segunda-feira, 31 de março de 2014

Falta respeito.

Time do ex-jogador Renato, contratado para treinar o Fluminense: atacantes marcam do meio-campo para trás.
Foto: Arquivo pessoal\ Imagem SporTv.



Oi, pessoal.

Fomos eliminados do Carioca 2014 por um cata-cata Cruz-Maltino. 

É absolutamente normal (olha a palavra normal novamente aí!) uma eliminação para o Vasco.

É absolutamente normal perder títulos, não chegar às finais. Afinal, vivemos num país com grandes clubes e impossível ganhar sempre.

MAS... ser eliminado porque escolhe a pequenez, a covardia, não. Aí, é humilhante. E a torcida do Fluminense está sendo humilhada pelos senhores Celso Barros e Peter Siemsen.


O primeiro trata o Fluminense como um moleque com seu brinquedo lego-lego. Monta, desmonta, tira, coloca, deixa de lado... 

O segundo trata o Fluminense com destrato, sem mediação, sem conciliação, sem ação. Olha para o Fluminense como olhamos para uma fatura que não temos como pagar. Para Peter Siemsen, o clube é inviável, o que justifica arriar as calças a Celso Barros.

Ambos tratam o Fluminense como covardes! Agem como moleques!

Em temporadas que vencíamos jogos grandes e até títulos, mesmo jogando como pigmeus, tanto com Muricy Ramalho como com Abel Braga, aceitávamos, porque entendíamos que ao menos a camisa do Fluminense estava sendo honrada. Desde 2013, não mais.

Não somos nem mais sombra do que se pode chamar de time de futebol. Fomos rebaixados. E continuamos sofrendo o rebaixamento e a humilhação desses dois senhores.

Sinto-me desrespeitada como torcedora do Fluminense. Sinto uma cruel falta de respeito à torcida do Fluminense.

Falta técnico. Falta zagueiro. Falta um meia. Falta um atacante de lado de campo. Falta um diretor de futebol. Falta respeito.

Fora, Peter Siemsen!

Fora, Celso Barros!

Seus moleques!


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E 2013 CONTINUA...

Renato Gaúcho: autor do gol histórico, do destemido atacante à medroso e limitado técnico.
Foto: Ricardo Ayres\Photocamera.



O Campeonato Brasileiro começa daqui a 20 dias. O jogo decisivo da Copa do Brasil é daqui a 10 dias. 


Somos um bando em campo. A única proposta de jogo é correr atrás do adversário para marcá-lo e esperar que numa bola vadia, Conca, Walter e Fred marquem um gol. 

A atitude é do medo. Quando atacamos, é na base do abafa ou do chutão. Não temos time e não teremos, mesmo com reforços, porque não temos técnico. 

Falando em Renato Gaúcho... E MAIS DO MESMO.

É fácil eximir-se de culpa e pedir reforços. Mas, não podemos esquecer que: 

- Temos um dos melhores goleiros do Brasil.
- Nossos laterais não ficam a dever a nenhum outro time.
- Valencia é jogador da Seleção Colombiana.
- Jean tem várias convocações pelo Brasil.
- Dario Conca é um dos melhores meias da América do Sul.
- Wagner sabe jogar. Rafael Sóbis, também.
- Walter e Fred foram os últimos melhores jogadores do Brasileirão.

Estão muito mal e não é por sacanagem. Jogam num bando. A sacanagem é não se impor junto ao treinador, aos chefes. Preferem levar porrada da Young Flu à cobrarem internamente por técnicos que os organize em campo com equilíbrio tático, para que eles recuperem a técnica.


Isto posto,  lá vem Renato Gaúcho pedir reforços...

Porque funciona assim com a maioria dos técnicos brasileiros, que fará com quem não é!

O contratado do meu time, por exemplo, quer o Busquets, Khedira, Pepe, Piquet, (só zagueiros e volantes, claro!), para ter chance de vencer o Vasco do Messi, o time reserva do Botafogo de Samuel E'to, o Madureira do Gerrard e Suarez, o Duque de Caxias do Yaya Touré e Aguero, a Cabofriense do Diego Costa e eliminar o Horizonte do Cristiano Ronaldo... IIhhh, me esqueci do Bonsucesso do Ibrahimovic e Cavani...

Os moleques Peter e Celso vão esperar, como no ano passado, a eliminação em duas, das três competições que disputamos no ano para contratar um técnico???

Ah, então, até o dia dez de abril. #SofremosJuntos!


