terça-feira, 8 de outubro de 2013

Os vários tons de cinza do Botafogo

Foto espetacular de Daniel Ramalho: Seedorf leva as mãos a cabeça no empate de 1x1 com o Flu.



Eu confesso não entender o Botafogo. A começar pelo Glorioso ser alvinegro e usar um meião cinza em seu uniforme. Nunca entendi por que daquele tom cinza...


Confesso não entender a torcida do Botafogo. O time faz uma campanha extraordinária no Brasileirão, foi campeão carioca de forma absoluta e porque perdeu alguns jogos em momento de queda de rendimento, o botafoguense vaia e cobra.


Cobrar o que de um grupo desse? Logo quem? Logo um botafoguense, que deve saber como ninguém o que é sobreviver sem um patrocínio master, sem ser do "G4 da Globo"*. Esse time joga acima do seu limite há meses, realizando um ano acima das melhores expectativas e no momento que precisa de um gás, de apoio, recebe vaia e cobrança do seu torcedor?


Botafoguense, seja honesto e responda: o time entrou no Brasileirão como um dos candidatos ao título? Foi a imprensa que vendeu essa ideia, afinal, o time era vice-líder. Vocês compraram. E hoje sabemos que o time também. Era justo. Mas, a derrota de 3x0 para o Cruzeiro, que foi um duro golpe, não poderia ter deixado tantas sequelas. Deixou. Quase um mês depois, foram três derrotas em quatro jogos, todos realizados em casa. 


O futebol é fascinante porque humano e porque humano, imprevisível. Um campeão carioca - com autoridade - inicia o Brasileiro sem badalação, mas realiza impressionante campanha, estando sempre no sonhado por todos G4 (zona de classificação para a Libertadores)...


O alvinegro ganha moral, confiança. Do time desacreditado à badalado. E por conta de uma derrota, uma única derrota, deixou-se abater. Do time badalado ao time abalado porque não soube lidar com a moral e a confiança, tirando os pés do chão e não sabendo recolocá-los em terra firme a tempo. Incrível o desequilíbrio emocional dos jogadores, da torcida e do comando alvinegro. 


Técnico Osvaldo de Oliweira: momento difícil de queda do time.
Foto: Daniel Ramalho.


Vários jogos já se passaram. Outros virão. O Brasil já tem praticamente seu campeão (Cruzeiro). O Botafogo, apesar de somar apenas um ponto nos últimos quatro jogos, ainda está em quarto, o liame para a classificação à Libertadores (se um time brasileiro não conquistar a Sul-americana), competição desejada, que coloca o clube com visibilidade internacional.


Acorda, Botafogo! É hora de pôr os pés no chão, voltar a jogar dentro do seu próprio limite, não mais de cabeça baixa, nem empinada demais. Aproveite o "retorno" como visitante nessa próxima rodada, a distância do seu ingrato torcedor e derrote o Náutico. Lute pelo passo à vitrine internacional. Não é o passo de um campeão, mas um passo de extrema importância: pisar no campo dos melhores times do continente.


Acorda, Botafogo! Lute! Vença! Saia já desse estado letárgico. A libertadores te espera. Acorda, botafoguense! Vaiar esse time? Deveria se envergonhar de vaiar um time que com tantas dificuldades vem honrando a estrela solitária, quase solitariamente, porque você, botafoguense, joga mais contra do que a favor. O time precisa do seu gás, da sua energia. Mesmo com um tom cinza, é preciso ter alma, alvinegro!

---

*G4 da Globo - os clubes preferidos da mídia por conta da popularidade e audiência: (Corinthians, Flamengo, Palmeiras e Vasco)


@@@
REDE GLOBO RENOVA CONTRATO COM OS CLUBES.


Segundo o jornalista Paulo Vinícius Coelho, da ESPN, os novos acordos têm vencimentos até 2017. Pela ampliação de vínculo, os clubes receberão um bônus de R$ 30 milhões até o fim do ano.

Os campeões de arrecadação com a TV continuam sendo Flamengo e Corinthans, maiores torcidas do Brasil e líderes de audiência nas transmissões. Os números são astronômicos: cada clube deve receber cerca de R$ 170 milhões, com a condição de que a Globo aberta fará mais jornadas com eles.

