitórias conquistadas nesse ano, com 45 pontos e apenas 13 derrotas, número já alcançado em 2013.

Assim como a Ponte Preta, a Fabulosa, como é conhecida, conhece bem a realidade do momento. Entra na competição lutando pela permanência e isto poderá ser um fator que ajude nessa reta final. 

Em contrapartida, ao contrário do Bahia, a diretoria não está com os salários em dia. Só o auxílio-moradia está em atraso há oito meses, o que deve conturbar o ambiente.

Para o próximo jogo, contra o Coritiba, contará com o retorno do atacante Diogo, importante jogador do time. A Lusa está sem vencer há três partidas.

Ponto Forte: o ataque. Os atacantes Gilberto e Diogo garantem balançar as redes. O lateral direito, Luís Ricardo, também destaca-se no apoio ofensivo. O time possui o melhor ataque do grupo dos "aflitos".

Ponto Fraco: os volantes. Se o ataque funciona bem, a defesa vem pecando. A dupla de zaga, Valdomiro e Moisés Moura, é lenta e tem tido pouca proteção dos três cabeças-de-área escalados: Bruno Henrique, Moisés e Correa (Willian Arão). Assim, apesar dos 46 gols marcados, a Lusa sofreu 45 gols.


Coritiba (C), Botafogo (F), Atlético-MG (C), Bahia (F), Ponte Preta (F), Grêmio (C)




CORITIBA


 

Outro campeão brasileiro, o Coritiba, vem "flertando"com o rebaixamento nos últimos anos, alternando quedas e subidas. É assim o seu atual campeonato, que começou com o Coxa realizando boas partidas e figurando no topo da tabela.


Com derrotas fora de casa, sua pontuação caiu tanto que passou a ser apontado como um dos possíveis rebaixados. Por conta disso, demitiu Marquinhos e contratou Péricles Chamusca como treinador.


As vitórias recentes sobre o Cruzeiro e Grêmio, no Couto Pereira, fizeram o time respirar um pouco, descolando-se do Bahia e da Portuguesa, sendo o primeiro dos "aflitos" a alcançar os sonhados 40 pontos.


O Coxa-branca vem de uma derrota para o Vasco, no Rio. Seu principal jogador, o meia Alex, admitiu que falta ao time um jogador veloz e que o elenco foi montado "sem equivalência". 


Ponto Forte: Alex. O camisa 10 do Coritiba é o destaque e de onde o time espera o passe de qualidade e os gols.

Ponto Fraco: Péricles Chamusca. O treinador é conhecido por ser um teórico e por isso, retranqueiro. É dele a frase "Quer ver espetáculo, vai ao show da Ivete Sangalo". Ainda bem que ele é obrigado a escalar o espetacular Alex...


Portuguesa (F), Corinthians (C), Criciúma (C), Internacional (F), Botafogo (C), São Paulo (F)



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CRICIÚMA : A LUTA MAIS DIFÍCIL.



Lins é esperança de gols para salvar o vice-lanterna Criciúma da queda.
Foto: Reprodução\Terra


Dos times que lutam contra o rebaixamento, que aqui chamamos os "aflitos", o Criciúma é quem se encontra na pior situação. 

Não por falta de vitórias - o Tigre soma os mesmos 9 triunfos de Ponte Preta, Vasco, Fluminense e Bahia - mas pela quantidade de derrotas: 17. Isto significa 3 derrotas a mais que Vasco e Fluminense, e 5 a mais que o Bahia!


O Tigre, que contratou nomes experientes como os ex-cruzeirenses Wellington Paulista e Serginho, o ex-botafoguense Fabio Ferreira e o ex-vascaíno Morais, aposta nos gols de Lins (acima) para buscar as vitórias necessárias, pontuar e permanecer na primeira divisão.

No próximo domingo, ele visitará o rebaixado Náutico, em busca de uma coisa rara: uma vitória fora de casa. Quem voltará ao time é o meia armador Morais e o experiente volante Serginho.


Ponto Forte: o Heriberto Hulse. O estádio do Criciúma é um caldeirão. O time que representa toda uma cidade, costuma apoiar bastante o time e cornetar a arbitragem.

Ponto Fraco: a criação. O Criciúma é um dos times que menos criam situações de gol no campeonato. A esperança é o retorno do ex-vascaíno e corinthiano, Morais. 

Náutico(F), Atlético-PR (C), Coritiba (F), Vitória (C), São Paulo (C), Botafogo (F)






VASCO





O Gigante da Colina segue cambaleante e dentro da zona de rebaixamento e isso se explica: é a terceira defesa mais vazada do Brasileirão, atrás apenas do lanterna Náutico e do vice-lanterna, Criciúma. 


