quarta-feira, 7 de maio de 2014

Especial Copa: Torcer contra a Seleção por quê?





Oi, pessoal.


Quem disse que eu não iria falar da Copa, do Brasil e das seleções europeias? Claro que sim. Mas somente agora, com a definição dos selecionáveis e às vésperas da competição, para não ficar maçante demais. 


Hoje, Luis Felipe Scolari anunciou nossa Seleção, repleta de volantes e com apenas dois meias de criação. É o Brasil que minou seus camisas 10 em troca da filosofia dos torneios de mata-mata, onde os jogadores que marcam no campo defensivo são os protagonistas. É a era Dunga.  


Muitos analistas e técnicos entendem que, sem Pelé, só assim voltamos a ser campeão do mundo, embora nunca nos lembrem que mesmo assim já perdemos Copas de forma ridículas como em 1990 e 2010. E mais que isso, mesmo nas duras derrotas para Itália, em 82, e França (em 86 e 98), nossa grandeza e beleza de jogo não foram questionadas.


É sobre o Brasil que estreio o Especial Copa. Seja bem-vindo. Leie e comente sem moderação.


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TORCER CONTRA A SELEÇÃO POR QUÊ?






"Desculpe, Neymar\Mas nesta Copa eu não torço por vocês\ Estou cansado de assistir o nosso povo\ Definhando pouco a pouco\ Nos programas das TVs\Enquanto a FIFA se preocupa com padrões.\Somos guiados por ladrões\Que jogam sujo pra ganhar\Desculpe, Neymar\Eu não torço desta vez." (Ouça a música completa: Clique aqui).


Edu Krieger é um compositor muito bem conceituado da atualidade e mandou bem, novamente, na canção intitulada, "Desculpe, Neymar." Com toda propriedade afirmou que não torcerá para a Seleção Brasileira nessa Copa do Mundo. Sinceramente, não há quem não compartilhe a mesma vontade quando pensa nas mesmas razões.


MAS...


Por que sempre o futebol é colocado na berlinda? Há mais de 50 anos, a maioria dos intelectuais brasileiros (ou pseudos), alegam que o esporte é usado em nosso país para manobrar a massa. 


Os mesmos intelectuais (ou pseudos) que fizeram de Lula e José Dirceu, "heróis da resistência" contra um capitalismo que eles nunca abriram mão de ter, especialmente, patrocinados pelo Estado, ou seja, com o dinheiro do mesmo povo que eles julgam defender.





Itaquerão: um estádio que custará, também, mais de R$ 1 bilhão é presente do Governo Federal do PT ao time do ex-presidente Lula. 


Por ironias do destino, Lula e José Dirceu alcançaram o poder maior do país e protagonizam números jamais vistos de corrupção comprovados, de BILHÕES de reais desviados, entre operações com doleiros e empresas privadas, como o Friboi de um dos seus "filhos"; nas empresas públicas que eles "governam", como BNDES e Petrobrás; e nos braços do que chamamos de Sociedade Cívil Organizada. 




"Nunca na história desse país" um grupo de políticos roubou tanto dinheiro! E olha que a briga é boa! Mas o Partido dos Trabalhadores tornou-se insuperável, batendo todos os recordes. Os governos Sarney, Collor e FHC são "ladrões de galinhas" comparados a turma do Lula e Dilma.



Grupo político vangloriado e sustentado por esses mesmos intelectuais brasileiros (ou pseudos) que defendem que o povo é manobrado e alienado através do futebol, enquanto são ou sonham ser sustentados pelo Governo, que gritam "Abaixo ao Capitalismo e aos Estados Unidos", com a boca cheia de caviar, entre taças de champagne e férias em Nova Iorque e Miami...porque é assim que eles defendem o próprio capital (sustento), em geral.



Maior praga ou câncer da América Latina, esses mesmos hipócritas são os autores da maioria dos livros que nos formam nas Universidades. Eu testemunhei isso nas três Universidades que estudei por mais de sete anos: Estácio de Sá, Salgado de Oliveira e UFF. Somos manobrados, por esses mesmos hipócritas intelectuais que elegeram os ladrões bilionários, atuais donos do Brasil. 



