sábado, 14 de setembro de 2013

Brasileirão 2013, o campeonato dos aflitos



Rodrigo Caio, do São Paulo, e William, da Ponte Preta, disputam lance pelo alto contra a aflição do rebaixamento.
Foto: Miguel Schincariol \ Lance


Oi, pessoal.


Eu estava preparada para escrever sobre o Botafogo. Em como o alvinegro mais glorioso do Rio de Janeiro conseguiu combinar marcação sem abrir mão da qualidade, como vemos no setor mais importante do futebol, o meio-campo: Marcelo Mattos, um marcador, joga ao lado de Renato, segundo volante mais técnico. Lodeiro, o condutor, tem ao lado Seedorf, o pensador. Com todas as dificuldades do clube pela sobrevivência, eles terem conquistado isso é sensacional! MAS, a disputa na luta contra o rebaixamento acabou por adiar meu texto - ou aplausos - ao futebol do Fogão.



Após o fim da primeira rodada do segundo turno, o campeonato brasileiro 2013 se solidifica como o campeonato dos aflitos. Do nono colocado, o Goiás, ao primeiro fora da zona do rebaixamento, Fluminense, a diferença é de impressionantes três pontos. Rebaixaram tanto a técnica em favor da física, que chegamos ao cúmulo de ter mais da metade dos times da Série A lutando contra a queda para a segunda divisão.



E ouso afirmar que excetuando-se os encaixados Cruzeiro, Botafogo e Grêmio, o restante não se difere em termos técnicos nem tático e sim, físico e psicológico. Por isso, a importância da atitude da torcida do Fluminense, da Portuguesa e ontem, no retorno do campeoníssimo Muricy Ramalho, do São Paulo, abraçando seus times. São clubes que já estão focados nessa situação, ao contrário, de outros clubes, como a dupla Bahia e Vitória, Vasco e Goiás, que pareciam manter-se longe da Z4.


O genial maestro João Carlos Martins, em campanha pela Lusa. Saiba mais:
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/portuguesa/noticia/2013/09/lusa-convoca-maestro-e-reduz-preco-de-ingresso-para-lotar-o-caninde.html#equipe-portuguesa




E no BR-13 dos aflitos, resta-me lamentar o grau de escassez de recursos técnicos para a prática do esporte e torcer, confesso, para que os clubes consigam formar jogadores ao invés de servirem de estampa para rapazes sem condição de jogar futebol, mas que conseguem porque seus donos, agentes ou grupos de investidores, "dão as cartas" nos juvenis e juniores.



A retomada da qualidade urge! Isso porque o abuso à mediocridade já está custando caro: os grandes times europeus dominam nossos canais e transmissões. Os meninos e meninas, torcedores brasileiros, vestem mais as camisas do Barcelona, Real Madrid, Bayern do que dos nosso clubes, e por razões óbvias, são os ídolos do Velho Continente, os ídolos da garotada. Não acusem a propaganda. É taõ simplista quanto perigoso essa nossa mania de culpar sempre fatores externos, como se não tivéssemos culpas.


A retomada da qualidade urge!


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FALANDO NISSO... ESTREIAS AGITAM A ZONA EURO




Final de semana traz a expectativa das estreias das três principais transferências da temporada: Bale estreará no Real Madrid, amanhã, (14\09), em partida contra o Villareal, às 16h. O galês mais comentado das últimas semanas deverá entrar durante a partida, por questões físicas. Enquanto isso, os merengues ficarão a cargo do excelente Isco e, claro, do artilheiro Cristiano Ronaldo.


O jogador mais caro da história movimentou tanto seu ex-clube, o Tottenham, quanto o seu maior rival local, Arsenal. Foi para "fazer caixa" que o Real Madrid aceitou vender um dos maiores jogadores do mundo, o alemão Mesut Ozil, para os Gunners de Londres. 


A sua estreia tem sido exaustivamente comentada - não, não somente a mídia brasileira desgasta, a vocação é internacional, suponho. Comentado como a mais qualificada compra do Arsenal desde o extraordinário Dennis Bergkamp, Ozil trouxe esperança ao torcedores de que o Arsenal disputará o título. O primeiro passo começa amanhã: Sunderland x Arsenal rolam a pelota às 11h. 


