terça-feira, 5 de novembro de 2013

Walter, o jogador de futebol


Walter: atacante muito acima do peso para um jogador profissional é um dos melhores do Brasileirão.
Foto: Davi Ribeiro/Foto Arena

Oi, pessoal.

Há muito tempo eu estou para escrever sobre o impressionante Walter, jogador esmeraldino, para falar sobre a riqueza do seu talento e da sua superação. 


Walter é mais conhecido como "o gordinho", no entanto, foi a escassez e não o excesso que fez dele um destruidor de paradigmas, um bem enorme ao futebol brasileiro, se aproveitarmos. 


A história é comum no meio: entre a casa e o campo de futebol, uma vida de sacrifício e pobreza. Ultimamente, além disso, num ambiente de forte violência. Não foi diferente com Walter, que ao sete anos, perdeu um irmão, assassinado, com cinco tiros, dentro do ônibus:


" -Vi muita coisa, muita coisa mesmo. Vi roubo, morte na minha frente. Vi tiroteio, corria no meio do tiroteio. Estava parado num lugar, começava a ouvir tiro e tinha que correr. Minha mãe saía atrás de mim louca por causa do tiroteio. Já invadi muito a casa dos outros. Nem conhecia. Entrava na primeira casa que via," afirmou o jogador em entrevista ao Globoesporte.com


Sua mãe chama-se Edith. Por vezes ela deixava de comprar comida para que Walter tivesse o dinheiro da passagem e pudesse ir treinar na escolinha de futebol. O filho grato leva seu nome tatuado no braço direito.


O rapaz ia à Ilha do Retiro para assistir aos jogos do seu clube de coração, o Sport, mas nem sempre conseguia entrar "no vácuo", como vi muitos fazerem no Maracanã, e ficava ouvindo o jogo do lado de fora. 


Ressalto essas histórias com o único ensejo de destacar  que é a escassez que molda "o gordinho" Walter, não o excesso. 

O recifense de 24 anos não escolheu a bandidagem porque "não queria aquela vida", e numa luta heróica, venceu a marginalidade, a violência e seu próprio corpo. 

Walter comemora mais um gol: ele é o artilheiro do Goiás na temporada.
Foto: Carlos Costa / Futura Press.


O futebol exige condicionamento físico. E no "futebol moderno brasileiro", um jogador de futebol tem que ser sobretudo um atleta, senão "não aguenta o ritmo do jogo", esbravejam. 

Nos últimos vinte anos, modificamos todas as teorias e práticas na formação do jogador de futebol. Walter, "o gordinho", quebrou todos os paradigmas dos formadores de atletas.


E mais uma vez a escassez moldou seu destino, sua história. 

Porque foi a escassez de qualidade técnica que deu ao "gordinho" pernambucano a chance de jogar. 

Evidentemente que não num clube chamado grande porque estes estão repletos de formadores de atletas, não formadores de jogadores de futebol. 


Foi no São José do Rio Grande do Sul que o menino do Coque, após passar alguns meses no Vitória (BA), pinçado da escolinha do Santa Cruz, ganharia sua primeira chance. Destacou-se. E chegou ao Internacional, onde foi um dos melhores da Copa São Paulo de Juniores, em 2008.


Com o técnico uruguaio Jorge Fossati, Walter teve uma sequência de jogos no Internacional, em 2010. Campeão da Libertadores, o Porto o contratou. O "futebol moderno português" não soube lidar nem compreender o peso do jogador, resolvendo emprestá-lo. 


Sem chances no Cruzeiro, ano passado, assinou com o Goiás, sendo o principal jogador da equipe, ídolo e um dos melhores jogadores do Campeonato Brasileiro de 2013.

Parece irônico, mas Walter é um anti-herói heróico. 


Não somente por suas superações pessoais, incríveis, mas por esfregar na cara dos preparadores físicos e treinadores brasileiros que o condicionamento físico é necessário, mas nunca será o principal. Porque o principal no futebol será sempre a qualidade técnica. E ponto.


Walter não é atleta, é mais que isso: Walter é jogador de futebol.  


Que os WALTERS voltem aos nossos campos que sob a batuta e proteção dos horrorosos técnicos brasileiros e uma entojada imprensa esportiva andam cada vez mais com excesso de atletas que não sabem jogar futebol.