Mas é o futebol "a arma mais poderosa da alienação do povo"... Irônicos. 


E as ironias não param por aí, afinal, foi justamente num estádio de futebol, com transmissão para todo o mundo, que a Presidente Dilma Roussef, admirada por ser ex-guerrilheira e sequestradora por esses mesmos intelectuais (ou pseudos), foi vaiada, num ato espontâneo de representantes do povo que não usavam máscaras nem cartazes de outros partidos. 




Presidente insatisfeita com as vaias no Mané Garrincha.
Torcedores de futebol demonstram sua insatisfação com o governo.




Foi a honestidade daquela vaia "apartidária", feita pelos torcedores de futebol "alienados", num estádio com jogo da Seleção Brasileira, que inspirou milhares de brasileiros, igualmente fartos dos políticos e dos partidos políticos,  a tomarem as ruas de norte a sul do país, em manifestação jamais vista, nem na democratização de 1985, muito menos na revolução ou contra-revolução de 1964.



Vale lembrar: o ex-presidente Lula também sofrera a mesma vaia num Maracanã lotado, anos atrás, por conta dos jogos Pan-Americanos. Relembre. Clique aqui.



Voltando... quer mais? A Seleção foi campeã da Copa das Confederações e isso não fez ninguém esquecer os nossos  problemas, nem que somos um povo que produz o sexto maior PIB do mundo, mas não tem mínima qualidade de vida, nem sequer nos três serviços básicos e obrigatórios do Estado: saúde, educação e segurança.



Meses depois, as opiniões em pesquisas que costumam " puxar sardinha"para o lado do partido que governa o país, colocam a atual presidente com números de rejeição comparados ao de Fernando Collor de Melo, a primeira grande decepção da nova democracia brasileira.



Assim, novamente, os torcedores de futebol "alienados" não esquecerão os problemas do Brasil nem sequer pensarão que eles deixaram de existir por conta da euforia que a conquista de uma Copa do Mundo nos proporciona. Ainda mais na nossa casa.



Pelo contrário, senhores intelectuais e seus conceitos sociológicos.  Desta vez, o campeonato do mundo retomará a esperança e a motivação de consertar o Brasil, mas que perdemos a níveis incomensuráveis na última década, através do único poder que nos resta, o voto. 




De norte a sul, o brasileiro voltou às ruas, vinte e um anos depois, para protestar contra um governo corrupto.


Por acreditar nisso e não admitir torcer contra o time que representa o meu país, naquele que é ainda nosso maior orgulho - gostem ou não - somente por acharem que o futebol faz o brasileiro esquecer os problemas, como se depois da Copa, não fôssemos voltar a conviver com a mesma vida desgraçada de sempre, com a dura e covarde realidade.


Não. Não admito torcer contra o time que representa o meu país no maior e mais importante evento do planeta, para me sentir e ver o brasileiro ainda mais humilhado, privado daquilo que ainda representa sua honra e orgulho com propriedade: o futebol.


Além de toda diária privação que todos nós, sejam pobres, ricos, classe média; sejam brancos, negros, amarelos, mestiços, vermelhos, enfrentamos no dia-dia entre a miséria, as dificuldades, a escassez,  o medo, eu não admito torcer para que nos privem dessa alegria.



Desculpe, Edu Krieger. Mas nessa Copa eu torcerei ainda mais pelo Brasil. Mesmo para um time cheio de volantes, que tem apenas Neymar como representante da genialidade dos jogadores da nossa história. 




Edu Krieger: autor da música "Desculpa, Neymar."



Mesmo vendo a nossa Seleção Canarinho que encanta o mundo, sem o brilho do talento, cada vez mais escasso em nossos clubes, e por isso, fazendo apenas o óbvio, porque mal porcamente, conseguimos formar um time.


Nem assim(!), "jogando feio", eu torcerei para que algum outro país ganhe uma Copa do Mundo em pleno Maracanã. Afinal, a culpa não será da presidente, do governador, deputado e cia, e sim, de Neymar, Oscar, Fred...



