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A diretoria do Fluminense: Sandro Lima, Celso Barros, Rodrigo Caetano e Peter Siemsen: incompetência na avaliação. Foto: Edgard Maciel de Sá/Globoesporte.com |
Um grande campeão com um futebol de araque. Foi assim que conquistamos o digno tetracampeonato, em novembro de 2012. O ano virou e as pessoas do Fluminense bancaram a acomodação. O ano virou e as pessoas do Fluminense bancaram aquele time e seu futebol de araque.
O ano virou, a folha salarial dobrou, sete milhões de reais por aquele futebol de araque. Reforços? Rhayner, um atacante do Náutico que não fazia gols há dois anos e Felipe, um jogador em final de carreira. Por quê? Não tinha mais dinheiro. Por quê? A folha salarial já havia dobrado para (super) valorizar aquele futebol de araque.
O ano virou e qualquer "Zé" ou "Maria", como eu, que acompanha futebol, sabia que o time não poderia continuar jogando aquele futebol de araque porque a exigência seria outra, seus adversários não mais o tratariam como azarão, o Fluminense jogaria contra retrancas e com aquele futebol de araque seríamos fatalmente bem marcados.
O futebol de araque, graças ao time não ser favorito, conquistou o título jogando com oito homens atrás da linha da bola, o que proporcionou a linha defensiva total proteção e a Diego Cavalieri atuações dignas de Castilho ou Rodolfo Rodrigues.
Assim, com a bola nos pés era hora dos contra-ataques: Thiago Neves e Jean acionavam os laterais ou o atacante de velocidade, Wellington Nem, e esses tinham que achar Fred: o dono do campeonato brasileiro de 2012 marcava uma em cada duas ou três bolas. Com isso, o Fluminense pouco precisava criar. Seu repertório era esse. Mais nada oferecia ou fazia além disso.
Quando campeão, Fred pediu para não deixar ninguém sair e Rodrigo Caetano afirmou que o elenco era de "altíssimo nível." Natural. Compreensível. O companheiro de time querendo manter o grupo, o diretor de futebol valorizando o grupo.
MAS... alguém, internamente, DEVERIA avaliar que a exigência seria outra, que nosso repertório, dentro de campo, era limitado para manter as conquistas em 2013. E se o problema era dentro de campo, a comissão técnica deveria dizer. Ninguém o fez. A avaliação técnica foi pífia. A arrumação técnica e tática do time, igualmente.
E se lembrarmos que JÁ em fevereiro, por conta de uma goleada sofrida para o Grêmio, na Libertadores, em pleno Engenhão, o BRASIL INTEIRO viu que o repertório limitado do futebol de araque do campeão Fluminense não funcionava mais e que NADA foi feito, tem-se a prova do quanto bancaram o futebol de araque e atuaram com plena incompetência.
E mesmo quando tentado, o técnico Abel quis dar volume de jogo ao time, buscou um 4-3-3. Abelão tentou. Talvez, dentre todos os culpados, ele tenha sido o único que não se acomodou, embora tenha tido a mesma incompetência como técnico que seus diretores tiveram como diretores.
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Thiago Neves e Wellington Nem foram vendidos em junho.
Abel contou com eles e Fred, um ataque que não temos mais nessa reta final.
Foto: Gilvan de Souza. |
Esta diretoria que "arrota" profissionalismo e planejamento esperou o Fluminense entrar na Zona de Rebaixamento, em final de julho, para fazer algo, com uma surpresa e desculpismos apavorantes. Em nenhum momento observou a queda técnica do time e a necessidade de alterações. Baseou-se apenas nos números do passado, mesmo com os atuais já ruins, administrou o clube das telas frias do computador e não através do JOGO CHAMADO FUTEBOL, jogado dentro do campo. Um assombro!
Futebol não é jogado numa planilha! Futebol não é jogo de computador! Futebol não é um software! Futebol é jogado no campo. Futebol é jogado por homens, não máquinas. Futebol não é física. Futebol é qualidade técnica (Walter, atacante do Goiás, atleta acima do peso, é um dos destaques do ano, não à toa, porque tem qualidade técnica). Eu torço e tenho paixão por um clube que não sabe disto...
O planejamento da diretoria do Fluminense foi de araque porque se contentou e bancou aquele futebol de araque. A conta viria. Quantas vezes eu disse? Várias. Tantas que, extenuada e extenuando, decidi parar de escrever só sobre o Fluminense. A conta viria, sabíamos muitos de nós, temiam outros.
A conta chegou. O atual campeão brasileiro padece porque apostou que aquele futebol de araque seria suficiente. Um futebol de araque NUNCA SERÁ. Como azarão, pode tornar azarões em vencedores de um campeonato, mas nunca na história do futebol, o futebol de araque sustentará outra nova temporada. Isso porque há coisas que nunca mudarão no futebol e a principal é que futebol é qualidade técnica.
Assim, repito: o planejamento da diretoria do Fluminense foi de araque porque se contentou e bancou aquele futebol de araque, porque vê futebol somente pelas telas do computador, em suas planilhas frias, sem o cheiro da grama e os pingos de suor do campo. Eu torço e tenho paixão por um clube que não entende de futebol. A conta viria. E agora saberemos qual será o preço a pagar...
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TOQUES RÁPIDOS:
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Luxemburgo, técnico do Fluminense, orienta o time na derrota para o Vitória por 3x2.
