segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Em que mundo os jogadores do Fluminense estão?

Jogadores do Fluminense na hora do gol do Santos: apatia por 90 minutos.
Foto: Celio Messias.


O que falar sobre o que vimos ontem? Como entender aquela apatia? Como explicar aquele descomprometimento diante de uma queda para a Série B? Não sei.


Poderia falar com a revolta que me toma a alma. Em que mundo os jogadores do Fluminense estão? Passaram o ano de 2013 "sentados em campo"... E desde julho, estão na zona do rebaixamento, lidando com isso como obra do acaso "porque fomos campeões ano passado"...





Rhayner participa do protesto dos jogadores: durante o jogo, nada fez.
Foto: Celio Messias.



Deveria falar com a indignação que me assombra. Ser derrotado para o Santos deveria ser natural, mas não com os jogadores do Fluminense jogando com uma apatia e descomprometimento, como se a vitória sobre o São Paulo tivesse salvado o time do rebaixamento. Volto a perguntar:  em que mundo os jogadores do Fluminense estão?


Salvo Diego Cavalieri, o time encenou um teatro de horror. E o pior? Não podemos chiar... Dependemos deles para não sofrer a vergonha de um rebaixamento. 


E reclamar, "jogar ovo", xingar, vaiar, não cabe num momento como esse, porque "as meninas" podem se sentir "melindradas", perdendo ainda mais o moral e a motivação e definir o NOSSO FLUMINENSE, não o Fluminense deles, na Série B.


Não é terrível? 


@@@
Toques Rápidos:

- O que fazem Rhayner e Anderson com a camisa do time profissional do Fluminense? Quem foi o responsável para a contratação desses dois? 

- Dorival, ontem, foi tão ruim quando os passes do Rhayner...

Dorival, técnico tricolor, observa o time em campo: escalação e substituições muito ruins.
Foto: Nelson Perez\FluminenseOficial


- E para o teatro de horror ficar completo, a "ajuda" do técnico. O que passa na cabeça desses treinadores brasileiros? Então, seu time está perdendo, está apático, não cria uma jogada, não acerta três passes, e você tira um atacante e coloca um volante precisando vencer? Ou empatar, se a ideia era essa... 


- E para o teatro de horror ficar completo, a "ajuda" do técnico, parte 2: ele tirou do time Rafael Sóbis e deixou Rhayner em campo????????? Foi isso mesmo?????????????????? Ou Sóbis sentiu alguma contusão??? Juro que tentei ler algo a respeito, mas nada ainda encontrei...


Você pode até dizer para mim que Jean, Wagner e Sobis não jogaram nada. Não mesmo. Aliás, a partida muito ruim deles explica a partida ruim do time inteiro, porque por pior que possa parecer, são deles que se pode esperar alguma coisa... 


Caso contrário, o Fluminense não tem mais nada em campo. Mas como ouvimos o ano inteiro "torcedores baba-ovo" dizerem: "ganhamos o Brasileirão jogando assim." Ou a diretoria: "Está dentro do planejamento, temos um elenco excelente."


Bem, agora é acalmar os ânimos, recobrar as forças tão humilhadas por esses jogadores na derrota de ontem, e lembrar que o Fluminense precisa do nosso apoio, sábado, às 19h30m, contra o Galo, no Maracanã. É o que nos cabe fazer. 


Que, diferentemente daqueles jogadores e diretoria, cumpramos com nosso papel nesse momento que nossa cobrança e indignação não acrescentarão nada. Cobrar, agora, é deixar a vaca no brejo...E "a vaca" é o nosso Fluminense, é a nossa paixão, não o jogador "a", "b", presidente "c", diretor "d"...Não! 


Por isso, eu peço a todos: AO MARACANÃ!


@@@
SÓ COMO REGISTRO: A ENTREGA DO CRUZEIRO PARA O VASCO...


A vitória do Vasco foi inconteste. A entrega do resultado pelo Cruzeiro, também. O fato do Julio Batista ter "se distraído" e "implorado" ao jogador do Vasco para eles fazerem "logo outro gol" é lamentável e desmoralizante. E que bom que seja. MAS... é bobagem achar que isso não acontece. 

Os jogadores do Cruzeiro não tinham nem mais obrigação nenhuma sequer de entrar em campo, o relaxamento é natural, a entrega do resultado, não. Mas... é bobagem achar que isso não acontece.