Desculpe, Edu Krieger, foi graças a essa Copa que todo o povo conheceu a sangria de desvios bilionários do Governo Federal e seus asseclas, sejam dos outros poderes, das empresas privadas, empreiteiras, da imprensa, sejam da sociedade cívil organizada e manobradas por ele. 


Desculpe, intelectuais (ou pseudos) do Brasil, mas nessa Copa eu quero ver o povo brasileiro feliz, certa de que essa alegria deverá nos devolver a esperança e a motivação, perdidas, de consertar a nossa pátria mãe gentil. E não duvidem: só o futebol é capaz disto. Só.


Desculpe, intelectuais (ou pseudos) do Brasil: é tempo de Copa do Mundo. Sintam-se a vontade para comer caviar e beber champagne nas ruas de Nova Iorque... o país será nosso apenas por algumas semanas. Bendito, futebol!









E venha a COPA! Porque não, a culpa não será do futebol, nem de Neymar, Fred, Oscar e cia, nem minha por ser apaixonada por futebol e torcer pelo Brasil, se os mesmos que estão no poder, atores principais desse desvio astronômico de dinheiro (são mais de R$ 25 bilhões já gastos, quase o triplo que o governo da África do Sul usou do dinheiro de seu povo), continuarem no poder, em mais uma eleição.

Não será! 

E que venha a Copa!

BRASIL,SIL,SIL,SIL !



Abraços,
fraternalmente,
Crys Bruno.


segunda-feira, 5 de maio de 2014

O que faltou?

Wagner aproveita o rebote e marca para o Flu: gol não evitou a derrota.
Foto: Paulo Sergio\LancePress



Oi, pessoal.


Diante de mais de 50 mil tricolores o Fluminense decepcionou e perdeu para o Vitória, 2x1. O que faltou? Uns dizem que um zagueiro; outros, um atacante de velocidade; e ainda há os que reclamam um jogador de criação para ajudar o Conca.


Eu, cada vez mais, estou entre os últimos: o Fluminense precisa de outro meia ofensivo. Na derrota diante do Vitória isso ficou ainda mais claro, afinal, o Fluminense não perdeu porque faltou um zagueiro ou um atacante veloz.


No primeiro gol, Diego Cavalieri falhou; no segundo, a falha foi de Bruno. Embora os zagueiros Gum e Elivelton não inspirem confiança, o novo posicionamento do time - com a linha adiantada - permitiu uma melhora no rendimento individual deles, porque mais próximos do meio-campo, e assim, mais protegidos. Não há dúvida a necessidade de um zagueiro melhor.


Um atacante veloz ajudaria sobremaneira. É verdade. É uma lacuna em nosso elenco. Mas, esse mesmo elenco conta com Sóbis, Fred e Walter. Quem sairia para entrar um atacante veloz?

Conca tenta o passe: elenco tricolor precisa de mais um de seu estilo.
Foto: Nelson Perez\Fluminense F.C.


Por isso, um meia ofensivo com as características do Conca, especialmente de deslocamento e movimentação, ajudaria a diminuir a necessidade de um atacante veloz, abrindo os espaços para as finalizações de Sóbis e Fred.  E, no novo Fluminense, que se impõe e marca pressão, são, como deve ser, os meias que ditam o jogo.


Wagner deveria ser esse jogador. Mas ainda não encontrou, na sua leitura de jogo, os espaços que Conca conhece e encontra como poucos. É natural. São poucos jogos atuando juntos e nesse novo esquema. É possível que Wagner melhore quando conseguir se deslocar mais em "X" e na horizontal, ao invés de se fixar muito pela esquerda.


Por tudo isso, uma coisa ficou clara: contratar um meia ofensivo é, no mínimo, tão prioritário que um zagueiro. Que Cristóvão perceba isso e a diretoria consiga atendê-lo, trazendo um jogador para essa função, porque contar somente com Conca e Wagner, na posição mais importante de um time, é muito, muito pouco.


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TOQUES RÁPIDOS:  Fred e Cristóvão


É nessa quarta (7) que Luis Felipe Scolari anunciará os convocados para a Copa do Mundo.

Um dos nomes certos da lista é Fred. Recuperado fisicamente, o capitão Tricolor só está devendo atuações melhores.