Foto: Ricardo Ayres\Photocamera |
- Como disse ontem, reconheço em Luxemburgo um treinador que tem tentado, jogado junto e feito coisas muito boas, entre erros e acertos, mais acertos, a meu ver. Dentre todos, é o que tem menos culpa. Mas ainda assim, eu não imaginava um meio-campo com quatro volantes. Tantos eram os volantes que nem com um a mais fez a diferença. O elenco exala o futebol transpiração sem inspiração, o mesmo futebol de araque de 2012, bancado e defendido pela diretoria e a última comissão técnica.
- E, então, eu lembrei que meia de criação, posicão mais importante e difícil do futebol, o Fluminense tem, hoje, no elenco, somente Wagner e Eduardo.
- Mas volantes, nós temos aos montes! Volantes não faltam. Não me surpreendo: afinal, um clube que banca o futebol de araque, deve "amar" volantes!
- Sem falar o principal: jogadores comuns com apenas condição física para correr atrás do adversário se produz facilmente e traz títulos ao treinador dos juniores (E viva Xerém!) que se mantém no cargo e facilmente o empresário o vende para a Austria, Bulgária, Catar, Ucrânia, por milhões!
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Jean, volante que passou a jogar de meia de criação, tenta um arremate.
Foto: Nelson Perez\Fluminense Oficial |
- Jogador profissional que não treina fundamentos, não é profissional. Atacantes como Biro Biro e Marcos Jr devem treinar finalizações exaustivamente. Até Fred. Afinal, se um pianista, por mais virtuoso, passa a vida em horas de ensaio, como jogadores de talento comum ou mesmo algo talentoso, não treinam por horas?
- JEAN NÃO É MEIA!
- Igor Julião não pode mais jogar na esquerda. Ronan, também não.
- Rafinha não é jogador ofensivo!
- Leandro Euzébio não é mais jogador para Fluminense.
- Fred sempre se contudiu e ficou ausente a cada ano seu de clube. Um substituto para ele não foi "planejado" ou ouviram o avaliador de elenco, Abel Braga, que afirmou que Samuel era um jogador raro ?
- FALANDO NISSO... "O Fluminense tem zagueiros para uns seis anos.", Abel Braga, ex-treinador, que montou e avaliou o atual elenco.
- Pois é, vou ali me matar e volto quando confirmarmos a nossa permanência na Série A! rs
ANTES... Um toque e um apelo:
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Peter Siemsen, presidente do Fluminense: errou na escolha do seu departamento de futebol.
Foto: Reprodução\Internet |
- O presidente Peter Siemsen deveria somente ser "presidente do setor jurídico" do clube. É excelente e heróico nas questões judiciais. Obrigada...Não, o sr. não precisa entender de futebol para ser reeleito e merecer o cargo máximo do Fluminense por mais três anos, mas escolher um nome do futebol - com visão do jogo dentro do campo - É OBRIGAÇÃO.
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SOBRE DELEY...
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Deley, candidato à presidência tricolor, no programa do RMP.
Foto: Reprodução\FOX |
O que mais gostei da entrevista do Deley foi o cuidado em falar na formação de jogadores de futebol e não em atletas de futebol.
Visando a qualidade do jogador, alcançaríamos melhor qualidade de jogo, primordial para a sobrevivência do Flu no cenário disputado do Brasil. Qualidade de jogo, aliás, o grande e drástico erro da atual diretoria.
O que não gostei foi a mania de dizer que irá sentar e discutir com tudo e todos. Presidente do Fluminense não tem que discutir, tem que decidir. Discussão é para plenário legislativo.
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FALANDO EM DISCUSSÃO... MEU ÚLTIMO APELO: TRICOLOR, APOIE ATÉ O FIM!!!
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Quase 30 mil tricolores assistiram a derrota para o Vitória-BA. Apoiem até o fim!
Foto: Nelson Perez\Fluminense Oficial |
- TORCIDA TRICOLOR, especialmente, você, que também bancou o futebol de araque, que até julho de 2013, batia palminhas e justificava toda atuação ruim, também tem sua parte de culpa. Você bancou o futebol de araque se utilizando de conceitos teóricos e frios tanto quanto a diretoria do Fluminense fez: futebol não é programa de computador. Futebol não é planilha. Futebol é campo, grama. Futebol é qualidade técnica.
Ontem, a derrota inacreditável para o Vitória, foi mais uma prova disto. Aprendamos como torcida também.
- E não me venham espancar jogador na rua, pichar muros.
- O jogador não está de sacanagem. Se tem uma coisa que tenho ainda certeza é que esse grupo se entrega e se erra, é por falta de técnica.
E O PRINCIPAL: só eles poderão evitar o rebaixamento do Fluminense. Eles não vão render sem apoio, muito menos, na porrada, com perdão da palavra. APOIEM ATÉ O FIM! E aprendamos como torcida também.
POR FIM... A conta viria. A conta chegou. O preço a pagar? Não será o rebaixamento! Ainda dá...rs.
À bênção João de Deus...
Abraços, fraternalmente,
Crys Bruno.
PS: Pessoal, por questão de cuidados com minha saúde, física, mental e emocional, deverá ser este meu derradeiro post (novamente! rs) sobre o nosso Fluminense, esse ano. Conto com a compreensão de vocês e deixo meu sincero pedido de desculpas por me exigir entrar em férias forçadas.