Já São Paulo, Vasco e Palmeiras receberão por ano R$ 100 milhões. Internacional, Grêmio, Botafogo, Fluminense, Atlético Mineiro e Cruzeiro devem receber algo em torno de R$ 60 milhões. E os demais clubes da primeira divisão vão receber R$ 30 milhões.

Atualmente, mesmo não tendo uma audiência excelente de outrora, o Futebol ainda é uma das grandes fontes de renda da Globo, graças aos patrocínios de empresas, que lhe dão grande lucro. 


@@@
DESTAQUES DA SEMANA NO VELHO CONTINENTE:

FUTEBOL COMEMORA ANIVERSÁRIO NOS JARDINS DA RAINHA ELIZABETH
E MAIS: Entrevista com o ator australiano Hugh Jackman, um apaixonado por futebol. Muito bacana!



Príncipe William faz festa pelos 150 anos do futebol. Olha o chute? rs



O Duque de Cambridge deu o chute inicial do primeiro jogo no Buckingham Palace. Antes do início da partida, o Príncipe William participou de uma pelada e foi flagrado usando um par de chuteiras laranja que pertenciam a Wayne Rooney. O Príncipe ajudou a organizar a partida entre dois velhos times amadores da Inglaterra - Civil Service FC e Polytechnic FC - que aconteceu no jardim da Rainha para uma competição amadora.

As chuteiras da Nike foram dadas de presente pelo atacante Wayne Rooney. Ele utilizou nos jogos do Manchester United e do English Team na temporada passada. O futuro rei também encontrou o árbitro Howard Webb. Ele jogou ao lado do atacante Michael Owen e o presidente da FA, Greg Dyke. O Príncipe ainda brincou com os jogadores da Polytechnic, dizendo: "Michael [Owen] está pronto pra ser um excelente substituto".



Mais cedo, o Duque homenageou 150 jogadores anônimos que foram voluntários durante a recepção no palácio. Junto com o presidente da FA, ele presenteou os voluntários com medalhas por reconhecimento pelos seus esforços como parte das celebrações de 150 anos da Football Association.



Reportagem: Marcus Benevides


@@@
PAIXÃO POR FUTEBOL Made in Australia



Ator australiano é fã de futebol e fala sobre a Copa do Mundo no Brasil
Foto: GettyImage



Hugh Jackman é um homem que dispensa apresentações. Um dos atores mais importantes da atualidade, o australiano de 44 anos ganhou fama e notoriedade mundial com uma brilhante carreira como ator, estrelando vários sucessos hollywoodianos.

Jackman coleciona premiações, tendo obtido mais uma na semana passada, o prêmio Ícone de Ouro no Festival de Cinema de Zurique. Foi durante a passagem pela Suíça para esse evento que o protagonista de X-MenLes Miserables e Wolverine se entregou à sua outra grande paixão, em entrevista exclusiva com o FIFA.com.

Jackman contou que, na verdade, quando era pequeno, em vez de brilhar nos palcos e telas de cinema, queria mesmo era ser jogador de futebol. Em um bate-papo animado, o australiano nascido em Sydney também revelou que está ansioso pela Copa do Mundo da FIFA BRASIL 2014 e por mais uma presença da sua amada seleção no maior torneio do esporte.

FIFA.com: Então, a Austrália estará na Copa do Mundo pela quarta vez... 

Hugh Jackman:
 Ainda não me acostumei com isso. Quero dizer, nós australianos crescemos assistindo à Copa do Mundo, mas nunca achávamos que a Austrália iria participar. Ao longo dos últimos anos, a seleção vem sendo incrível, o que acho ótimo, porque os jovens estão crescendo pensando que (se classificar para a Copa do Mundo) é normal. Nesse caso, sucesso gera sucesso.

Podemos supor que você assistirá à Copa do Mundo no Brasil, então? É claro. Para ser exato, espero estar no Brasil para assistir à Copa. Sou uma dessas pessoas que, quando me oferecem coisas só por ser famoso, digo "não, não quero, não estou interessado". Mas ingressos? Claro! Com toda a certeza! Restaurantes e ingressos para jogos de futebol, esse sou eu. Por esse motivo eu me vendo, pode apostar! (risos)

Você gosta tanto assim de futebol? 
Eu amo a Copa do Mundo. Para mim, os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo são as melhores competições internacionais que temos. Joguei futebol até os dez anos antes de trocar pelo rúgbi, mas tem algo que eu acho muito bonito no esporte. O meu filho está jogando futebol agora, e eu sou o auxiliar técnico — bom, na verdade, estou mais para auxiliar do auxiliar — da equipe dele. E, para mim, qualquer coisa que acontece uma vez a cada quatro anos, e aquele caldeirão de pressão que vem junto (da Copa do Mundo), é algo que me inspira e me anima.

