domingo, 14 de junho de 2015

Palinha de Palmeiras x Fluminense





Ouça ou leie (abaixo), a minha palinha sobre Palmeiras x Fluminense. 



Oi, pessoal.



Comentar uma partida de futebol durante o jogo e, melhor ainda, após a peleja, é mole, mole. Você comenta sobre algo que todos estão vendo ou viram. Por isso, eu fico tentada mesmo ao "risco" e o melhor barato que é o pré-jogo.


Já, já, às 16h, o Fluminense pisará no gramado do Allianz Arena, em São Paulo, em buscar de uma vitória sobre um, ainda decepcionante, Palmeiras.


Sem Fred e Wagner, possivelmente, Enderson vai "Drubsckar" e escalar os três volantes, Pierre, Edson, Jean. Mas, vale ressaltar, que, ao contrário do seu antecessor e ex-professor, dificilmente posicionará o Jean de ala pela esquerda. 


Mesmo matendo o "incaixável" 4-2-3-1, estou a espera de ver o Jean aberto pela direita, Vinícius mais centralizado e Gérson, aí sim, será deslocado para a esquerda, sendo o efetivo substituto do Wagner, ou seja, aquele que "auxiliará" o fraco lateral Giovanni, na marcação.


Mas... segundo informações dos setoristas do clube, do GloboEsporte.com, que transmitem, ao vivo, os treinos do time, Fred Huber e Sofia Miranda, a semana mostrou que Pierre, Edson e Jean formaram uma linha só. Isso manteria Jean pela direita, com Gérson, fechando a segunda linha de quatro (sem a bola) pela esquerda e somente Vinícius e Magno Alves na frente.


Entendo, mas não gosto. Se na cabeça dos treinadores brasileiros - e ouso afirmar, que da maioria dos técnicos no mundo - fechar os espaços com no mínimo oito atrás, deixando dois na sobra, é eficiente e suficiente para travar o adversário, para o torcedor, como eu, é dar campo e atrair demais o adversário, o deixando respirar e pensar, com a bola, a sua jogada ofensiva.


Entendo, mas não gosto. Contra times superiores ao seu, como o Atlético de Madrid faz contra o Real, é inteligente, compreensível, lógico. No futebol brasileiro, que o nível é parelho, perder a chance, como um Fluminense, de arrancar três pontos do Palmeiras, pelo momento de instabilidade do adversário, é pensar pequeno.


Entendo, mas não gosto. Ainda assim, que funcione e o Fluzão traga os três pontos, para entrar com estilo no G4. Entrar para não mais sair! Sendo da forma que for: "Drubsckando", "Abelando", no "Muricy Ball" ou no "Enderson's way"! Vamos, Fluzão! Rumo ao topo!! A conferir.


Abraços fraternos,
Crys Bruno.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

É a falta de encaixe

Fred e Antônio Carlos tentam o cabeceio: Flu ficou no zero contra o Sport-RE.
Foto: Fluminense F.C.


Oi, pessoal.


Não foi ruim, mas ainda não está bom. Com quatro jogos no comando do Fluminense, Enderson já arrumou defensivamente o time, apostando em formar duas linhas de quatro, sem a bola, como vimos o Sport fazer ontem. Muito bom início do novo treinador.


No entanto, dá para melhorar e dá para projetar a Libertadores, sim. Para isso, é urgente encaixar o time do meio-campo para frente. Já cansou assistir o Fluminense nessa lentidão. A opção técnica já não se justifica mais e o comandante tricolor terá que mexer no posicionamente e, até, na escalação. 


Recém-contratado, entendo que Enderson quis evitar muitas mudanças, mas é aparente que tenha conquistado o respeito do elenco, chave mor para bancar agora as mexidas necessárias.  Quais? Tenho a impressão que de cada dez torcedores, nove sabem: o Fluminense precisa de velocidade e profundidade.  




Enderson orienta o time: treinador conquistou o grupo e já pode mexer mais no time.
Foto: O Globo


Para conseguir isso, é simples como o futebol: precisa escalar jogadores que se encaixem. Não tem sido assim. Os três meias, Gérson, Vinícius e Wagner, sem o corredor, sem um atacante que se desloque, se desmarque para dar opção e contra retrancas, como a do Sport, ficam sem ter o que fazer com a bola, já que não são dribladores frontais, como Messi, Neymar, Robinho...


Para piorar, ou matá-los de vez, os laterais Renato e Giovani são fraquíssimos. O time trava e irrita. Irritado, quem assiste fala em dispersão, apagão, máscara, falta de vontade, quando, na verdade, é a falta de encaixe. 


Entendo um torcedor achar, por exemplo, que Gérson não pega a bola e parte para cima do adversário com a explosão do Marcos Junior porque ele está mascarado, marrento ou não quer. Enderson não pode. Enderson é obrigado a ver que Gérson é meia de criação e não tem explosão, que o torcedor confunde com vontade, nem velocidade para jogar no lado do campo.