Não fosse por isso, após vitória sobre o Coritiba, na última rodada, o time sairia do Z4, empurrando seu rival, Fluminense, para lá, que sofreu 11 gols a menos.


De técnico novo, Adilson Batista substitiuiu Dorival Jr, e vindo de um triunfo sobre o Coritiba, os ares na colina fluem com considerável esperança. Tanto é assim que seu torcedor já compra ingresso, garantindo a presença no importante jogo do próximo domingo, contra o Santos, no Maracanã.


Além da torcida vascaína, o meia Juninho Pernambuco está confirmado para o confronto, após julgamento no STJD liberar o atleta, punido por ter ofendido a torcida adversária com um gesto com as mãos. Além do seu capitão e ídolo, o time da fuzarca conta com as boas jogadas do meia Marlone e a segurança defensiva de Jomar para bater o Peixe e sair do Z4.


Ponto forte: o meio-campo. Apesar das contusões, o meio-campo do Vasco é o que de melhor o time dispõe. Jogadores como Sandro Silva (que está retornando de contusão), Wendel, Pedro Ken, Marlone e Juninho, estão sendo o suporte para que o time ainda busque livrar-se da queda ou ainda tenha essa possibilidade.


Ponto fraco: o gol. Os goleiros cruz-maltinos estão vivendo tempos ruins enquanto se refezam no time titular. Atualmente, Alessandro é o dono do gol. Michel Alves e Diogo Silva, muito criticados por falhas individuais, já foram titulares.

Santos (C), Grêmio (F), Corínthians (F), Cruzeiro (C), Náutico (C) Atlético-PR (F).







FLUMINENSE: O ATUAL CAMPEÃO BRASILEIRO PODE SER REBAIXADO!




Não será! Eu vou logo afirmando! (rs). Por quê? Porque o time tem esse moral de ser o atual campeão brasileiro e está acostumado a jogos decisivos. Ademais, se existe "licença poética", acabo de me permitir à "licença torcedor"! (rs). 

Não falemos mais dos sete meses de acomodação, ingerência e incompetência na avaliação técnica do elenco que obrigaram a mudança no comando técnico. Falemos de agora.

Após um mês de setembro com importantes vitórias sobre o Bahia e Criciúma, o Fluminense não venceu nenhuma peleja em outubro e soma oito partidas sem triunfar. E parece que, com isso, a ficha caiu. Sim, porque a impressão que tenho é que o clube demorou a admitir essa possibilidade de rebaixamento.

Não deixarei passar em branco pontos importantes: as duas derrotas do time foram realmente contra o Vitória e Flamengo. Estes foram golpes duros, para nocautear.

Todas as outras nesse período contaram com a ausência dos dois atuais pilares do time: a segurança do Cavalieri e a confiança em Sobis. Num time com muitos meninos sendo lançados à cova dos leões, isso pesou sobremaneira.


Ponto Forte: Diego Cavalieri e Rafael Sóbis. A presença dos dois é fundamental pois oferece a equipe tricolor maior segurança no setor defensivo e esperança ofensiva no ótimo nível de finalização de Sóbis.

Ponto Fraco: o meio-campo. O Fluminense sofre com um meio-campo que marca mal, sem criatividade e técnica, o que expõe seus zagueiros e torna seu jogo lento e com muitos erros de passes. Wagner é o único meia de criação do elenco, mas não faz uma temporada regular. Felipe ajuda, mas não suporta 90 minutos. Tendo que enfrentar retrancas, a escassez de chances de gol é nítida e as falhas defensivas aumentam.


Jogos: Corinthians (F), Náutico (C), São Paulo (C), Santos (F), Atlético-MG (C), Bahia (F).

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PALPITES!!! Na sua opinião, quem serão os rebaixados, ao lado do Náutico?

Quanto a mim, eu sinceramente acho que Fluminense, por ter um grupo acostumado com jogos decisivos e Vasco, pela tabela e novo gás na mudança de técnico, não serão rebaixados. Acho a situação do Criciúma, a pior.

Entre os que acho que deverão concorrer as outras duas vagas, Portuguesa, Bahia e Ponte, vejo menos futebol no Bahia.


E você? O que acha?

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Haja coração.
Ai, ai

Abraços, pessoal.

Fraternalmente,
Crys Bruno.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Walter, o jogador de futebol


Walter: atacante muito acima do peso para um jogador profissional é um dos melhores do Brasileirão.
Foto: Davi Ribeiro/Foto Arena

Oi, pessoal.