Bem, imaginemos que a Austrália avance muito no torneio, mas acabe sendo eliminada. Por que outra seleção você torceria? Brasil. Eu sempre amei o Brasil, embora, acredito eu, nem sempre tenha torcido por ele. Mas fico imaginando a pressão que os jogadores da seleção brasileira devem sentir. Eu sei que o esporte é como uma religião na Austrália, mas não é nada como o futebol no Brasil. Portanto, se esses jogadores vencessem a Copa do Mundo em casa, trariam muito orgulho para o seu país. Isso mudaria vidas. Além disso, as cores do Brasil se parecem com as da Austrália, então é fácil torcer!

Se tivesse de escolher entre a Austrália vencer a Copa do Mundo e você ganhar um Oscar, o que escolheria? Uau. Perguntas boas e difíceis! Posso facilitar e dizer que estou jogando pela Austrália? (risos) É que eu quero os dois! Não, eu não espero nada, e tudo o que vem é um bônus. É mais fácil para mim, com a idade que tenho e tendo crescido como torcedor de futebol na Austrália, não esperar que ganhemos a Copa do Mundo. Acho que é bom ser o azarão em todas as situações.

Wolverine é um dos seus papéis mais famosos. Você acha que ele poderia ter se tornado um bom goleiro? Não, ele ficaria estourando e rasgando a bola. Além disso, nos quadrinhos, ele tem só 1,60m, e não tem muitos goleiros de 1,60m por aí. Mas acho que daria um bom meio-campista. Faria uns estragos seríssimos. O Messi pensaria: "Acho que vou passar a bola para outro cara. Não quero enfrentá-lo."

E se você tivesse de jogar por uma seleção na Copa do Mundo, qual seria? Austrália, é claro! Eu sou australiano, cresci jogando críquete e rúgbi, e uma das maiores emoções — uma das coisas mais assustadoras, também — que eu já vivi foi cantar o hino nacional antes de uma partida de rúgbi contra a Nova Zelândia. Lembro-me de ficar em pé ao lado da equipe e apenas estar ali, tão perto, foi emocionante. Cresci apaixonado pelos esportes. Eu não sonhava em ser ator, mas sim em jogar o meu esporte ou qualquer esporte pelo meu país. Mas a verdade é que eu não era bom o suficiente.

Reportagem: FIFA em: pt.fifa.com


@@@

Então, é isso, pessoal.

Até a próxima.

Crys Bruno.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A tosca CBF, o mérito da raposa e o "novo" Bayern de Munique

Fluminense perde Diego Cavalieri, um dos seus mais importantes jogadores, para a Seleção jogar com  Coréia e Zâmbia...
Foto: Cleber Mendes\Lance

Oi, pessoal.

Nos próximos dias 12 e 15 de outubro, a Seleção Brasileira entrará em campo para disputar dois amistosos contra Coreia do Sul e Zâmbia, em Seul e Pequim, respectivamente. Até aí, nada demais. O Brasil precisa mesmo está atuando, visando a Copa do Mundo. MAS a Seleção não pode ou não deveria descumprir lei da FIFA, acuando seus clubes à uma subserviência cruel.

Um deles é o Fluminense. O Tricolor, atual campeão brasileiro, que luta para melhorar na tabela, espantar de vez o risco do rebaixamento, almejando, inclusive, uma vaga na Libertadores, não poderá contar com um dos seus principais jogadores, o goleiro Diego Cavalieri, por quatro jogos. E o pior? Conte: 


1° -  segundo a FIFA, os atletas devem se apresentar às seleções quatro dias antes dos jogos. O jogo do Brasil é dia 12 e o Fluminense queria que ele se apresentasse na segunda, dia 7, para poder enfrentar o Internacional, domingo, ou seja, cinco dias antes! 