CASO CONTRÁRIO, FUTEBOL SÓ EM ALGUNS TIMES DA EUROPA (sempre foi assim!) E NO PLAYSTATION, com nossos estádios cada vez mais vazios, porque poucos ainda aguentam esse futebol dos atletas, não dos jogadores.


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Abraços, pessoal

Grande beijo.

Fraternalmente,
Crys Bruno.


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O desprestigiado Luxemburgo.

Vanderlei Luxemburgo no Fluminense: grupo com baixa moral e ambiente adverso.
foto: Wagner Meier\Gazeta

Oi, pessoal.




Luxemburgo ainda é técnico do Fluminense. Pelo menos, por enquanto, após o presidente do clube, Peter Siemsen, passar os últimos três dias tentando demiti-lo e não conseguir, piorando o ambiente, já abalado do clube. Fato que expôs uma situação: Luxemburgo não tem ambiente nem apoio do presidente do clube e o casamento parece mesmo fadado à separação. 


O presidente do Fluminense decidiu por sua demissão, mas não a concretizou. Talvez, em fato inédito na história do futebol, um presidente de clube não foi capaz de demitir seu técnico sob o olhar de todos. 


Eu não discordaria com a mudança, mesmo sabendo que nenhum treinador seja capaz de fazer o time melhorar, tanto quanto Vanderlei, considerando esse time que se tem à disposição. Com isto, uma nova injeção de ânimo - e derradeira - seria compreensível se tentada.


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Jogadores do Fluminense treinam nas Laranjeiras para o FlaxFlu: caras fechadas em ambiente pesado.
Foto: Fluminense Oficial \Flickr


Em julho, se me perguntada pelo(s) presidente(s) do Fluminense, dentre  Cristóvão Borges, Ney Franco e Vanderlei Luxemburgo, aprovaria a vinda deste último. Aliás, aprovei. Porque eu via nele características que ajudariam: um treinador com experiência e banca para lidar com um elenco campeão, de moral baixa e futebol baixíssimo.


No início, foi isso que o Fluminense teve. Víamos, mesmo aos trancos e barrancos, o time jogar com personalidade, no entanto, a crise técnica dos atletas já era realidade difícil de ser revertida. Para piorar, perdemos Deco, Fred e Carlinhos e nunca tivemos no titularíssimo Rhayner o mínimo de qualidade.


Para piorar, tal qual a Lei de Murphy, seguidas suspensões e contusões impediram a repetição da escalação, o que impede dar forma ao time, e o rojão explodiu no colo dos meninos, bem verdes, talvez porque nunca foram aproveitados, nem mesmo no ignorado Campeonato Carioca.


Nesse cenário de crise técnica do time, Vanderlei Luxemburgo foi empurrando com a barriga, nas coxas, na experiência e cancha, fazendo o máximo que pode. E continuará. Ao menos até domingo, segundo a informação de... segundo.



Presidente Peter, ao fundo, Rodrigo Caetano: diretoria bateu cabeça essa semana.
Foto: Nelson Perez.


No momento em que passar confiança era obrigação, o mandatário Tricolor saiu "atirando", atrapalhado, mais preocupado em satisfazer seu grupo político do que com as consequências drásticas que poderia causar o insucesso da sua vontade: demitir Vanderlei.  


Não podia. Fritou o técnico pelas costas, mas teve que apagar o fogo, interrompendo o processo e impondo uma situação humilhante ao profissional que irá treinar, escalar e orientar o time para o próximo jogo, nada mais, nada menos, que um FlaxFlu. E, para piorar, não veio à público consertar a besteira. Deveria.


Vir à público, dar a cara à tapa, mesmo que não diga a verdade, assumindo a impossibilidade de concretizar a demissão do técnico, mas, ao menos, assumindo que as contínuas reuniões fizeram com que "TODOS" decidissem por dar um voto de confiança à comissão técnica. Deveria. 


Vir à público, ao invés de agir sorrateiramente, como um covarde. Porque passar confiança é obrigação. E o presidente Peter criou todo um escarcéu, aumentou a insegurança, piorou o ambiente e tirou o moral do comandante técnico do time. "Genial"! Não que sua vontade seja ilegítima, pelo contrário. Mas todos sabíamos que ela difícilmente seria concretizada. Deve vir à público.


