sexta-feira, 21 de março de 2014

O pigmeu, segunda parte.

Peter Siemsen e Celso Barros: os mesmos erros que se não consertados rebaixarão o Fluminense.
Foto: Internet



Oi, pessoal.


Parece piada de mau gosto, mas não é: o Fluminense foi facilmente derrotado pelo Horizonte, time cearense que vinha de uma goleada por 5x1 para o Ceará, cuja folha salarial custa R$ 98 mil reais, o que não deve pagar o salário de 90% do elenco do clube das Laranjeiras.


O desastre, o segundo em três meses, já que fomos goleados pelo time reserva do Botafogo, foi uma estaca no coração de uma torcida que a diretoria deseja que se transforme em sócia-futebol, mas administra seu futebol com algo que ainda não defini se é com a passividade dos covardes ou a insegurança dos incapazes.


Não esperem que eu ataque jogador A, B ou C. Nem mesmo Renato Gaúcho é culpado de ter sido contratado. Quem contratou e quem manteve esse elenco morto são os responsáveis por esses vexames dos últimos OITO MESES, no mínimo. Leia-se Peter Siemsen e Celso Barros.


Por isso, ao acordar, a primeira coisa que busquei ler foi o Blog da Flusocio, que dizem ter importante influência política na gestão atual. 


Não me interessa mais ver as caras feias do Renato Gaúcho e nem ouvi-lo culpando os jogadores pela derrota. Já conheço o seu "script" leviano, fruto de sua característica empáfia.


A Flusocio iniciou seu texto com o tiro certo: "Elenco envelhecido". Mas, ano passado, quem não viu isso? Provavelmente o presidente do Fluminense e seu departamento de futebol. Esse é o pior dos nossos erros.


Um departamento de futebol e presidente que tratam o rebaixamento de 2013 com o time que era o atual campeão brasileiro como mera fatalidade, é de desesperar qualquer torcedor. 


Peter Siemsen tem sido heróico nas questões financeiras do clube, mas seu olhar para o futebol tem sido limitado, passivo e, portanto, destruidor. Não entender de futebol pode ser superado se escolher e ouvir quem entenda. 


Esses, definitivamente, não são os casos de perfis como do Sandrão, dos Rodrigos e Ricardos... Muitos teóricos de sala de aula e poucos boleiros de verdade, estão afundando o futebol do Fluminense no momento que tínhamos (e temos, eu acho) tudo para nos definirmos no mapa do futebol brasileiro do novo século. 


Ao contrário disso, nos últimos meses, porque ficamos entre os últimos no Brasileirão, "algo impensado", disseram os mesmos teóricos e\ou amadores que comandam o clube, o Fluminense foi alvo de perseguições, tendo sua imagem prejudicada, se vendo nas bocas imundas do Flamengo, da Portuguesa e de jornalistas sem escrúpulos, isso por culpa da omissão, da passividade, da covardia em tomar decisões drásticas a  DIRETORIA, para chacoalhar o time e esse futebolzinho jogado. 


A resposta foi brilhante através do advogado Mario Bittencourt. Mas é no campo que ela deve ganhar solidez, corpo e julgo. O clube aceitou ficar sem um técnico de futebol, contratando Renato Gaúcho para treinar e escalar seu time. Resultado? O futebolzinho de resultado não existe mais com eficiência. E o gigante Fluminense continua escolhendo ser um pigmeu.


Até quando, Peter Siemsen?


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FALANDO DO TIME, DO JOGO, DA VERGONHA...


Renato demonstra insatisfação na beira do campo: comandante do time manteve os três volantes.
Foto: Nelson Perez\FFC


Na manchete da reportagem da ESPN-Brasil, que transmitiu a partida, vem escrito: "Renato detona atuação do Flu."

Renato tem 14 anos como técnico de futebol com passagens medíocres pelo Vasco, Bahia, Atlético-PR. Ano passado, mesmo com o vice do brasileirão, a torcida do Grêmio, que o idolatra como a do Fluminense, não aguentava mais sua retranca e ele foi demitido. Renato tem só um título nesse período. 

Nesses anos, nunca se firmou como técnico. Único clube do Brasil que lhe dá chance é o Fluminense com a anuência de Peter Siemsen.


É ele, Renato, quem deve apontar e consertar os erros do time, mas ele se esquiva dessa responsabilidade. Sempre foi assim. Para ele, quem erra é o jogador e quem tem que consertar? O jogador. 

Seu conhecimento tático se limita a duas ridículas situações: ou ele escala três volantes que marcam mal e não sabem apoiar o ataque (seu time titular), ou ele enche o time de atacantes, deixando o meio-campo cheio de buracos. 