2° - outros jogadores de Corinthians e Atlético-MG, convocados, poderão jogar no próximo domingo, mas a CBF não liberou Cavalieri, alegando que o jogo do Fluminense, em Caxias do Sul, atrasaria a apresentação do goleiro. Verdade. Mas por algumas horas. E falamos de um goleiro que nunca foi titular, nem será. 


3° - tem voo diário para o local do jogo, por que a CBF prejudica os clubes assim? Os clubes são a razão de ser do futebol, não a CBF. O futebol arrasta multidões de apaixonados por um clube, o clube. CBF, Luis Felipe Scolari, Carlos Alberto Parrreira, para que? Quanta falta de bom senso! Essa mentalidade tosca que governa o futebol - ou o país todo - desanima cada vez mais...


@@@

FALTAM APENAS 13 JOGOS PARA O FIM DO BRASILEIRÃO 2013...

Borges: um dos "renegados" contratado pelo Cruzeiro.
Foto: Washington Alves/Textual



Líder do campeonato, o Cruzeiro já colocou a taça no colo. Somente uma hecatombe - ou desconcentração - para que a raposa azul perca o título. Nessa campanha incrível de 17 vitórias em 25 jogos e apenas 3 derrotas, o grande mérito do clube foi a avaliação técnica para montar praticamente um novo elenco, a começar pela escolha do perfil do treinador, o mineiro Marcelo Oliveira.


Graças à vendas de jogadores caros e improdutivos como Diego Souza e Wellington Paulista, inclusive, do seu principal jogador, Montillo, a raposa chacoalhou a toca e foi preciso na caça aos bons jogadores como Dedé, Nilton (Vasco), Everton Ribeiro (Coritiba), Ricardo Gourlart (Goiás), Borges, Dagoberto (São Paulo), William (ex-Corinthians e Metalist-UCR).


Um show administrativo no quesito técnico - avaliar o jogador, seu custo e benefício - que lhe renderá o título de campeão brasileiro, muito possivelmente. Como torcedora, eu fico me perguntando por que os diretores esperam o insucesso para remontar ou mexer em seu elenco? Fluminense e Corinthians, por exemplo, pagam esse preço por não terem coragem de mexer no elenco, ao identificar a queda de rendimento em campo. Uma pena, afinal, melhor fazer a tempo, antes de perder a temporada, podendo mudar gradativamente. Mas, não. Ao contrário disso, eles esperam a vaca atolar no brejo...



E eles - os dirigentes - ainda chamam isso de "planejamento"... Eu ainda fico com a incapacidade de visão e análise e a coragem em agir, ora por acomodação, ora por negócios firmados com agentes ou qualquer coisa dessa que o valha. Fato é que a administração dos clubes nesse aspecto técnico, tanto na formação quanto na avaliação, continua aquém da história dos nossos clubes e do país que é, ainda, o melhor do futebol no mundo.





@@@
O DESTAQUE DA SEMANA NO VELHO CONTINENTE


Abandonando o copiado 4-2-3-1, Bayern adota o 4-3-3 do Barcelona de Guardiola sem deixar de ser o Bayern.
Foto e arte: Crys Bruno.




O BAYERN DE MUNIQUE, atual campeão europeu usando um posicionamento em 4-2-3-1, que é a principal referência tática - ou febre! - para a maioria dos times no mundo, mudou sem mudar. Ironias do futebol, não é ? O time mais badalado, comentado e imitado da última temporada, com muita justiça, modificou sua tática.


Embora muitos duvidassem, era de se esperar, afinal, o titânico alemão contratou o treinador espanhol, que montou o mais fantástico time do Barcelona dos últimos tempos e que joga de uma maneira sutilmente diferente. Sutilmente porque bastaram apenas duas alterações para o Bayern adotar uma nova tática, o 4-3-3, sem perder sua identidade que encanta pela objetividade, jogando sempre em direção e na busca pelo gol e intensidade de ritmo, de bote, de marcação. 


Foi o que vimos na vitória por 3x1 sobre o bilionário e "sem fome", "sem tesão" Manchester City, aqui na Inglaterra, quarta-feira passada. A vitória conquistada com uma soberania, uma autoridade bávara, dominando e mandando em 80 minutos, até que Shweinsteiger e Ribery saíram, cansados, e o City colocou em campo David Silva e Negredo. 