Há muito tempo eu estou para escrever sobre o impressionante Walter, jogador esmeraldino, para falar sobre a riqueza do seu talento e da sua superação. 


Walter é mais conhecido como "o gordinho", no entanto, foi a escassez e não o excesso que fez dele um destruidor de paradigmas, um bem enorme ao futebol brasileiro, se aproveitarmos. 


A história é comum no meio: entre a casa e o campo de futebol, uma vida de sacrifício e pobreza. Ultimamente, além disso, num ambiente de forte violência. Não foi diferente com Walter, que ao sete anos, perdeu um irmão, assassinado, com cinco tiros, dentro do ônibus:


" -Vi muita coisa, muita coisa mesmo. Vi roubo, morte na minha frente. Vi tiroteio, corria no meio do tiroteio. Estava parado num lugar, começava a ouvir tiro e tinha que correr. Minha mãe saía atrás de mim louca por causa do tiroteio. Já invadi muito a casa dos outros. Nem conhecia. Entrava na primeira casa que via," afirmou o jogador em entrevista ao Globoesporte.com


Sua mãe chama-se Edith. Por vezes ela deixava de comprar comida para que Walter tivesse o dinheiro da passagem e pudesse ir treinar na escolinha de futebol. O filho grato leva seu nome tatuado no braço direito.


O rapaz ia à Ilha do Retiro para assistir aos jogos do seu clube de coração, o Sport, mas nem sempre conseguia entrar "no vácuo", como vi muitos fazerem no Maracanã, e ficava ouvindo o jogo do lado de fora. 


Ressalto essas histórias com o único ensejo de destacar  que é a escassez que molda "o gordinho" Walter, não o excesso. 

O recifense de 24 anos não escolheu a bandidagem porque "não queria aquela vida", e numa luta heróica, venceu a marginalidade, a violência e seu próprio corpo. 

Walter comemora mais um gol: ele é o artilheiro do Goiás na temporada.
Foto: Carlos Costa / Futura Press.


O futebol exige condicionamento físico. E no "futebol moderno brasileiro", um jogador de futebol tem que ser sobretudo um atleta, senão "não aguenta o ritmo do jogo", esbravejam. 

Nos últimos vinte anos, modificamos todas as teorias e práticas na formação do jogador de futebol. Walter, "o gordinho", quebrou todos os paradigmas dos formadores de atletas.


E mais uma vez a escassez moldou seu destino, sua história. 

Porque foi a escassez de qualidade técnica que deu ao "gordinho" pernambucano a chance de jogar. 

Evidentemente que não num clube chamado grande porque estes estão repletos de formadores de atletas, não formadores de jogadores de futebol. 


Foi no São José do Rio Grande do Sul que o menino do Coque, após passar alguns meses no Vitória (BA), pinçado da escolinha do Santa Cruz, ganharia sua primeira chance. Destacou-se. E chegou ao Internacional, onde foi um dos melhores da Copa São Paulo de Juniores, em 2008.


Com o técnico uruguaio Jorge Fossati, Walter teve uma sequência de jogos no Internacional, em 2010. Campeão da Libertadores, o Porto o contratou. O "futebol moderno português" não soube lidar nem compreender o peso do jogador, resolvendo emprestá-lo. 


Sem chances no Cruzeiro, ano passado, assinou com o Goiás, sendo o principal jogador da equipe, ídolo e um dos melhores jogadores do Campeonato Brasileiro de 2013.

Parece irônico, mas Walter é um anti-herói heróico. 


Não somente por suas superações pessoais, incríveis, mas por esfregar na cara dos preparadores físicos e treinadores brasileiros que o condicionamento físico é necessário, mas nunca será o principal. Porque o principal no futebol será sempre a qualidade técnica. E ponto.


Walter não é atleta, é mais que isso: Walter é jogador de futebol.  


Que os WALTERS voltem aos nossos campos que sob a batuta e proteção dos horrorosos técnicos brasileiros e uma entojada imprensa esportiva andam cada vez mais com excesso de atletas que não sabem jogar futebol.



CASO CONTRÁRIO, FUTEBOL SÓ EM ALGUNS TIMES DA EUROPA (sempre foi assim!) E NO PLAYSTATION, com nossos estádios cada vez mais vazios, porque poucos ainda aguentam esse futebol dos atletas, não dos jogadores.


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Abraços, pessoal

Grande beijo.

Fraternalmente,
Crys Bruno.