Com menor badalação, mas não menos importante, é a estreia do meia-atacante dinamarquês Christian Eriksen, no Tottenham Spurs. Diante da sua torcida, no charmoso e aconchegante White Lane, o "novo" Spurs que perdeu seu melhor jogador e ídolo, Bale, mas contratou dois jogadores muito técnicos, Eriksen e o argentino Lamela (ex-Roma), entregará em campo com sua nova formação, que conta com o brasileiro Paulinho. Tottenham x Norwich rolam a pelota às 11h, com transmissão da Espn Brasil. Imperdível!



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E SE VOCÊ, COMO EU, ADORA O CALCIO...

Nesse sábado de gala, um clássico para chacoalhar! E não um clássico qualquer, se é que isso existe, mas o mais popular clássico da Itália, Internazionale x Juventus.

Buffon, arqueiro da Juve: "Inter é um obstáculo ao nosso tricampeonato, sim."

ENQUANTO ISSO NO MILAN... "Grande ídolo recente do Milan, Kaká deixou a equipe italiana no auge da carreira. Melhor jogador do mundo em 2007 e embalado por grandes temporadas com a camisa rubro-negra, o brasileiro se transferiu para o Real Madrid no ano de 2009, quando o clube merengue pagou 65 milhões de euros pelo futebol do principal jogador do país pentacampeão mundial naquele momento." (Escreve a ESPN-Brasil).

Já o Globo Esporte.com anuncia assim o retorno de Kaká: 



Kaká estampa alegria no retorno ao Milan.


"Recentemente repatriado pelo clube milanês, Kaká pode ser a novidade de Massimiliano Allegri para o duelo em Turim, e o meia brasileiro salienta seu desejo de recomeçar logo sua trajetória nos gramados defendendo a camisa rossonera, pela qual viveu seus melhores momentos.
Com 270 partidas disputadas e 95 gols assinalados, o ex-jogador Real Madrid tem como um de suas principais ambições alcançar logo a expressiva marca centenária pelo tradicional time italiano.
- Eu prometo o máximo de esforço, e um dos meus objetivos é chegar a 100 gols para o Milan. Eu só preciso de mais cinco, e espero chegar lá em breve – ressaltou o meio-campista, que pode começar na suplência contra o Torino.
Além de reconquistar seu prestígio no futebol europeu, Kaká tem como meta convencer Luiz Felipe Scolari de que ainda é importante para a seleção brasileira e, com isso, disputar seu quarto Mundial, que será realizado justamente em sua terra.
- Estou visando a um lugar na Copa do Mundo com o Brasil, porém mais do que qualquer outra coisa eu quero fazer bem meu trabalho aqui – enfatizou o jogador. de 31 anos."
Boa sorte, Kaká!

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Então, é isso, pessoal.

Até a próxima.

Abraços,

fraternalmente,

Crys Bruno.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Raposa felpuda: Cruzeiro é o time a ser batido.


Cruzeiro é o campeão do primeiro turno do Brasileirão 2013, a caminho do título.
Foto: Divulgação\Cruzeiro



Quieto como um bom mineiro, após uma temporada muito ruim em que viu seu arquirrival, Atlético, dominar as páginas e atenções, o Cruzeiro se mexeu, dentro das suas possibilidades, muito com o dinheiro da venda de Montillo ao Santos, e montou um bom time para 2013. O elenco foi escolhido a dedo.  Como o seu treinador, Marcelo Oliveira, ídolo mineiro.


Foi assim que mudou seu elenco: negociando jogadores como Diego Souza, Sebá e Wellington Paulista e contratando Willian (ex-Corinthians), Borges (ex-Santos), Nilton (ex Vasco), Éverton Ribeiro(ex- Coritiba), Ricardo Goulart (ex-Goias), nomes considerados medianos, porque não badalados, mas que deram sustentação tática e técnica a equipe.



O título regional não veio. Ainda assim, o clube, consciente que montava um time inteiramente novo, manteve seu treinador. E a raposa fecha o primeiro turno do Brasileirão na liderança, com significativos quatro pontos de vantagem para o segundo colocado, o brioso Botafogo.