Eu sei que sem um companheiro de ataque veloz, num time que somente Conca tem essa agilidade, prejudica a participação dele no jogo. Outro Conca, por favor!




POR FIM, MAS NÃO MENOS IMPORTANTE... Cristóvão e os primeiros erros.


Responsável por revolucionar o jeito de jogar do Fluminense, que com ele é mais austero e imponente, Cristóvão também não foi bem, no sábado.


Errou ao sacar Sóbis para pôr Walter, trocando "seis por meia dúzia". Com o Vitória todo atrás da linha da bola, poderia ter sacado Jean ou Diguinho para a entrada do atacante ou mesmo tentado o Biro-Biro, proibindo ele de chutar a gol, claro! (rs).


E se falta um zagueiro, um meia, faltou, ao técnico tricolor, sair do óbvio numa partida que precisávamos furar uma retranca com qualidade: tabelas, enfiadas de bola, e não através do chuveirinho na área, por exemplo.


Que fique a lição. Afinal, mesmo parafraseando o Tricolor Alberto Tembo, que com propriedade escreveu que perder assim não chega a apavorar, o time ter decepcionado mais de 50 mil torcedores foi lamentável.


Que fique a lição. E venha um meia-ofensivo já!


Abraços,
fraternalmente,
Crys Bruno.

sábado, 3 de maio de 2014

Bigode grosso

Sóbis, no treino preparativo, com novo visual: "bigode grosso"


Oi, pessoal.


O nosso Fluminense volta a campo, hoje, às 21h (que horário absurdo!), no Maraca, para enfrentar o Vitória, defendendo a liderança do campeonato brasileiro.


Casa cheia para recepcionar e apoiar o "novo Fluminense", time desenvolto, que marca pressão de forma compactada e tudo o que temos visto e falado.


Entusiasmada pela nova forma de jogar do time, a torcida, que vem sofrendo covarde ataque de outros torcedores, maldosos ou manipulados por uma dúzia de jornalistas desonestos, sente-se honrada, representada, ao ver em campo um Fluminense austero e destemido.


Do outro lado, um Vitória sem vencer há cinco partidas, com Ney Franco, apontado como um dos alvos do presidente Peter para treinar o Fluminense, sendo questionado.


Vencer mais uma, não somente pela questão da liderança, mas muito mais para manter o ritmo e a motivação do time e da torcida. Mais de 30 mil tricolores invadirão o Maraca, novamente, mesmo sendo um período "frio", de início de competição.


Três fatores determinam essa adesão do Tricolor: o primeiro é a melhora do desempenho do time, em campo; o segundo, o caso Flamengo-Portuguesa que reacendeu a paixão da torcida, pela necessidade de defesa e, por fim, o valor acessível dos ingressos.


Por isso, uma vitória, hoje, representará muito mais que a liderança. Para cima deles, Fluzão! Com futebol bem jogado, festa e paixão. Com orgulho de ser Tricolor!


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REFORÇOS E ETC.

Henrique, ex-Fla, poderá ser contratado pelo Flu.
Foto: Romain Perrocheau/ AFP


- Segundo os jornais, Henrique, ex-Flamengo, será anunciado pelo Fluminense. Eu não aprovo sua contratação.

Se eu já não gostava do Henrique, dez anos atrás, imagine ele já com 31 anos?! E mais: repatriar, normalmente custa caro. Um valor que, de repente, deveria ser direcionado para a contratação de um nome mais novo, como o Manoel, por exemplo.

MAS...

A favor do Henrique está o aval de Ricardo Gomes. Sendo assim, vou dar um voto de confiança... com o pé atrás.


- Maxi Rodriguez está dando sopa no Grêmio, Fluzão!!!... E como seria bom ter um jogador dessa característica nesse elenco que só conta com Conca e Wagner...


CASO WALTER.


Se a escalação se resumisse em momento técnico, é público e notório, suponho, que Walter deveria ser titular do Fluminense.

O problema é que Fred é o titular e, mesmo mal tecnicamente, é presença importante por sua referência e liderança.

Paciência e ânimo, Waltinho! Você vai nos dar ainda mais alegrias!


Abraços,
fraternalmente,
Crys Bruno.