quinta-feira, 17 de julho de 2014

Pausa.

Oi, pessoal.
Eu precisarei tirar uns dias para uma pausa. 
Deixo aqui alguns textos meus que foram muito bem recebidos por vocês sobre a Copa do Mundo.
Super grata.
Fraternalmente, Crys Bruno.








terça-feira, 15 de julho de 2014

Por fim, o Brasil.




Oi, pessoal.


"Foi magnífico!", exclamou o repórter da BBC, ao se despedir com a última matéria sobre a Copa do Mundo, no tradicional jornal do meio-dia da segunda-feira. "- É, sem dúvida, a atmosfera mais amigável que já se viu numa Copa do Mundo", disparou Gary Lineker, artilheiro da Copa de 86, na transmissão da final.


Não foram poucos os elogios à hospitalidade e a alegria dos brasileiros e a satisfação de estarem no "país do futebol", fazendo os programas esportivos de bermuda, em plena praia de Copacabana. A surpresa foi ver tanta pobreza nas inúmeras visitas as favelas, especialmente, no Rio de Janeiro. 


Os problemas de infra-estrutura, com estádios inacabados, e serviços, em vários jogos faltaram alimentação, bebida e troco, ainda no intervalo, não foram esquecidos mas foram pouco mencionados. Motivo: os brasileiros. Foi a impressão que tive, aqui, na Inglaterra, onde acompanhei tanto a Copa de 2010, da África, quanto "a nossa."



Algumas imagens de torcedores do mundo todo, inclusive "os rivais" argentinos, curtindo e brincando na Copa.


Em 2010, o tom da TV Inglesa foi bastante crítico com a organização. Furtos nos hotéis e ingressos doados as pessoas para que o jogo não ficasse completamente vazio eram diariamente mencionados. Já com o Brasil, não. Pelo contrário. Não teve um dia em que eles não comentasse, maravilhados, a relação de paixão e alegria do brasileiro com o futebol.



Não pelos elogios em si, mas pelo dever cumprido. Era nosso dever iluminar. Somos o coração do mundo. E num momento histórico em que a violência, a corrupção e a criminalidade nos comandam, mandam e desmandam, o maior legado da Copa foi o reencontro do brasileiro com o brasileiro. Somos ainda, sim, o que sempre fomos: um povo do bem.


Parabéns e obrigada, meus compatriotas! 


MAS, NO CAMPO....O MAIOR FIASCO DA HISTÓRIA.





Uma pena que, no campo, a Seleção Brasileira protagonizou o maior fiasco já visto na história do futebol. Como eu escrevi nos últimos dias, o Brasil jogou a Copa como se carregasse um fardo insuportável. E até os que se salvaram tecnicamente, como Thiago Silva, mostraram um descontrole emocional completo. Primeiro, de comover; depois, de assombrar.



Um time com um sistema de jogo previsível, imóvel, tosco.  Um time sem nenhum talento no meio-campo, cheios de volantes que só marcam e mesmo assim, marcam mal, já que o meia ofensivo, Oscar, foi quem mais desarmou. Um time de Felipão: além de ter mais jogadores defensivos que ofensivos, estes últimos voltam na defesa para marcar. Um time pequeno. Assim foi o Brasil.



Bem, como falar da Seleção Brasileira tem doído, vou dizer apenas o que espero e torço, torço muito para que responsáveis consigam resgastar o futebol brasileiro "antigo", ou seja, o futebol que a Espanha copiou, de acordo com declarações de um dos seus principais e mais vitoriosos treinadores, Pep Guardiola. 


Scolari mostra seus números após vexame de 7x1: uma geração de técnicos ultrapassada.



O estilo de jogo brasileiro não tem nada a ver com o alemão. Nem nunca terá. E não há problema nisso. Não tem nada que ficar copiando nada! Não enlouqueçam! A Alemanha, segundo declarou um dos gestores dessa melhora, Paul Breitner, copiou o futebol do Barcelona. O futebol do Barcelona!! Aquele mesmo que seu treinador, Guardiola, declarou que se inspirava no futebol brasileiro "antigo". Então, não temos que imitar ninguém. Nós temos apenas que resgastar o que sempre fomos: o nosso toque de bola e habilidade individual.



Os alemães demoraram 10 anos para montar um time com todos os jogadores sabendo dar um passe, se deslocar, tocar de primeira, enfim, deram mais recurso técnico ao atleta. Não podiam mais ter craques como Ballack, jogando ao lado de maioria muito limitada, sem bom passe e dinamismo. Como futebol é coisa séria, não se brinca com paixão, eles se mobilizaram nesse sentido de melhorar tecnicamente seus jogadores naturalmente duros.


O Brasil não precisa desse trabalhão todo. É da nossa natureza latina o jeito para a habilidade com a bola. O trabalho da nossa parte será apenas, que seja pelo menos esse, da mudança de foco e valoração nas divisões de base, na formação de jogadores e nos times profissionais. Resumidamente, eu "ouso", com base na minha paixão e admiração por nosso futebol, sugerir:


- como por conta da violência e a tecnologia as crianças não jogam mais futebol na rua, onde historicamente desenvolvia a habilidade, nós não podemos ter professores de educação física nas escolinhas e na base, sem um ex-jogador para orientar o treino técnico.


- ter treino técnico. Futebol é uma arte. Quem quiser ser jogador, precisa aprender as técnicas do jogo, como o domínio de bola, o passe, o cabeceio, os deslocamentos, enfim, os fundamentos do futebol. Para isso, não se pode ter SÓ um professor de educação física que nunca jogou futebol ensinando os meninos. É como pedir um dentista que ensine piano. 