Ricardo Goulart comemora o gol da vitória sobre o Flamengo.
Foto: Washington Alves.

Assim como os campeões nos últimos anos, Corinthians e Fluminense, o Cruzeiro não apresenta um futebol de encher os olhos, no entanto, eficiente. Seu time conta com jogadores que viveram momentos difíceis e vitoriosos em outros clube, como Dedé e Nilton, no Vasco, além de atletas que chegam pela primeira vez num clube grande que conquista títulos expressivos, Ricardo Goulart, ou que voltam a ter chance, como os ex-corinthianos Everton Ribeiro e William.


Foi assim que o Cruzeiro, a dedo, montou aquele que é hoje o melhor time do campeonato brasileiro. Com mais de 70% de aproveitamento, a raposa felpuda desponta como o favorito a conquista do título brasileiro de 2013. Mas para tal, o azul de Minas precisará manter seu futebol "agressivo", organizado pelo excelente Everton Ribeiro, para manter a vantagem e não ser superado por Botafogo ou Grêmio, equipes que se assemelham a ele e estão na sua cola. 



Everton Ribeiro: o destaque do Cruzeiro.

Faltam 19 jogos e o Cruzeiro é, sem dúvida, o time a ser batido. Vamos ver como se sairá, como trabalhará sua ansiedade e a pressão pela conquista. Dificilmente terá os espaços para seu contra-ataque rápido, terá que criar, pensar o jogo, movimentar-se ainda mais, como vimos ontem na vitória apertada sobre o Flamengo por 1x0. Conseguindo isso, como o time melhor armado e mais equilibrado, em posicionamento e técnica, do campeonato, deverá confirmar a liderança e o título. A conferir.



ENQUANTO ISSO,  DO OUTRO LADO DA TABELA...

SÃO PAULO, FLAMENGO E FLUMINENSE BRIGAM PARA NÃO CAÍREM

Aloisio tenta o drible na derrota do São Paulo para o Coritiba, 2x0.
Foto: Felipe Gabriel\LancePress



- Quando chega nessa situação, tudo é desfavorável. A gente tem lutado, tem brigado, se encontra em uma situação que nunca se encontrou em toda a carreira.


Foi assim que Luis Fabiano, atacante do São Paulo, resumiu a nona derrota em 19 jogos do São Paulo. O Tricolor Paulista faz a pior campanha da sua história, ocupando a 18° colocação. Uma coisa que chama atenção na afirmação do Luis Fabiano é a percepção que o clube e os jogadores não conhecem bem essa realidade de lutar para não cair, o que vem tornando a recuperação ainda mais difícil. 


Além da ansiedade que força os erros, o clube está tomado por um clima desfavorável, com declarações de divisão no grupo. Além disso, politicamente, igualmente, há forte oposição a Juvenal Juvêncio. Nem mesmo a contratação do filho de Sócrates - ou no caso do São Paulo, sobrinho do Raí - como digirente de futebol acalmou o ambiente.


Quando há graves divisões no elenco e o comando do clube perde a mão, a recuperação virá somente com um milagre. Por isso, o grande desafio do São Paulo é recuperar-se, sobretudo, moralmente, colocando vaidade e desavenças  em segundo plano, para conseguir a recuepração técnica. Caso contrário, como o Palmeiras deve subir, o São Paulo será a grande atração da Série B 2014, para alegria dos canais Globosat...


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FLUMINENSE VENCE O BAHIA NOS BRAÇOS DA TORCIDA

O jovem Biro-Biro comemora o gol da vitória do Flu nos braços da torcida.
Foto: Nelson Perez\Fluminense Oficial

Se o São Paulo convive com desavenças e está atordoado com a "novidade" de lutar para não ser rebaixado, o Fluminense conhece bem os extremos entre a conquista de um título e a luta pela elite. Tem sido assim nos últimos anos. Ao contrário dos outros grandes times candidatos ao rebaixamento, seus jogadores e torcida compreendem e enfrentam melhor a situação.