Nós sempre soubemos que a contratação de Vanderlei Luxemburgo nunca foi aceita pelo grupo político que apoia o presidente Peter. Há sete jogos sem vencer, era natural e previsível que a repulsa se transformasse em ira, aumentando a pressão num clube já pressionado, assustado e surpreso com o fracasso que se segue ao longo de 2013. Peter deveria medir a consequência disso.


Às vésperas da eleição, ao contrário do necessário, Peter agiu com irresponsabilidade, coisa rara em sua administração e escolheu uma hora péssima para agradar seu grupo de apoio. O problema disso é que o tiro não foi só no seu pé e sim no pé do Fluminense, que já anda capenga... Mas não há de ser nada. Em todos os clubes, dirigentes vivem às trapalhadas. Peter é só mais um do mesmo.


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AINDA SOBRE LUXEMBURGO


Luxemburgo conversa com jogadores em treino dessa quarta-feira, 30.
Foto: Fluminense Oficial Flickr


Sem ambiente e muito menos identidade com o Fluminense, além de nunca ter contado com um elenco que seu antecessor teve por seis meses, mais qualificado com Fred, Wellington Nem, Thiago Neves, Carlinhos, Sóbis, Wagner, todos inteiros e com moral em alta, o trabalho de Vanderlei já estava fadado à separação. 





Por muitos, dentre os quais me incluo, Vanderlei foi um técnico maravilhoso. Ele chegou ao Real Madrid, nível que nenhum outro técnico brasileiro sonhou alcançar. Reportagens (Revista Espn-Brasil) sobre dívidas de jogo minaram sua carreira. Hoje, eu percebo o quanto ele deve estar precisando de dinheiro ainda. Porque se assim não fosse, ele - e qualquer profissional bom ou ruim - teria deixado o clube, na manhã de quarta-feira. 





Ele foi humilhado como profissional. Ainda assim, o conhecido treinador, chamado de arrogante, marrento e coisas do tipo, teve uma atitude profissional elogiável. Vestiu o uniforme, encarou a imprensa e os jogadores, mesmo em ambiente constrangedor.



E então, eu pergunto: e se vencer o Fla x Flu? Coisa absolutamente possível já que o adversário vive e respira Copa do Brasil e o Fluminense, teoricamente, não enfrentará outra retranca, tendo mais espaço para o jogo veloz de seu time que corre, transpira, e não pensa. Como ficará o "aviso prévio" até domingo, publicado em todos os jornais? Ai, ai, Peter... ... ...



POR FIM, MAS NÃO MENOS IMPORTANTE...




Quando eu vi Luxemburgo escalar quatro volantes contra o Vitória, cheguei a conclusão: Luxemburgo, é hora de se aposentar dessa função. Ainda mais quando você conversa e ouve o filho de Antonio Lopes!! Logo você: o técnico destemido, ofensivo, que sempre soube montar times equilibrados e técnicos.


Dizem que o Palmeiras o quer em seu centenário, agora em 2014. Mas se eu fosse sua conselheira, eu diria: descanse, Luxa. Vire comentarista, empresário de jogador, dirigente, ou qualquer coisa que o valha. Será o melhor! 


E... foi você o melhor que vi o Brasil ter nos últimos vinte e cinco anos, MAS, TALVEZ, TENHA CHEGADO A HORA DE PARAR... 


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TORCEDOR PODE, MAS UM ADMINISTRADOR PROFISSIONAL NÃO PODE.



Abel Braga, técnico campeão brasileiro de 2012: Flu em queda este ano.
Foto: Reprodução\Internet




Abel é o terceiro técnico com mais jogos na história do Fluminense. Campeão carioca em 2005 e 2012 e Brasileiro, é querido por boa parte da torcida tricolor. 

MAS...

O insucesso do seu sucessor, Vanderlei Luxemburgo, não exime os erros que Abel Braga cometeu durante os sete meses, cujos seis meses, contando com um elenco que tinha Fred, "Deco", W. Nem, Thiago Neves, Carlinhos, Wagner, Sóbis, inteiros e ainda com moral em alta, porque vindo de um título brasileiro. Atmosfera, elenco e ambiente que Luxemburgo nunca teve. O que torna a comparação injusta e tosca. 


O erro de avaliação sobre o elenco, a falta de capacidade em fazer o time jogar um futebol com um pouco mais de repertório ofensivo e\ou omissão de Abel não serão apagados. Pode ser pelo torcedor. Nunca por quem administra o Fluminense. 