No lado do campo, de costas, sem opção de passe e com dois na marcação: Gérson não consegue fluir seu jogo.
Foto: Fluminense F.C.


Eu entendo que um torcedor queira sacar o menino que está sendo queimado naquele posicionamento. Mas não aceito que Enderson o faça. E mais: espero que o técnico posicione o mais talentoso jogador do elenco na sua posição, centralizado, na armação das jogadas. Aproveite a suspensão do sacrificado Wagner, quase um volante pela esquerda, e coloque Gérson em seu lugar no campo.


Usar o mais talentoso jogador do time aberto na direita é como posicionar Neymar onde joga o Jean. Inadmissível. Gérson é meia que arma, que cria. Está mais para um Deco. Pega a bola e sem o corredor, como ocorre contra retrancas, não tem para quem criar. 


O torcedor, como eu, pode não ver isso; já Enderson é obrigado a ver e resolver o encaixe do time. Não cabe mais ver os três meias espaçados no campo quando não temos ataque nem laterais, opções de passes para eles. 


Se não quiser mexer no time, os aproxime, para que eles joguem entre eles, no toque, na tabela, sendo opção um para o outro. Ou mude esse 4-2-3-1. Se for para jogar assim, pelas características, Marcos Jr e Marlone devem jogar onde Gérson e Wagner estão em campo. 


Se for para manter os três meias, o que acho ideal, é hora de pôr um segundo atacante pelo lado do campo, jogar Jean na lateral direita e fazer um tridente com Edson, Gérson e Wagner com Vinícius de ponta de lança. 

Wagner tenta o passe na esquerda: muito recuado e sacrificado, o meia está suspenso e não enfrenta o Palmeiras, domingo.


Se for para jogar nesse esquema atual, já usado por seus dois antecessores, Jean, Wagner e Gerson disputam posição. Caso contrário, será assim por todo esse campeonato: time lento, aparentando ser dispersivo ou sem vontade. Conto com Enderson para equilibrar isso, que será fundamental para que o Fluminense voe à sua altura e entre no G4 para não sair mais.


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TOQUE RÁPIDO:
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- Só eu fiquei com a certeza de que se Marcos Jr entra no lugar do Renato já na volta para o segundo tempo, teríamos melhor sorte, apesar das facadas do árbitro?

- Não foi penalti, não. Foi MUITO penalti. Novamente prejudicado em pleno Maracanã. Não bastam os problemas do clube, do time, de tudo: tem que vencer uma tendenciosa (porque só erra contra nós) arbitragem.

- E por fim, mas não menos importante: "apenas" pouco mais de quinze mil tricolores no jogo de ontem, e não duvido que os problemas vividos, na quinta-feira, tenha afastado muito torcedor de domingo. Esse Consórcio está prestes a ganhar minha mais intensa antipatia.


Quarta-feira eu volto falando das minhas boas esperanças para o jogo contra o Palmeiras, em São Paulo. Lá no Panorama Tricolor. Contando com vocês, de novo. Combinado? 

Abraços, 
fraternalmente,
Crys Bruno.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

É tempo de sorrir, sorria: o Fluminense voltou!

DECISIVOS! O quarteto ofensivo Tricolor comemora o primeiro gol do time no triunfo sobre o rival.
Foto: GloboEsporte.com




Oi, pessoal.


Quando o Fluminense é Fluminense, dificilmente sai derrotado de campo. Supera-se com uma alma de dimensão infinita, bate todos os limites de uma ilimitada exaustão. Foi assim no triunfo por 3x2 sobre o Flamengo, ontem.


Os mais de vinte e oito mil presentes no Maracanã, mais os milhares que assistiram a peleja pela TV, viram o quarteto ofensivo tricolor produzir com eficiência e talento letais uma vitória importantíssima que servirá para motivar e dar confiança ao recém-contratado treinador, ao time e a torcida.


O gol logo aos seis minutos ajudou a dar tranquilidade, num pênalti que, sem clubismo algum, eu achei claro: quando Pará percebe que Vinícius lhe ganha a frente, desloca com o braço direito o meia-atacante tricolor. Lance igual à duas faltas do Fred sobre Bressan, fora da área, incontestavelmente, marcadas.


Fechando os espaços e os corredores, com os laterais plantados na primeira linha de quatro, como deve ser, o Tricolor evitou a velocidade do adversário e marcou o segundo e terceiro gols em contra-ataques, tendo Gérson e Vinícius como protagonistas. 


O menino de Xerém supriu sua lentidão (natural) de meia, fazendo a bola correr com seus passes precisos. E o elétrico camisa 29 foi o mesmo ponta de lança agudo, vertical e aguerrido. 


Outros dois destaques do time foram Fred, com dois gols, que se tornou o artilheiro da história dos pontos corridos e Wagner, que lutou feito um leão, lembrando Rafael Sóbis, num comprometimento impresssionante.