Foi graças a isso que conseguiu importante vitória sobre o Bahia, no maracanã, no último sábado. Após maratona de 10 jogos só no mês de agosto, e ainda convivendo com suspensões e lesões - perdeu os selecionáveis Jean e Fred - o time parece fechado, mais inteiro e concentrado que o São Paulo. Curiosamente, dias depois de ser derrotado pelo São Paulo, no morumbi, quando o Flu fez, talvez, sua pior exibição, nos primeiros 45 minutos, e os donos da casa, ao contrário, jogaram muito bem. 


Natural, a instabilidade e irregularidade dos times grandes que lutam contra o rebaixamento são constantes. E se o Fluminense vem de duas boas partidas contra o Galo e o Bahia, nada garante uma nova queda de rendimento nas próximas partidas. É assim e será até o final, ou até alcançarem os 45 pontos, que afastam o rebaixamento.




Assim será igualmente com o Flamengo, que tem um agravante em relação ao Fluminense: seu time, quase todo novo, se conseguiu melhorar seu meio-campo com a chegada de Cáceres e Elias, sofre com as falhas dos seus zagueiros e a falta de experiência no ataque. E se o clube vem, nos últimos anos, no fim da tabela, sua torcida, como a do São Paulo, recusa a queda, o que deverá criar uma pressão externa que só aumentará a dificuldade na recuperação, dentro de campo. 


Elias é o destaque do Fla e esperança na luta contra o rebaixamento.
Foto: Cleber Mendes\LancePress


Caso os rubro-negros não abraçem o time como a torcida do Fluminense fez, haverá muita aflição até o fim do ano. Um ponto favorável poderá ser a Copa do Brasil. Após eliminar o Cruzeiro, o Flamengo fará as quartas-de-finais com o Botafogo. No entanto, a diferença de um mês entre as partidas de ida e volta, poderá não ser suficiente para dar um gás no Brasileirão.




No fim, outro ponto me parece importante: se no alto da tabela, temos poucos times lutando pelo título, na luta pelo rebaixamento são vários. A disputa é mais acirrada e difícil. Por isso, se São Paulo, Fluminense e Flamengo tiverem pernas firmes ao invés de bambas, mesmo vivendo a crise técnica, deverão permanecer na elite.

Dentre os três, hoje, eu considero o Fluminense em vantagem por ter um ambiente melhor, especialmente com sua torcida. Algo fundamental para que o jogador, dentro de campo, supere a crise técnica e os erros. Com uma pressão destemperada, os jogadores ficam ainda mais atordoados e as dificuldades só aumentam. Na luta contra o rebaixamento, mais vale a força mental, que se abalada, faz um elenco, mesmo bom como o do São Paulo, sucumbir. A conferir.

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TOQUES RÁPIDOS

Da série "perguntar não ofende": o que o Real Madrid tem a ver com a crise econômica e social da Espanha? Eu, hein...


Então, é isso, pessoal.

Até a próxima.

Fraternalmente,
Crys Bruno. 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A obra de arte Gareth Bale e o “FlaxFlu de Londres”.



"O Grito", quadro de Edvard Munch, o mais caro da arte, atualmente. E Gareth Bale, jogador galês, o mais caro jogador.
Arte: Crys Bruno.





77 milhões e meio de libras ou R$ 248 milhões de reais, é o valor da atual obra de arte mais cara do mundo: a pintura O Grito, do norueguês Edvard Munch. Considerada um marco do expressionismo, pintada no fim do século XIX, a obra aborda a angústia humana, mesmo num cenário solar, a vista do pôr-do-sol  na doca de Oslofjord, em Oslo.



85 milhões de libras ou R$ 302 milhões de reais, é o valor da maior negociação da história do futebol, anunciada hoje, pelo presidente do Real Madrid: o galês Gareth Bale, 24 anos, é a “obra de arte” mais cara, o novo galáctico do esporte bretão.



Diante de 30 mil torcedores, Bale se apresenta no Real Madrid e avisa: "Cristiano Ronaldo é o chefe. Eu venho ajudar."
Foto: AP



O britânico Gareth Bale nasceu na capital do País de Gales, Cardiff, em 16 de julho de 1989. Iniciou sua carreira num clube inglês, o Southampton, com impressionáveis 16 anos (por aqui, na Grã-Bretanha, sua carreira começa com 20 anos, em média). Em sua primeira temporada, já fazia parte das convocações da  seleção do seu país, o então lateral-esquerdo foi premiado como o jogador jovem do ano. Foi por isso que o Tottenham o contratou por cinco milhões de libras, em 2007.  