Anos atrás, por exemplo, o então goleiro do Corinthians, Felipe, sequer pulou no penalti cobrado pelo Flamengo, que ao vencer, impediria a chance de título do São Paulo; o Grêmio escalou o time reserva para prejudicar o Internacional, contra o mesmo Flamengo. 


Criciúma e Atlético-PR quase sentaram em campo anos atrás, empatando o jogo que salvava o time dos carvoeiros. 

Joel Santana, aos risos, escalou o terceiro goleiro do Flamengo contra o Bahia, no Rio, para perder e o Fluminense ser rebaixado, jogo que de forma inédita, teve um zagueiro rubro-negro expulso aos 13 minutos do primeiro tempo...


E para não dizer que não falei do Fluminense... ano passado, o time, já campeão, jogou sério com o Sport-PE. Disseram que era porque o clube tinha "amigos" no Timbu, que se salvou do rebaixamento, rebaixando o arquirrival.


A lista é imensa. Por isso, o importante de chiar, é não aceitarmos nunca essa ato sujo e anti-esportivo. 


No entanto, se com provas já fica difícil punir em nosso país, imagine sem provas. E, por fim: azar dos que dependiam daquele resultado...


Abraços,
fraternalmente,
Crys Bruno.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Cristiano Ronaldo e a Bola de Ouro.

Cristiano Ronaldo, atacante português, na vitória sobre a Suécia: "Eu estou aqui", disse.
Foto: AFP

Oi, pessoal.

Portugal é, sem dúvida, minha segunda pátria, ao lado da Itália. Pátrias que, ao lado do Brasil, formam uma tríade de minhas raízes. 


Naturalmente, por conta disso, torço sempre a favor das seleções Brasileira, Italiana e Portuguesa. Foi assim, dias atrás, quando Portugal foi a Estocolmo com a vantagem de 1x0, decidir uma vaga na Copa do Mundo da sua mais bela conquista, o Brasil.


Mas, não tenho muita simpatia por Cristiano Ronaldo. Dentro de campo, um dos dez maiores atacantes que vi jogar; fora dele, um imbecil. 


Esse grande talento de alma pequena me reporta o notável escritor português, Fernando Pessoa, que bem descreveu que tudo valia a pena se a alma não fosse pequena. Cristiano Ronaldo tem alma pequena. 



Um dos maiores artilheiros do mundo, atualmente, CR7 comemora mais um gol pelo seu clube, o Real Madrid.
Foto: Real Madrid\Oficial


Alma pequena como de todo aquele que inveja. Poucos sentimentos escurecem e apequenam tanto nosso ser quanto a inveja. E como Cristiano Ronaldo inveja Lionel Messi. Que obsessão! E sem precisar, o que é pior e agrava essa natureza torpe do invejoso.


É triste porque adoro o futebol dele. Adoro vê-lo jogar. Que atacante completo! Sua finalização, cabeceio, passe, deslocamentos. Toda técnica e fundamentos da posição, ele possui. Dizem até, seus companheiros, que CR7 seja um cara bom sujeito. Eu acredito. 


CR7, com Messi olhando, sorri, após marcar um gol e colocar o Real em vantagem no El Clasico espanhol.
Foto: A Marca. Esp



Mas quando o assunto passa ser o que, Cristiano Ronaldo, merece, logo ele invoca o nome de Lionel Messi, sem necessidade, como se o mundo o fosse injusto e conspirasse contra ele por apontar o jogador do Barcelona o mais extraordinário do momento.



O que mais me incomoda nesse comportamento do atacante português é a certeza de que ele não consegue ser feliz, sentir as alegrias da suas realizações, como todo o invejoso. Lembra-me a relação de Antonio Salieri com Mozart, retratado no filme, "Amadeus"...


Não é triste? Um cara do talento dele, que joga no Real Madrid, que é querido, idolatrado, prestigiado pelos colegas... Não é feliz, gente... não curte isso porque a inveja, essa erva daninha, derrama lôdo no campo da sua alma. Uma pena.


Para piorar, essa incansável,  abusiva e ridícula campanha do pessoal do seu marketing em, aproveitar-se da lesão de Messi, para convencer a FIFA "em fazer justiça" e dar a Cristiano Ronaldo a bendita Bola de Ouro.

Quanta bobagem... Que "lobby" mais desproporcional! E enjoativo.