Foi Abel quem avaliou e montou esse elenco junto com Rodrigo Caetano. Era ele, Abel, a nossa voz ou a única voz capaz de modificar ou melhorar o time. Era dele a voz que seria ouvida por todos, exatamente por ser querido e respeitado, do presidente da patrocinadora ao porteiro. Fracassou. Não foi feliz como técnico do Fluminense, em 2013.


Hoje, esse elenco, montado e avaliado por Abel e Rodrigo Caetano, é nossa herança maldita. Nossa, não é? Afinal, quem sempre paga o pato? A panaca da torcida!



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QUEM VIRIA OU QUEM VIRÁ? CAIO JR é o favorito.




Caio Jr posta foto com Ancelotti, no Real Madrid.
Foto: Reprodução\Internet


Nas últimas 72 horas o Fluminense demitiu Luxemburgo. De repente, não mais. Depois, demitia de novo. E entre as cabeçadas e furadas da gestão do futebol, o atual treinador ganhou um "aviso prévio" até domingo. 


Nesse ínterim, os jornalistas, especialmente, Wilson Pimentel, da Rádio Tupi e Renato Maurício Prado, do O Globo e Fox Sports, correram atrás das informações, ocultadas pelo clube, mas descobertas por eles com fontes que não duvido sejam bem próximas dos presidentes Peter e Celso Barros, se é que você me entende...


E a informação que vazou é que seria ou será Caio Jr o substituto de Vanderlei. Caio JR não é técnico para um Fluminense. Mas, não é mau técnico. E dentre os nomes do escalão que aceitaria o absurdo de assumir um time por sete jogos com risco de ser rebaixado, o de Caio Jr me parece o melhorzinho mesmo.


Tentando evitar esse novo vírus ou moda nos comentários de futebol, quando está ruim só se joga pedras e não se compromete. Ou usando o exemplo do Vasco:

Fato 1 - "Dorival está perdido. O Vasco está sem técnico."

Fato 2 - Vasco demite Dorival e: "Adianta culpar o técnico? Essa atitude parece de desespero."

Fato 3- Vasco contrata Adilson Batista e: "Não tinha nome pior!"

Aí, o Adilson salva o Vasco do rebaixamento e eles falarão em MILAGRES...

Eu espero não pegar esse vírus. E para isto, conto com vocês! rs


Abraços,
fraternalmente,
Crys Bruno.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A conta chegou. Qual preço a pagar?

A diretoria do Fluminense: Sandro Lima, Celso Barros, Rodrigo Caetano e Peter Siemsen: incompetência na avaliação.
Foto: Edgard Maciel de Sá/Globoesporte.com



Um grande campeão com um futebol de araque. Foi assim que conquistamos o digno tetracampeonato, em novembro de 2012. O ano virou e as pessoas do Fluminense bancaram a acomodação. O ano virou e as pessoas do Fluminense bancaram aquele time e seu futebol de araque. 


O ano virou, a folha salarial dobrou, sete milhões de reais por aquele futebol de araque. Reforços? Rhayner, um atacante do Náutico que não fazia gols há dois anos e Felipe, um jogador em final de carreira. Por quê? Não tinha mais dinheiro. Por quê? A folha salarial já havia dobrado para (super) valorizar aquele futebol de araque.


O ano virou e qualquer "Zé" ou "Maria", como eu, que acompanha futebol, sabia que o time não poderia continuar jogando aquele futebol de araque porque a exigência seria outra, seus adversários não mais o tratariam como azarão, o Fluminense jogaria contra retrancas e com aquele futebol de araque seríamos fatalmente bem marcados.


O futebol de araque, graças ao time não ser  favorito, conquistou o título jogando com oito homens atrás da linha da bola, o que proporcionou a linha defensiva total proteção e a Diego Cavalieri atuações dignas de Castilho ou Rodolfo Rodrigues. 


Assim, com a bola nos pés era hora dos contra-ataques: Thiago Neves e Jean acionavam os laterais ou o atacante de velocidade, Wellington Nem, e esses tinham que achar Fred: o dono do campeonato brasileiro de 2012 marcava uma em cada duas ou três bolas. Com isso, o Fluminense pouco precisava criar. Seu repertório era esse. Mais nada oferecia ou fazia além disso.  



Quando campeão, Fred pediu para não deixar ninguém sair e Rodrigo Caetano afirmou que o elenco era de "altíssimo nível." Natural. Compreensível. O companheiro de time querendo manter o grupo, o diretor de futebol valorizando o grupo. 