Gareth Bale, aos 16 anos, profissionalizou-se no Southampton. Nessa idade, também foi chamado para a Seleção.




Na temporada 2010-2011, por conta de uma série de contusões e desfalques no ataque do time, o então treinador dos Spurs, Harry Redknapp, posicionou Bale mais à frente e o galês iniciou assim uma temporada com lindos gols e assistências. Em 146 jogos pelo clube londrino, fez 60 gols. Nas duas últimas temporadas, foi eleito o melhor jogador do campeonato inglês e chega ao Real Madrid com números melhores que o então mais caro jogador, Cristiano Ronaldo, realizou na mesma Inglaterra, pelo Manchester United.



Por conta disso, as expectativas sobre Gareth Bale são altas tanto quanto seu valor. E se você acha que o futebol enlouqueceu e que Bale não vale 302 milhões de reais, lembre-se que existe um mundo ainda mais insadecido que consome futebol e idolatria e que movimenta um mercado bilionário. Lembre-se também de se perguntar se as pinturas milionárias de Picasso e Munch valem o valor dado. E não se esqueça que valor de mercado só existe no papel, que é o valor pago quem afirma o valor real.

Em 2009, Cristiano Ronaldo também superou o quadro mais caro da época, então "Nu, folhas e busto" de Picasso.


Por isso, a meu ver, se o Real Madrid pagou 76 milhões de euros( mais de 200 milhões de reais) por Zinedine Zidane, 92 milhões de euros para Cristiano Ronaldo ( 300 milhões de reais) e hoje, cerca de 100 milhões de euros por Gareth Bale, é porque eles mereceram, porque eles valem. Não pelo futebol em si, mas pela indústria trilionária do futebol e da idolatria. Louco não é o Real Madrid. Longe disso, aliás. Houve retorno com Zidane e Cristiano Ronaldo. Haverá com Bale.



OS PONTOS FORTES DE GARETH BALE:


Com físico privilegiado, no futebol de ritmo intenso como o jogado por aqui, sua resistência física e técnica no passe e, especialmente, no arremate – Bale tem um chute preciso a gol – são as características mais marcantes do galês. Isto aliado a um posicionamento dinâmico – como ex-lateral, Gareth também sabe marcar bem – e seu jogo agudo, sempre em direção ao gol adversário, fazem de Gareth Bale um dos maiores nomes da história do País de Gales, do Tottenham, e muito provavelmente, do Real Madrid.



Boa sorte ao rapaz de comportamento sóbrio, profissional dedicado e jogador de equipe, pelo momento de intensa felicidade, na realização do sonho em jogar num dos maiores clubes do mundo. Ao lado de Cristiano Ronaldo, Gareth Bale deverá oferecer ao Real Madrid um time que novamente despontará como um dos favoritos aos títulos da temporada, ao lado do Barcelona e Bayern de Munique. O futebol agradece.



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O “FLAXFLU” DE LONDRES: Arsenal x Tottenham Spurs.





Entrada do Estádio do Arsenal, em Londres: chegada tranquila para o clássico de maior rivalidade da cidade.





Arsenal x Tottenham Spurs fazem o maior clássico da capital inglesa e dividem uma das mais intensas rivalidades do futebol europeu.  



Conhecido como o clássico do norte de Londres, tudo começou quando o Arsenal, em 1913, time dos trabalhadores de uma fábrica de armas, mudou-se de Woolwich, sudeste da cidade, para Highbury, norte, fixando-se num estádio muito próximo do White Lane, casa do Tottenham Spurs, cujos torcedores receberam com repulsa os novos vizinhos.



A rivalidade ganhou proporção intensa quando em 1919, por conta da primeira guerra mundial, o campeonato inglês sofria mudanças. A primeira divisão deveria receber mais dois novos clubes, além dos que conquistaram o acesso. Chelsea e Tottenham deveriam ser rebaixados, por terem sido o penúltimo e último, respectivamente.