Pessoal, o prêmio é resultado da votação entre técnicos, capitães das seleções e jornalistas. E, historicamente, quem se destaca na Liga dos Campeões e a conquista, leva grande vantagem. 



Frank Ribery dá a volta olímpica em Wembley com a Taça dos Campeões: francês é o favorito à Bola de Ouro.
Foto: Henkel-Pott



Por isso, Frank Ribery, do Bayern de Munique, sem pompas, "chiadeirinhas", marketing e aifns, leva a minha torcida para conquistar a Bola de Ouro de 2013. Porque a Bola de Ouro não é para um artilheiro de alma pequena, a Bola de Ouro é para para um campeão.


E como nos ensinara nos ensinara o filósofo romano, Sêneca: "Evitamos a inveja se guardarmos as alegrias para nós próprios."


Vença sua inveja, Cristiano. Esqueça Lionel Messi e seja feliz, como merece ser ! Você não nasceu para ser um Salieri e sim, um dos maiores atacantes de todos os tempos. Isso não é pouco, Cristiano. Não é...



@@@

Abraços, pessoal!
Fraternalmente,
Crys Bruno.


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Lágrimas

Elias marca na estupenda vitória do Botafogo sobre o Atlético-PR: 4x0.
Foto: Botafogo Oficial
Montagem: Crys Bruno.

O CHORO DE ELIAS

E de repente você consegue se tornar um jogador profissional de futebol...

E de repente o primeiro grande clube é o Botofogo...

E de repente você faz parte do time que faz a melhor campanha do Botafogo há quase vinte anos...

E de repente, nas rodadas finais, por conta de uma derrota para o Internacional, em Porto Alegre, você é recebido à ovadas por "seu torcedor"...

Então, após ser campeão carioca com folga e realizar um campeonato brasileiro SEMPRE entre os primeiros, o público do Maracanã, para o jogo contra um adversário direto e difícil, na luta por uma vaga na Libertadores, "INSONHÁVEL" para qualquer alvinegro, não chega a quinze mil pagantes, enquanto Vasco e Fluminense, que disputam para não ser rebaixados, colocam 50 e 40 mil, respectivamente.

E de repente você descobre que o a torcida do Botafogo não merece ser tratada como torcida de um clube grande... E chora.

"Assinado: Elias."


@@@
O CHORO DO ROBERTO

Roberto, goleiro da Ponte Preta: vitória no Morumbazo.
Foto: Ivan Pacheco.


- Trabalhei muito para estar aqui. Só eu sei o que passei para estar aqui , foi assim que o goleiro da Ponte Preta, o ex-jogador vascaíno, Roberto, explicou seu choro emocionado entre a dor física e a frustração de desfalcar a sua equipe no próximo jogo, de volta, pela semi-final da Sul-Americana.


"- Vai ter que dar, nem penso nessa possibilidade. Vai ter que dar", concluiu o goleiro, ainda no gramado do Morumbi, logo após o apito final da épica vitória de 3 a 1 sobre o São Paulo, à Fox Sports.


Eu não podia deixar de comentar esses dois momentos, em poucos dias, no auge da era em que muitas vezes, nós, torcedores, somos ingratos e muito críticos cm os jogadores profissionais, a quem costumamos afirmar, não raro, que sejam mercenários, que não tem amor ao clube, e etc. 

Em parte, "o não ter amor ao clube" é muito correto, no entanto, credito hoje isso a própria degradação administrativo do mesmo e não ao jogador. 


A questão de chamar de mercenário considero grave. Muito mais nossa pequenez do que uma realidade, já que esses profissionais trabalham pela mesma finalidade que a nossa: o auto-sustento, o pagamento das contas, pôr comida em casa... 


Assim, nesse sentido, o que vejo mais é o jogador tendo que conviver com as mentiras dos nossos dirigentes, com os grilhões das táticas dos treinadores e a soberba da preparação física que os tratam feito máquinas, dependentes do trabalho dos agentes e empresários para ter um emprego, um clube, para que se abra uma porta.

As lágrimas de Elias e Roberto me disseram muito. Senti-me tocada. 

Desejo sorte aos dois, pronta recuperação ao Roberto e uma torcida de clube grande para Elias.

Abraços, pessoal

Fraternalmente,
Crys Bruno. 

OBS: O Uruguai vem aí e o bicho vai pegar! (#prontofalei! rs).