Ganhar um FlaxFlu é bom demais. E valeu! Agora é aproveitar os bons ares e transformar essa semana naquela que simbolizará a guinada do time, vencendo Coritiba e Sport, respectivamente, para entrar e não mais sair do G4. Por que não?!






Diego Cavalieri - Nota: 4,5 - Nosso arqueiro tem estado abaixo do seu melhor. Com 1,91m, não sai do gol nunca, estático como goleiro de tótó. Falhou no segundo gol do Flamengo: primeiro, porque não saiu para socar a bola; depois, pôr "pular" atrasado. Preocupante suas atuações esse ano. Hora de intensificar seus treinamentos.


Renato - Nota: 5,5 -  Ainda instável, errando muito na saída de jogo. Foi assim que perdeu a bola que originou o primeiro gol do adversário. Barrou Wellington Silva por ser melhor marcador e compor a primeira linha de quatro. Espero que melhore dos nervos e capriche no passe. Se forem os nervos a questão...


Gum - Nota: 5,0 - Não comprometeu mas ainda está longe do seu melhor. Afobado e lento em muitos lances. Devia ser proibido de "lançar". Precisa melhorar sua saída de bola. Ontem, o lado bom foi ajudar na cobertura do Renato. 


Antônio Carlos - Nota: 7,5 - Fez uma partida muito boa, especialmente, no jogo aéreo. Foi calmo e com o tempo de bola muito eficiente. 


Giovani - Nota: 7,5 - Até ser injustamente expulso, fazia, talvez, sua melhor partida pelo Fluminense. Mais plantado e marcador, como deve ser um lateral, ajudou a anular praticamente as caídas de Paulinho pelo seu setor. Deu um passe lindo para Vinícius no contra-ataque do terceiro gol do time.


Wellington Silva - Nota: 7,0 - Entrou no lugar de Vinícius para compor a lateral esquerda. Ágil, não deu chance nenhuma ao badalado Marcelo Cirino e ainda ajudou no desafogo com sua velocidade. Pena que não completa bem suas subidas ao apoio. Sai na frente para substituir Giovani, expulso.


Edson: - Nota: 8,0 - Jogou protegendo mais a zaga. No segundo tempo, com menos um, quando defendemos com duas linhas de quatro mais recuadas, foi muito bem nos desarmes e na colocação.


Jean: - Nota: 8,0 - Mais marcador, ajudando o Renato na lateral direita, Jean não apoiou tanto mas, cumpriu com Edson e Pierre, uma proteção defensiva segura.


Pierre: - Nota: 8,0 - Entrou no lugar do Gérson, contundido, e logo após a expulsão do Giovani. Deu segurança à frente da zaga.


Gérson: - Nota 8,5 - Um bolão! Foi decisivo. Jogando aberto na direita e, no segundo tempo, como o atacante de velocidade, supriu sua lentidão com excelente leitura de jogo e seu talentoso passe. Sentiu uma dor muscular e foi substituído.


Vinícius - Nota 8,5 -  Elétrico! O mais participativo do time. Flutuou sem parar pelo campo. Sofreu o pênalti com seu lance característico, quando se infiltra na área como uma flecha. Com o time na frente do placar, jogou mais afastado da área. Mesmo assim, brilhou no passe para o Gérson, na bela jogada do terceiro gol.


Wagner: - Nota 8,5 - Um leão! Seu comprometimento, mesmo jogando fora da sua posição e sendo mais marcador que criador, foi de arrepiar quem assitiu o jogo. Um sinal da volta da alma do time. Ponto para Enderson.


Marlone: - Nota 7,0 - Toda vez que entra pelo lado esquerdo do campo, ele vai bem. Ontem, não foi diferente. Compôs a segunda linha de quatro e, com o Wellington Silva, ajudou muito em ser o desafogo para o contra-ataque.


Fred: - Nota 8,5 - Com seu faro implacável de artilheiro e notável liderança, foi determinante para a vitória. Com seus dois gols, tornou-se o artilheiro dos pontos corridos. 


Enderson Moreira: - Nota 8,0 -  Está buscando usar o trio de meias da melhor maneira possível. No setor defensivo, acerta ao posicionar o time, sem a bola, com duas linhas de quatro. Como Fred, estou com bons pressentimentos em relação ao seu trabalho. Ainda precisa acertar o "timing" das substituições. Ontem, demorou para renovar o gás do time, mas já acertou em colocar Marlone e, não, Lucas Gomes. 




PRÓXIMO JOGO: 


Fluminense x Coritiba
Maracanã, às 16h, quinta-feira (feriado).

Quarta, falo das minhas expectativas sobre a próxima peleja, lá, no Panorama Tricolor. Combinado?

Abraços fraternos,
saudações tricolores,
Crys Bruno.