Desse erro dele, ele não fala. Pelo contrário, gaba-se por ter "dois sistemas de jogo". Seria divertido se não fosse no Fluminense. 


Ontem foi assim. Com dois agravantes: ele só tirou Diguinho por contusão. Uma pena que Conca, sobrecarregado, como costumamos falar e saber, também sentiu a coxa. E bastou perder Dario Conca para o time desmoronar.

Conca tenta a jogada: sozinho na criação, o craque argentino saiu lesionado.
Foto: Nelson Perez\FFC


Explica-se: sem Conca perdemos todo o meio-campo. Que ficou com Valencia e Jean correndo feito baratas ao saírem do ralo e Wagner tentando se aproximar do ataque e distribuir jogo com até certo esforço, mas solitário na criação como o Conca fica.


Resultado? O que se viu foi um bando. Culpa de quem comanda que não sabe agrupar, compactar o time porque é apenas ex-jogador contratado para treinar.


"Mas o Fluminense precisa de reforços!", muitos de nós torcedores, aflitos, afirmam com razão. Só que mesmo com esse time nas mãos, NÃO PODE PERDER DESSA FORMA PARA O HORIZONTE. Como não podia ter perdido para o time reserva do Botafogo nem para o Madureira... 


Nosso futebol está horrível. Isso se deve muito a escalação de um meio-campo sem criatividade, intensidade, agressividade ofensiva e o pior, três volantes que marcam mal porque os adversários, seja o Horizonte, Bonsucesso, Madureira, entram na nossa área tocando bola como querem...

É assim o meio-campo do Fluminense de Renato: um meio-campo de pernetas. Valencia, Jean e Diguinho juntos são a escolha tática de um ex-jogador que quer ser técnico há 14 anos e não consegue.

O elenco evenlheceu. Jogadores como Jean e Diguinho caducaram. Era hora de ter um técnico que apostasse no Rafinha, no Higor, para dar mobilidade ao meio-campo. Bem, na verdade, eu reafirmo: era hora de ter um técnico...


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TOQUES RÁPIDOS:

Observado por Elivelton e Fred, Gum sobe para cabecear em disputa com o goleiro Jeferson: derrota vergonhosa.
Foto: Nelson Perez\FFC 



- Não culpo Fred nem Kenedy pelos gols perdidos. Faz parte. Mais chances de gol, ajudariam. Mas com um meio-campo com três pernetas e sem o Dario Conca, não temos time para isso.


- Falando nisso, igualmente não culpo o Chiquinho pelas falhas. Ele não é lateral-esquerdo. E se a comemorada Xerém não foi capaz de nos dar um lateral-esquerdo para jogar contra Bonsucesso, Olaria, Horizonte, a culpa não é do Chiquinho.


- Por que colocar o menino Kenedy num jogo de mata-mata quando estávamos perdendo de 2x1 e deixar no banco um jogador mais experiente e com a frieza da finalização que era o Sóbis. Coisas do ex-jogador que quer ser técnico mas não consegue.


- E O PIOR DOS PIORES: não vão fazer nada e domingo, contra o Volta Redonda, teremos mais dos mesmos...

Vou ali me matar, e volto depois.


Abraços,
fraternalmente,
Crys Bruno.


quinta-feira, 20 de março de 2014

Flu estreia na Copa do Brasil

Fred atende a torcida em Fortaleza: Flu joga com o Horizonte pela Copa do Brasil.
Foto: Nelson Perez\FFC


Oi, pessoal.


A Copa do Brasil já foi considerada o caminho mais curto para chegar a Libertadores. Não é mais tão curto assim, desde o ano passado, quando a CBF definiu que os participantes da Libertadores jogariam a competição. Com isso, o torneio se alongou, começando em março e terminando somente em novembro. 


Com todos os times grandes do Brasil e uma quantidade gigantesca de participantes, são 87 clubes envolvidos, a Copa do Brasil ganhou em tamanho e também em grau de dificuldade. O caminho mais curto não está mais tão fácil.


Apesar disso, é, sem dúvida, um torneio de peso nacional. Seu charme é justamente envolver tantos clubes do nosso "continental" país e ver torcedores de todos os cantos receber seus clubes com entusiasmo.


Foi assim com o Fluminense, ontem, na capital do Ceará. E será assim para o Fluminense: a Copa do Brasil não é mais o caminho mais curto nem "fácil" como foi, mas continua sendo um caminho rumo a Libertadores.


É com esse espírito, de Libertadores, que o time deve encarar o Horizonte-CE, logo mais, às 22h, e toda a competição. Espírito de Libertadores para conquistar mais essa taça e a vaga."Tá ligado?!" 


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MISTÉRIO NA ESCALAÇÃO DO TIME MARCA CHEGADA DO FLU NO CEARÁ.