Por isso, a pergunta que já pipoca nas resenhas é: Qual a melhor tática ou o melhor Bayern? Daqui da arquibancada, ouso responder: nem pior, nem melhor, porque o Bayern é o mesmo. Não mais com o germânico 4-2-3-1, a nova febre do futebol, mas o mesmo, tendo somente somado dois pingos de "molho espanhol", sem que alterasse seu original sabor.


As duas mudanças de Guardiola no já campeoníssimo Bayern foram: abrir mão do centroavante, o pivô ou o "homem de referência", papel que Mandzukic (ou Mario Gomez) desempenhava como autêntico camisa 9, estilo de jogador que o técnico não gosta de usar.  Em troca, um finalizador ágil, Muller, "faz às honras" na área. 


Outra foi no meio-campo: o extraordinário e então lateral, Lahm, virou volante, jogando centralizado, como o cão-de-guarda da zaga e conta com a colaboração constante de Kross e Schweinsteiger, com o primeiro mais armador e na contenção e o último, mais livre, agudo, tal como víamos em seu Barcelona entre Busquets, Xavi e Iniesta. 


Pronto. Sem macular o estilo do clube e dos alemães de jogo e para não fazer somente figuração por assumir um time pronto e campeão, Guardiola foi feliz na sutileza - e quantidade - de estilo espanhol. O Bayern de Munique agradece. E eu também gostei! Pronto. Como sempre. O titânico Bayern de Munique está pronto para buscar o bi-campeonato europeu. 


@@@

Então, é isso, pessoal.

Espero que finalmente a caixa de comentários esteja disponível para que eu possa receber a opinião de vocês, o que tem feito bastante falta. 

Até a próxima.

Fraternalmente,
Crys Bruno.


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Bom senso FC: eu apoio.

Rafael Sobis passa mal ao final da partida contra o Coritiba: atacante do Flu reclamou do calendário.
Foto: Carlos Moraes


Oi, pessoal.

Nos últimos dias, os jogadores brasileiros uniram-se contra o calendário do futebol. Em reunião, realizada na última segunda-feira com cerca de vinte jogadores, dentre eles Alex (Coritiba), Rogério Ceni (São Paulo), Gilberto Silva (Atlético-MG) e Paulo André (Corinthians), organizou-se um manifesto com 300 assinaturas para viabilizar a discussão de mudanças com a CBF.


Dos pontos a serem revisados, calendário do futebol nacional, férias dos atletas, período adequado de pré-temporada, fair-play financeiro (trata da questão de dívidas dos clubes para com os atletas) e participação nos conselhos técnicos das entidades que regem o futebol, o calendário parece ser mesmo o mais urgente.


Confesso que como torcedora quase sempre achei uma falácia, um desculpismo desnecessário, especialmente dos preparadores físicos que trabalham o jogador como o mecânico cuidando do motor de um Formula 1. Mas ao ver Rafael Sóbis passar mal após empate entre Fluminense e Coritiba, no Maracanã, decidi repensar. 


Jogadores em reunião no movimento por mudanças: é o Bom Senso FC
Foto: Rafael Antoniutti



"Os jogadores não têm mais pernas", esbaforou, quase sem respirar, um atacante que tem feito a diferença a favor do atual campeão brasileiro, em momento delicado (ainda) no Brasileirão. Na entrevista, ao sair do campo, Sóbis reclamou: "É brincadeira esse calendário. Todo mundo fala que na Europa é a mesma coisa, tem que dar um prêmio para quem fala isso." 


Rafael Sóbis tem razão. Só faltou citar a principal diferença, a meu ver: o calor. Normalmente se joga em temperaturas (bem) amenas por aqui no Velho Continente e não se treina tanto quanto em nosso país. Por isso, a revisão no calendário torna-se urgente. Não somente pela qualidade do espetáculo, prejudicada, e como!, mas pela saúde dos atletas, homens, seres humanos que são tratados como máquinas, principalmente por uma preparação física que igualmente copia os europeus e necessita ser revista, porém, cada um ao seu tempo.



@@@
FALANDO NISSO...CRUZEIRO DISPARA NA LIDERANÇA...

William comemora o gol da vitória do Cruzeiro: raposa abriu 11 pontos para o segundo colocado, o Grêmio.
Foto:Edu Andrade.