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SÓ PARA REGISTRAR

- ONTEM, foi inacreditável o ex-jogador Renato Gaúcho tirar Walter e deixar Fred, que fazia uma partida muito ruim, em campo.

O Fluminense está alugado por culpa do presidente, Peter Siemsen. 

Ainda bem, que morando longe, eu não pude votar.

E nada como um dia após o outro para compreender o apoio do Nelson Rodrigues Filho ao Deley.

Pergunta que meu sobrinho me fez que eu não soube responder: - Tia Crys, quem é Ricardo Tenório? Qual é a história dele no futebol? 

CORTINAS! CORTINAS!

Abraços,
fraternalmente,
Crys Bruno.

domingo, 30 de março de 2014

É normal?

Marcado por Everton Costa, Walter domina a bola pela meia esquerda: hora de subir as linhas do time.
Foto: Nelson Perez\Fluminense Oficial



Oi, pessoal.

Daqui a pouco, o Fluminense pisará o gramado do Maraca para decidir a vaga na final do Carioca, contra o Flamengo.

Quinta-feira passada, no empate de 1x1, o time jogou com suas linhas do meio-campo para trás, inclusive Walter e Fred. 

Isso deu ao Vasco tranquilidade para exercer a saída de bola e tempo para pensar suas jogadas. Foi assim que o time Cruz-Maltino dominou o jogo, pressionou o encolhido Fluminense, meteu duas bolas na trave e saiu de campo com moral elevada junto à sua torcida.


Renato em treino no Flu: o autor do imortalizado gol deixou de ser um destemido jogador para ser um técnico medroso.
Foto: Nelson Perez\Fluminense Oficial. 


Ao contrário do rebaixado Vasco da Gama, o quase rebaixado Fluminense posicionou-se como um time pequeno, como de hábito o ex-jogador e ídolo, Renato Gaúcho, costuma pedir aos jogadores. Precisamos subir nossas linhas, e isso é completamente possível fazer de forma compactada, sem espaçar o time. 


Mas Renato não sabe. Nunca estudou para ser treinador. Vive da fama do grande jogador que foi para empregar-se como técnico. Sem mercado algum, exceto nos dois clubes que marcou gols históricos, Flu e Grêmio, Renato aprendeu a pôr o time atrás da linha do meio-campo para fechar os espaços, não sofrer gols, não perder e assim, manter-se no cargo. 


E lá vem o Fluminense jogando para não perder... Lá vem o Fluminense, entrando em campo, entrando no jogo sem a honra desportiva de jogar sempre para ganhar...Foi assim quinta-feira.


Deu vergonha. Não como a que passamos no Ceará, na derrota para o Horizonte. Não. Aquilo, em qualquer clube do mundo, cabeças rolariam. 

No Fluminense, não. No Fluminense, como bem escreveu e alertou o cronista tricolor do GloboEsporte.com, Gustavo Albuquerque, tudo é normal...


Jogar assim, feito time pequeno, com três volantes, dois centroavantes e somente Conca para criar...é normal. 

Ter Wagner e Rafael Sóbis no banco e pôr mais para jogar o Marcos Jr e escalar o Rafinha de titular para manter os três volantes?... É normal... 

Perder para o Horizonte, Madureira, Raios que os partam? É normal... 


Cuidado. Porque, a continuar assim, ser rebaixado também será normal... Novamente.

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PARA REFLETIR APENAS.

Cavalieri segura firme a bola, em treino: goleiro é peça chave do esquema de não levar gols do time.
Foto: Nelson Perez\Fluminense Oficial


Voltando ao texto mencionado, intitulado "Empate amargo", Gustavo Albuquerque reativa minha esperança que andava bastante abalada, desde o rebaixamento em 2013, passando pela contratação de Renato para treinar o time, as derrotas e atuações pífias que continuam em 2014, ao cúmulo do iminente retorno de Rodrigo Caetano...


Tudo normal...


Muitos de nós, tricolores, precisamos refletir. 

Tanto quanto eu devo. 

Será que não estamos confundindo apoio incondicional com conivência? Ou melhor, será que não estamos confundindo conivência com apoio incondicional?

Será que assim não estamos prejudicando mais o clube do que ajudando? Este, nosso maior ensejo. 

Jogar feito um time pequeno condiz com a grandeza do Fluminense? Ou nos rebaixa moralmente como clube? 
Conca fortemente marcado: sozinho na armação.