Sóbis pressiona Chiquinho: camisa 23 deve perder posição para Walter.
Foto: Nelson Perez\FFC


Todo mundo sabe que nosso elenco está desequilibrado e o setor que mais nos mostra isso é o ataque. Temos no grupo nada mais, nada menos, que quatro centroavantes. 

Deles, Sóbis é o único que aceita jogar no lado do campo, longe da área. E seu futebol cai consideravelmente, porque ele não tem características para jogar naquele espaço do campo.

Já Walter declarou que prefere continuar na reserva de Fred à atuar na posição que Sóbis ocupa. E diante do Vasco já mostrou isso, ao lado de Fred, Walter se posicionou infiltrado na área, ao contrário do esforçado e obediente camisa 23.

Resultado? Por ser contra o Horizonte-CE e desejar eliminar o jogo de volta, Renato Gaúcho deverá escolher por maior artilharia na frente, barrando o tático, por isso, limitado, Rafael Sóbis.

Uma pena. Embora para mim faça mesmo diferença observar a escalação e o posicionamento dos jogadores do meio-campo, setor mais importante, que dita o ritmo ou a falta dele. Será que teremos três volantes? 

Pela pressão de alguns colunistas mais lidos, como o Gustavo Albuquerque e o Vitral (GloboEsporte.com e O Diário Lance, respectivamente), Renato deverá fazer um agrado e escalar três atacantes com um meio-campo sem três volantes, mas só com Conca na criação, só para dizer que não é retranqueiro. Não... Imagina... (risos).

A conferir. 

Avante, Fluzão!

POR FIM, MAS NÃO MENOS IMPORTANTE...


Risos



Abraços, pessoal.
fraternalmente,
Crys.




segunda-feira, 17 de março de 2014

Uma conta alta e interminável



Renato orienta o time: comandante escolheu a retranca e o empate.
Foto: Nelson Perez\FFC


Oi, pessoal.

O Fluminense empatou com o Vasco numa partida morna, porque somente um time buscou jogar e só foi o Fluminense nos vinte um minutos iniciais do segundo tempo, ou seja, até empatar.

Plantado do meio-campo para trás, o time de Renato escolheu excessiva retranca contra um Vasco que junta os cacos e irá nos eliminar porque não ousa tamanha covardia, mesmo vivendo uma situação crítica da sua história.

Ao contrário do Fluminense... são quase quinze anos apoiado, suplantado por um patrocínio que tivesse outros clubes como Vasco, Palmeiras, Santos, São Paulo, e até Botafogo, teriam ganho muito mais títulos que os suados conquistados em 2007, 2010 e 2012.

Por que? Provavelmente nos acostumamos com a falta de ousadia e atitude. Vencemos três meros títulos expressivos e achamos, mesmo quando rebaixados, em 2013, ou quase rebaixados em 2004, 2008, 2009 e tals, tals, tals, mesmo com um patrocinador forte, esse futebolzinho é o certo e tudo o que podemos e devemos jogar.

Eu nunca vou aceitar que façam isso com o meu Fluminense, desculpe-me.

A diretoria aceita um time jogando assim. Contrata treinadores, um pior que o outro, e o Renato, o pior de todos, se é que posso chamá-lo de técnico de futebol... segue carregando o estandarte da pequenez que não condiz com essência do Fluminense. Ou já condiz?... 

Essa escalação, esse posicionamento do time, são um crime hediondo contra o torcedor tricolor. Que até conta com uns 12, 13, no máximo, uns 20 mil que se dedicam ao clube e ao time, dos quais me incluo, embora não aceitando passar por cima disso tudo, como outros muitos.
Torcedores estes, cada vez mais escassos, vide os estádios vazios, e média de público que chegou ao alarmante número menor que da liga de futebol dos EUA! Afugentados pelos dogmas táticos e físicos dos "gênios" repletos de empáfia como Renato Gaúcho.

Bem, tudo o que tenho a dizer sobre aquele jogo horroroso de ontem, é o que já comentei com os amigos do Terno & Gravatinha, no facebook e que não sai da minha cabeça: 

Eu nunca pensei que fôssemos pagar uma conta tão alta e cruel porque interminável pelo êxtase alegre daquele gol de barriga, em 1995... 

Quase 20 anos depois, Renato Gaúcho, um medíocre técnico, tem no Fluminense seu ÚNICO mercado para trabalhar, já que o Grêmio não quer vê-lo tão cedo pintado de branco, ops, digo, de azul.

Estou cansada dessa pequenez. Desse anti-jogo. Estou cansada... Vou ali descansar e volto depois, então.

Abraços,
fraternalmente,
Crys Bruno.