Ex-jogadores Narciso e Fernando Diniz são exemplos de bom trabalho na formação de jogadores.
O futebol brasileiro precisa de mais boleiros e menos marketeiros.



 - parar de elogiar, justificar e aceitar que nossos técnicos entupam nossos times de jogadores limitados. Mesmo se escolherem a retranca, jogar com quem sabe jogar bola é o mínimo que nos cabe exigir como torcedores, sócios e consumidores de futebol. E como a Copa mostrou na cara, futebol é muito simples: se seu time tem qualidade ou é grande, ataque; se seu time não tem qualidade ou não é grande, defenda. Se seu time não fica a dever nada a ninguém, cobre um futebol ofensivo. Até a Austrália atacou a Holanda! 


Ou resgatamos os nossos camisas 8 ( jogador de meio campo que saiba dar um passe frontal, armar, criar, como tivemos um Gerson, o Sócrates, o Delei, Zenon) e os camisas 10 (o ponta-de-lança, que arma como o 8 e também finaliza, define como um atacante) na base e no profissional, já(!) ou nada vai mudar nem adiantar nada e perderemos de vez, nos próximos dez anos, um dos nossos maiores e poucos orgulhos...


Tite deve ser o novo técnico do Brasil.
Mesma linha de Felipão e Parreira.



POR FIM MAS NÃO MENOS IMPORTANTE... 


Técnico estrangeiro só se for com perfil de jogo do futebol brasileiro "antigo". Guardiola, Bielsa, Perkeman são alguns nomes que me agradariam. É hora de baixar a crista e deixá-los reencontrar nossos camisas 8 e 10 que essa geração de treinadores brasileiros detesta. No entanto, eu acho difícil que a soberba das pessoas do nosso futebol aceite receber ordem de um técnico estrangeiro.

O fundamental então é ser alguém que busque o craque. Onde estão o Xavi, o Schweisteiger e o Pirlo brasileiros?! Onde estão? Cadê eles? Vêm! Voltem! Calcem as chuteiras! Mesmo nossos técnicos os detestando, os gramados brasileiros clamam por vocês! 

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E AMANHÃ JÁ TEM FLUZÃO! OBA!

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Abraços,
fraternalmente,
Crys Bruno.


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Um show alemão



Jogadores alemães posam com a taça: campeões do mundo deram um show: de bola, desportividade e simpatia.






Oi, pessoal.


Um show! Um show de bola, um show de desportividade, um show de alegria e simpatia foi a Alemanha que arrebatou milhares de corações brasileiros e a taça. A taça do mundo é deles. Poucas vezes eu vi um time de futebol merecer tanto ser chamado de campeão como essa Alemanha.



Um show! Um show de bola!  Ao lado do Brasil e da Itália, a Alemanha é uma potência do futebol e sempre foi ofensiva. Se a Itália é conhecida como o rei da defesa e o Brasil era o rei do talento individual, do improviso, os alemães sempre foram conhecidos por unir força e técnica, mas sempre com ofensividade, "agredindo" o adversário, como um time grande deve jogar.



Gotze, a jóia alemã de 22 anos, marca um golaço na vitória do Tetra.




A Seleção que lhe deu o tetra é assim. Com a ofensividade de sempre, há força, uma questão da natureza física do germânico. Há técnica, uma busca que foi intensamente trabalhada nos últimos anos, na mudança de mentalidade na formação dos seus jogadores, como explicou um dos gestores, o ex-jogador Paul Breitner, em entrevista à ESPN-Brasil e também numa participação ao Arena SporTV, ano passado:



"- Nós entendemos que era preciso mudar o estilo de jogar porque o futebol que se jogava na década de 90 estava ultrapassado por conta do Barcelona. Saímos de só treinar fisicamente, de ter mais condicionamento físico e menos técnica. Então nós percebemos que tínhamos que voltar aos treinos técnicos tanto quanto físico, treinar habilidades. Então, começamos com os jovens."


Assiste o breve relato de Paul Breitner, em 2013.





Um show! Um show de desportividade! Desde quando chegaram no povoado de Santo André, em Santa Cruz Cabrália, na Bahia, os jogadores alemães abraçaram o local e sua população. Dançaram com índios pataxó, jogaram futebol numa escola pública, doando R$ 30 mil reais aos primeiros e pagando a reforma de um centro esportivo para as crianças. No campo, ao aplicarem uma goleada humilhante na Seleção Brasileira, mostraram o quão grandiosos são, tratando seu adversário com respeito e carinho.




Em vários momentos, os jogadores alemães abraçaram o Brasil.


Um show! Um show de simpatia! Eles afirmaram que foram bem recebidos pelos brasileiros na Bahia, no entanto, foram os alemães que receberam os baianos com impressionante calor. Com isso, quebraram mitos que muitos de nós, brasileiros, costumávamos repetir, do tipo: "Alemão é frio."


Eles curtiram a Copa como ninguém. E levaram esse astral para dentro de campo, demonstrando o prazer de estarem lá. Ao contrário da Seleção Brasileira, que jogou uma Copa como se carregasse um insuportável fardo.


Schweisteiger: o meu craque da Copa.
Escolha de Messi: mico da FIFA.

Um show! Um show de bola, desportividade e simpatia.

Um show de futebol.

Que o Brasil tenha humildade para redescobrir seu futebol. Que o Brasil invista novamente e mais em talentos e menos nos brucutus. Que seja o fim da Era Dunga.

Parabéns, Alemanha! E obrigada. O futebol agradece.






Abraços,
fraternalmente,
Crys Bruno.