Mas em votação polêmica, a federação de futebol inglesa deu as vagas ao Chelsea, rebaixando o Tottenham, e ao invés de dar o acesso ao terceiro colocado da segunda divisão, o Barnley, escolheram o Arsenal para a disputa da série A. A história dessa votação polêmica que ascendeu o Arsenal e rebaixou o Tottenham, é contada com horror até hoje pelos fãs do Spurs. A explicação dos torcedores do Arsenal, no entanto, explica as razões da FA: assim como o Chelsea, o clube tinha sofrido baixas de jogadores que estavam servindo o país na guerra, o que sucitou a simpatia dos que votaram a favor do Arsenal.  


Times em campo: os vermelhos do norte, Arsenal, venceu os brancos do norte, Tottenham Spurs: 1x0.



Ontem, mais uma partida foi realizada pelos dois. E se já não bastasse o anúncio da perda de seu maior ídolo e melhor jogador, Gareth Bale, a torcida do Tottenham viu seu time perder para o Arsenal por 1x0.



Eu estive lá, ao lado de mais 60 mil torcedores. E ainda como convidada. Na “aba do chapéu” da indústria petrolífera, assisti uma partida de futebol no camarote pela primeira vez. Que loucura! (há,há). Já havia estado no Emirates Stadium, atual casa do Arsenal, na temporada passada, para assistir um empate sem graça e sem gol entre os Gunners e o Chelsea. Ontem, não.



Além de ter sido um jogo muito corrido e disputado, presenciei a atmosfera que envolve a rivalidade, naquele que é o maior clássico da cidade de Londres. Vindo de uma classificação convicente para a chave de grupos da Champions League, o Arsenal se impôs e numa partida excelente do tcheco Rosicky e do inglês, Walcott, bateu seu arquirrival por 1x0, gol do francês Giroud.



Um dos sagões num dos camarotes do Emirates Stadium: conforto que todo torcedor merece ter.





Hoje, os Gunners anunciaram a contratação do meia-atacante alemão, Mesut Ozil, por 42 milhões de Libras, junto ao Real Madrid. Um baita jogador. E todos esperam que Ozil traga ao Arsenal um espírito de campeão, para superar a maior crítica feita ao time nos últimos anos: a de que os jogadores são acomodados, sem ambição de brigar por títulos.



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TÁ ROLANDO NO BRASIL...


Kaká volta ao Milan. Um dos destaques do último dia para transferência, na Europa.
Foto: Reuters.



- Kaká retornou para o Milan, de onde nunca deveria ter saído. Li há pouco, no twitter, o jornalista André Plihal comentando que o Milan é ruim e ele não sabe “se Kaká ainda consegue carregar um time nas costas”. Algum dia, Kaká carregou? Eu, hein...



- Segundo torcedor vascaíno que reside próximo ao Mineirão, o preço do ingresso da torcida visitante custava R$ 120,00 reais. E o torcedor do Cruzeiro não pagou menos de R$ 70,00 reais para assistir Cruzeiro 5x3 Vasco. Extorsão é pouco!




- E Fred, hein? Cismou em bater uma falta, que nunca foi característica do seu jogo, mesmo tendo ao lado especialistas como Sóbis e Wagner, e se contundiu gravemente. Vai entender...




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INTERESSANTE...

Frank Ribery corre em direção a Pepe Guardiola em comemoração ao gol contra o Chelsea de José Mourinho.
Foto: Getty Images



- Ribery, eleito o melhor jogador europeu, marcou um gol para o Bayern de Munique sobre o Chelsea, na conquista da Super Copa da Europa (campeão da Champions x campeão da Liga Euro), e correu enlouquecido para abraçar seu treinador, Pepe Guardiola, que chegou ao clube alemão “ontem”. O craque francês, após a partida, explicou o gesto: “- Dediquei o gol a ele, Guardiola, e contra o José Mourinho (atualmente treinador do Chelsea).”  Para bom entendedor...



Então, é isso, pessoal.


Abraços,
Fraternalmente,
Crys Bruno.