Ao contrário do excelente cronista Rica Perrone, eu sou a favor do campeonato nesse formato: pontos corridos, ida e volta. Nada mais justo que todos os times terem as mesmas partidas, as mesmas chances. Além disso, obriga os clubes a prestigiarem a qualidade de um elenco e, ao time, a possibilidade de recuperar-se em caso de dificuldade. 


Nada mais brutal que ser eliminado num mata-mata por causa de um lance ou erro de arbitragem, muito comum por sinal, sem chance de recuperar-se. Há emoção? Há. Mas a um custo muito alto, que só traz benefício imediato para quem interessa a venda do jogo e a mobilização em torno dele. No entanto, foi naquele formato que trouxemos o futebol brasileiro nesse nível técnico deplorável, encolhendo de forma assustadora a qualidade do jogo. 


Deixemos o mata-mata para a Copa do Brasil, Libertadores, Copa América, Copa do Mundo, ou seja, aos torneios. Brasileirão é campeonato, não torneio. E é fundamental ser tratado como tal, pela qualidade do jogo, fator número um para facilitar a sua venda, atualmente, o objetivo de 11 em cada 10 profissionais que vivem do esporte.


@@@
MELHORES MOMENTOS #OUNÃO


RESSACA DE DEZ MESES

O Corinthians vai voltar do Japão quando? A imprensa esportiva, especialmente, a paulista e das TV's, já está em polvorosa tendo que conviver "sem" a audiência do povão... 


@@@
ISOLOU!

Mourinho abraça André Villas-Boas: atitude reprovável do seu ex-auxiliar.
Foto: Agência Getty Images 


Eu confesso concordar com quem considera o técnico José Mourinho um sujeito arrogante e debochado, um anti-esportista, aquele que não sabe vencer nem perder. Mas eu realmente não concordei com a atitude do André Villas-Boas, atual técnico do Tottenham, que trabalhou por anos com Mourinho e graças a isso, conseguiu projetar sua carreira. 


As vésperas do clássico Tottenham x Chelsea, realizado no último sábado, Villas-Boas afirmou não ser mais amigo de Mourinho, que retrucou com a conhecida grosseria. Eu achei desnecessária a declaração, soando como tentativa de criar uma rivalidade para auto promoção, valendo-se da ânsia jornalística por factóides. Atitude pequena ou rancorosa que fez André Villas-Boas cair bastante no meu conceito. Eu realmente não dou sorte quando decido gostar de um técnico de futebol... Impressionante!


Terry cabeceia para empatar o clássico Tottenham x Chelsea.
Foto: Agência Getty Images



Em campo, um empate de 1x1 e de equívocos de ambos comandantes. Primeiro, José Mourinho escalou mal o Chelsea, com Juan Mata barrado e Ramires jogando de médio-ala. Consertou no intervalo e dominou o segundo tempo, empatando a peleja que até as substituições horríveis feitas por AVB, colocando Holtby e Chadli e tirando Ericksen e Townsend, tornou seu time mecânico e sem nenhum improviso, previsível.


Por pouco o Chelsea não virou e venceu a partida. Mas pelo clima deplorável criado pelos treinadores portugueses, o empate poupou de nós, torcedores, mais da empáfia de um dos dois.


@@@
E ADIVINHE O QUE TEMOS HOJE, TERÇA-FEIRA? FUTEBOL...rs E a Liga dos Campeões.

Hoje, eu destaco o confronto entre Arsenal x Napoli. Teste para o Gunners mostrarem se realmente melhoraram seu futebol.





E ADIVINHE O QUE TEREMOS AMANHÃ, QUARTA? Acertou!

Manchester City x Bayern de Munique será o jogo da noite, ops, digo, da tarde, no Brasil. 


13:00CSKA MoscowvViktoria PlzenGroup D, GROUP STAGE
15:45Bayer LeverkusenvReal SociedadGroup A, GROUP STAGE
15:45Shakhtar DonetskvManchester UnitedGroup A, GROUP STAGE
15:45JuventusvGalatasarayGroup B, GROUP STAGE
15:45Real MadridvFC CopenhagenGroup B, GROUP STAGE
15:45AnderlechtvOlympiakosGroup C, GROUP STAGE
15:45Paris Saint-GermainvBenficaGroup C, GROUP STAGE
15:45Manchester CityvBayern MunichGroup D, GROUP STAGE




Bem, então é isso, pessoal.

Até a próxima.

Crys Bruno.