Clubes grandes e que vêm brigar por títulos, todos, no Brasil, jogam hoje com dois meias ofensivos, com seus Conca e Wagner e apenas dois volantes. Cruzeiro, Santos, Palmeiras, INTERNACIONAL (Abel escala D´Alessandro e Alex no seu meio campo que tem um segundo volante que sabe jogar, o chileno Aranguiz e só Williams de volante de contenção...), o Vasco... que vem para o título da Série B, o São Paulo, isso somente para citar os principais.


No Fluminense, não, Conca e Wagner não podem jogar juntos. E isso é normal...Mas Valencia, Diguinho e Jean podem. E podem conduzir o meio campo de um time grande...


Sim, Renato apequena o Fluminense, como treinador. Jogamos como um time pequeno, cuja tática é a de não tomar gols, fechar os espaços defensivos usando ATÉ os atacantes, que devem marcar, claro, mas em seu setor. Foi constrangedor ver Walter e Fred marcando no meio-campo.

Em termos de criação, apenas esperamos uma jogada individual. 


E se não funcionar, é fácil: culparemos, com nosso coração sofrido, a falha do zagueiro, do goleiro, do gol perdido, do passe...enfim, culparemos o jogador, esquecendo-nos que eles estão acorrentados num posicionamento de jogo que prejudica a evolução de um mínimo de técnica, porque jogamos feito um time pequeno. E Renato vai pedir reforços.


E bola no Conca, solitário na armação, joga com dois ou três o marcando, porque o adversário sabe que não precisa marcar Diguinho e Valencia. Sem meio-campo, os únicos jogadores ofensivos do time de Renato precisam dos defensores laterais...

E bola em Carlinhos e Bruno para trezentos cruzamentos e passes errados até acertarem um, dois. E ai (!!) dos centroavantes errarem o gol...

Carlinhos tenta atacar: laterais são peças-chave em time sem meio-campo.

Bruno e Carlinhos, aliás, não erram de safadeza, não são tão ruins assim. Na verdade,eles erram mais, porque são jogadores defensivos. Caso contrário, seriam segundos atacantes, não laterais.

O apoio ao ataque de jogadores defensivos tem que ser na boa, aproveitando o espaço, não o principal sistema de jogo. Não é assim no Fluminense. 

Jean e os laterais precisam do corredor. Devem apoiar como elemento surpresa. A responsabilidade maior dos jogadores defensivos é a marcação. 

Com dois meias, Wagner e Conca, além de ganharmos em posse de bola, o que permite que os defensores respirem, afastando o adversário do nosso gol, abre-se o espaço para Jean aparecer melhor, os laterais terem com quem tabelar para fazer o um-dois e o principal: a jogada de qualidade por dentro, fundamental, ainda mais quando se joga com dois centroavantes afunilados na grande área.

Vale lembrar que me refiro as características dos jogadores. 

O Fluminense de Renato Gaúcho tem jogado como um time pequeno. Não, isso não é normal. 

E eu nem sei descrever como isso me machuca. 

Nos últimos meses, aliás... normal.

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MAS QUE, MESMO PEQUENO, VENÇA O MAIOR! VAMOS, FLUZÃO!

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Abraços, 
fraternalmente,
Crys Bruno.

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Imagens: Nelson Perez\Fluminense Oficial.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Por ELE, ao Maraca!


Dario Conca abre os braços para a Torcida do Fluminense: esperança para o clássico.


Oi, pessoal.

Por ELE, ao maraca! Sim, ELE, o nosso Fluminense. Somos os legítmos herdeiros de Oscar Cox e Preguinho e, portanto, responsáveis pelo FLUMINENSE.


Não há torcida como a nossa - talvez a do Borussia esteja à altura. (risos). Não há uma torcida que vibre luz e brilho entre o verde, branco e grená que emocione e cative como a nossa. Apaixonantes. Somos apaixonantes.


Que, SEM MAIS BRIGAS, tomemos o Maracanã para iluminar os jogadores e a comissão técnica: a primeira, desgastados; o segundo, apagados, trôpegos e envolvido pelo cetro do medo.


No campo, nosso maior representante: Dario Conca. ELE espera você, conta com sua luz e com a força da sua paixão para o jogo de logo mais, para vencer nossos tantos erros extracampo e em campo e vencer o Vasco.


POR ELE, FLUMINENSE. POR ELE, DARIO CONCA, AO MARACA!

Fraternalmente,
Crys Bruno.