MAS... alguém, internamente, DEVERIA avaliar que a exigência seria outra, que nosso repertório, dentro de campo, era limitado para manter as conquistas em 2013. E se o problema era dentro de campo, a comissão técnica deveria dizer. Ninguém o fez. A avaliação técnica foi pífia. A arrumação técnica e tática do time, igualmente. 



E se lembrarmos que JÁ em fevereiro, por conta de uma goleada sofrida para o Grêmio, na Libertadores, em pleno Engenhão, o BRASIL INTEIRO viu que o repertório limitado do futebol de araque do campeão Fluminense não funcionava mais e que NADA foi feito, tem-se a prova do quanto bancaram o futebol de araque e atuaram com plena incompetência. 


E mesmo quando tentado, o técnico Abel quis dar volume de jogo ao time, buscou um 4-3-3. Abelão tentou. Talvez, dentre todos os culpados, ele tenha sido o único que não se acomodou, embora tenha tido a mesma incompetência como técnico que seus diretores tiveram como diretores. 


Thiago Neves e Wellington Nem foram vendidos em junho.
Abel contou com eles e Fred, um ataque que não temos mais nessa reta final.
Foto: Gilvan de Souza.


Esta diretoria que "arrota" profissionalismo e planejamento esperou o Fluminense entrar na Zona de Rebaixamento, em final de julho, para fazer algo, com uma surpresa e desculpismos apavorantes. Em nenhum momento observou a queda técnica do time e a necessidade de alterações. Baseou-se apenas nos números do passado, mesmo com os atuais já ruins, administrou o clube das telas frias do computador e não através do JOGO CHAMADO FUTEBOL, jogado dentro do campo. Um assombro!



Futebol não é jogado numa planilha! Futebol não é jogo de computador! Futebol não é um software! Futebol é jogado no campo. Futebol é jogado por homens, não máquinas. Futebol não é física. Futebol é qualidade técnica (Walter, atacante do Goiás, atleta acima do peso, é um dos destaques do ano, não à toa, porque tem qualidade técnica).  Eu torço e tenho paixão por um clube que não sabe disto...


O planejamento da diretoria do Fluminense foi de araque porque se contentou e bancou aquele futebol de araque. A conta viria. Quantas vezes eu disse? Várias. Tantas que, extenuada e extenuando, decidi parar de escrever só sobre o Fluminense. A conta viria, sabíamos muitos de nós, temiam outros.


A conta chegou. O atual campeão brasileiro padece porque apostou que aquele futebol de araque seria suficiente. Um futebol de araque NUNCA SERÁ. Como azarão, pode tornar azarões em vencedores de um campeonato, mas nunca na história do futebol, o futebol de araque sustentará outra nova temporada. Isso porque há coisas que nunca mudarão no futebol e a principal é que futebol é qualidade técnica.


Assim, repito: o planejamento da diretoria do Fluminense foi de araque porque se contentou e bancou aquele futebol de araque, porque vê futebol somente pelas telas do computador, em suas planilhas frias, sem o cheiro da grama e os pingos de suor do campo. Eu torço e tenho paixão por um clube que não entende de futebol. A conta viria. E agora saberemos qual será o preço a pagar...



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TOQUES RÁPIDOS:

Luxemburgo, técnico do Fluminense, orienta o time na derrota para o Vitória por 3x2.
Foto: Ricardo Ayres\Photocamera




- Como disse ontem, reconheço em Luxemburgo um treinador que tem tentado, jogado junto e feito coisas muito boas, entre erros e acertos, mais acertos, a meu ver. Dentre todos, é o que tem menos culpa. Mas ainda assim, eu não imaginava um meio-campo com quatro volantes. Tantos eram os volantes que nem com um a mais fez a diferença. O elenco exala o futebol transpiração sem inspiração, o mesmo futebol de araque de 2012, bancado e defendido pela diretoria e a última comissão técnica.

- E, então, eu lembrei que meia de criação, posicão mais importante e difícil do futebol, o Fluminense tem, hoje, no elenco, somente Wagner e Eduardo. 

- Mas volantes, nós temos aos montes! Volantes não faltam. Não me surpreendo: afinal, um clube que banca o futebol de araque, deve "amar" volantes! 

- Sem falar o principal: jogadores comuns com apenas condição física para correr atrás do adversário se produz facilmente e traz títulos ao treinador dos juniores (E viva Xerém!) que se mantém no cargo e facilmente o empresário o vende para a Austria, Bulgária, Catar, Ucrânia, por milhões! 

Jean, volante que passou a jogar de meia de criação, tenta um arremate.
Foto: Nelson Perez\Fluminense Oficial


- Jogador profissional que não treina fundamentos, não é profissional. Atacantes como Biro Biro e Marcos Jr devem treinar finalizações exaustivamente. Até Fred. Afinal, se um pianista, por mais virtuoso, passa a vida em horas de ensaio, como jogadores de talento comum ou mesmo algo talentoso, não treinam por horas?

- JEAN NÃO É MEIA!

- Igor Julião não pode mais jogar na esquerda. Ronan, também não. 

- Rafinha não é jogador ofensivo!  

- Leandro Euzébio não é mais jogador para Fluminense.

- Fred sempre se contudiu e ficou ausente a cada ano seu de clube. Um substituto para ele não foi "planejado" ou ouviram o avaliador de elenco, Abel Braga, que afirmou que Samuel era um jogador raro ?

- FALANDO NISSO... "O Fluminense tem zagueiros para uns seis anos.", Abel Braga, ex-treinador, que montou e avaliou o atual elenco.

- Pois é, vou ali me matar e volto quando confirmarmos a nossa permanência na Série A! rs


ANTES... Um toque  e um apelo:

Peter Siemsen, presidente do Fluminense: errou na escolha do seu departamento de futebol.
Foto: Reprodução\Internet

- O presidente Peter Siemsen deveria somente ser "presidente do setor jurídico" do clube. É excelente e heróico nas questões judiciais. Obrigada...Não, o sr. não precisa entender de futebol para ser reeleito e merecer o cargo máximo do Fluminense por mais três anos, mas escolher um nome do futebol - com visão do jogo dentro do campo - É OBRIGAÇÃO.


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SOBRE DELEY...

Deley, candidato à presidência tricolor, no programa do RMP.
Foto: Reprodução\FOX

O que mais gostei da entrevista do Deley foi o cuidado em falar na formação de jogadores de futebol e não em atletas de futebol. 

Visando a qualidade do jogador, alcançaríamos melhor qualidade de jogo, primordial para a sobrevivência do Flu no cenário disputado do Brasil. Qualidade de jogo, aliás, o grande e drástico erro da atual diretoria.

O que não gostei foi a mania de dizer que irá sentar e discutir com tudo e todos. Presidente do Fluminense não tem que discutir, tem que decidir. Discussão é para plenário legislativo.







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FALANDO EM DISCUSSÃO... MEU ÚLTIMO APELO: TRICOLOR, APOIE ATÉ O FIM!!!

Quase 30 mil tricolores assistiram a derrota para o Vitória-BA. Apoiem até o fim!
Foto: Nelson Perez\Fluminense Oficial



- TORCIDA TRICOLOR, especialmente, você, que também bancou o futebol de araque, que até julho de 2013, batia palminhas e justificava toda atuação ruim, também tem sua parte de culpa. Você bancou o futebol de araque se utilizando de conceitos teóricos e frios tanto quanto a diretoria do Fluminense fez: futebol não é programa de computador. Futebol não é planilha. Futebol é campo, grama. Futebol é qualidade técnica.

Ontem, a derrota inacreditável para o Vitória, foi mais uma prova disto. Aprendamos como torcida também.


- E não me venham espancar jogador na rua, pichar muros.

- O jogador não está de sacanagem. Se tem uma coisa que tenho ainda certeza é que esse grupo se entrega e se erra, é por falta de técnica.

E O PRINCIPAL: só eles poderão evitar o rebaixamento do Fluminense. Eles não vão render sem apoio, muito menos, na porrada, com perdão da palavra. APOIEM ATÉ O FIM! E aprendamos como torcida também.


POR FIM... A conta viria. A conta chegou. O preço a pagar? Não será o rebaixamento! Ainda dá...rs.


À bênção João de Deus...


Abraços, fraternalmente,
Crys Bruno.

PS: Pessoal, por questão de cuidados com minha saúde, física, mental e emocional, deverá ser este meu derradeiro post (novamente! rs) sobre o nosso Fluminense, esse ano. Conto com a compreensão de vocês e deixo meu sincero pedido de desculpas por me exigir entrar em férias forçadas.