domingo, 5 de junho de 2016

Desanimador

Levir observa o jogo: Fluminense foi um time que só se comprometeu a marcar.
Foto: Fluminense F.C. 

Oi, pessoal.


Desanimador. O time de Levir, campeão da Primeira Liga, que nos empolgou com seu espírito ofensivo, praticamente não existe mais. 

Algumas vezes, em alguns minutos, seu vulto reaparece, mas logo some e nos deixa o Fluminense dos últimos três anos: um time sem criatividade e empenhado mais em não perder do que vencer.


Desanimador. Levir retrocedeu. Arregou. E sua escalação prova isso: três volantes com dois centroavantes é uma dose cavalar de incoerência que até meu sobrinho de quatro anos sabe que não se escala um time com jogadores assim.


Escrevi sobre o retrocesso do nosso treinador recentemente para o Panorama Tricolor (Confira aqui ), e após três partidas, desde então, ouso afirmar que, para um time que quer está no G4 e até brigar pelo título, está quase tudo errado. 


No geral, um time que almeja o G4 não pode sofrer para vencer o Botafogo, nem para empatar com um desmantelado Atlético-MG nem comparar um jogo contra a Chapecoense  como "Jogo de Libertadores", seja onde forem essas partidas e muito me preocupa essa mudança de mentalidade, essas sinalizações, porque coloca o Fluminense no núcleo dos medíocres.


Cícero disputa a bola aérea: volante marcou um gol mas não valeu.
Até agora não me convenci que ele estava impedido.
Mas, na dúvida, são 99% as chances do apito marcar contra o Flu.
Foto: Fluminense F.C.


Eu tenho assistido jogos de outros times e o Brasileirão, desse ano, novamente vai prestigiar o time mais agressivo, com mais espírito de ataque, com gana pela vitória. Apostei em Levir para nos dar isso, porque sempre foi a característica de seus times, mas o técnico se mostra inseguro e apela, sim, APELA, para uma escalação absurda. 


Um time com três volantes e dois centroavantes não tem sentido prático nenhum! Não se encaixa e se equilibra um time de futebol assim. Vale ressaltar que nem estou criticando apenas a postura "defensivista" excessiva contra times que, no mínimo, são do mesmo nível que o nosso, porque vi muitos times campeões jogando na retranca (especialmente em torneios e mata-mata), mas nunca vi um time campeão jogando com três volantes e dois centroavantes. Nunca!


Entendo que o elenco é desajustado, não temos lateral-esquerdo, temos só Osvaldo de atacante de velocidade (agora o Maranhão), não temos um meia de criação (Cícero é um segundo volante de chegada excelente, mas precisa de um primeiro volante ágil ao lado para completá-lo), mas nada justifica essa escalação.


Desanimador. Agora é esperar que os três reforços deslanchem, entrem de titular logo nesse time para encaixar e equilibrar, independente da tática, 4-4-2, 4-3-3, 3-50-500, o Fluminense precisa ter um time de futebol: especialmente com volantes na cabeça-da-área, meias na criação, atacantes no ataque. Isso não pode nunca ser pedir demais!


Levir, volte a ser Levir!  Porque esse Levir das últimas rodadas está desanimador. 


::Toques Rápidos::


Fred recua junto com o time e tenta o passe.
Nesse esquema não dá para esperar nem cobrar nada da dupla de atacantes.
Foto: Fluminense F.C.



-  É muito bom ver Jonathan e Henrique dando melhora na marcação do nosso setor defensivo. Ontem, novamente, eles fizeram uma partida excelente. Isso faz com que Gum também cresça, até porque não precisa cobrir lateral e, com Edson mais plantado, nem sair atabalhoado no corpo dos adversários.

- Edson é um marcador que deveria ser proibido de passar do meio-campo. 

- Giovanni é um jogador que deveria ser proibido de jogar no Fluminense. Ainda assim, querer me convencer que Wellington Silva e Pierre são desfalques, não dá!

-  Cícero não é meia-armador. Cícero é o segundo volante com o melhor recurso técnico jogando no Brasil. Ele deve ser o Modric, o Kross, o cara da saída de bola por dentro, distribuindo o jogo vindo de trás, em linha reta. Cícero joga em linha reta. É o movimento dele (quando se movimenta, verdade). Um meia de criação joga em X, cai pelos lados, não é um movimento só vertical como um volante e os laterais. 

- É bom ver uma partida em que o Cavalieri não é exigido... Ao menos, um alívio.

- Richarlison é centroavante e está sendo prejudicado. Inclusive quando o jogo fica mais aberto, como acontece no segundo tempo e se tem mais espaços, ele nunca está porque já foi substituído, injustamente, porque o  problema está no meio campo. Melhor ser reserva assim do que ser queimado. Sem pressa.

- Espero em breve assistir um time melhor escalado, com Douglas de primeiro volante ao lado de Cícero e um quarteto ofensivo que se encaixe com Dudu, Scarpa, Maranhão e Fred. Isso porque com essa escalação que estamos jogando atualmente, o máximo que o Fluminense vai conseguir, é ficar em décimo.


Abraços,
bom domingo a todos,
fraternalmente,
Crys Bruno.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Derrota anunciada

Levir joga a bola para o time do Palmeiras: escalação foi determinante para atrair a derrota.
Foto: Mauro Horita\GE

Oi, pessoal.


Desde a terça-feira, quando soubemos que o time titular vinha com Edson, mais um "volante sem passe", além de Pierre, desanimei. A escolha por um meio-campo (setor mais importante de um time) lento e sem criatividade foi como anunciar ou pedir a derrota.

Vamos lá: muitos torcedores podem achar que Cícero pode ser o 10, um Conca, o armador. Levir, não. Levir tem que saber que Cícero é um segundo volante com qualidade no passe e, embora lento, precisa que o primeiro volante seja ágil para completá-lo. É como Fred ou todo centroavante precisa de outro atacante de velocidade. Ou como sabemos ser desastroso escalar dois zagueiros lentos e pesados.


É assim na cabeça-de-área também. Com um agravante: trata-se do setor cerebral de um time. Com Pierre, Edson e Cícero (já que Osvaldo e Scarpa foram jogadores de lado de campo), pouco ou quase nada podíamos fazer com a bola. Pouco ou quase nada eu esperava do time. 


Nem melhorias na marcação um meio com Pierre e Edson consegue porque falhará num momento, já que atrai demais o adversário, não suportando muito tempo de pressão. Algo usado pelos italianos, mas eles sempre tiveram em seus jogadores defensivos, jogadores ímpares em categoria, ao contrário do Brasil. Levir me decepcionou. Até no seu forte,as entrevistas, ele me decepcionou.


Para quem não assistiu a partida e ouviu sua coletiva pós-jogo, imaginou que o Fluminense perdeu porque não aproveitou as chances de gol que teve. Mentira. O Fluminense perdeu porque quis atrair o adversário, deu campo para seu domínio, jogando por uma bola num contra-ataque. Nenhuma posse de bola trabalhada, marcação ofensiva, criação. Nenhuma. Nada! O Fluminense jogou como um time apequenado, retraído, que almeja achar um gol. Decepcionante.


A derrota anunciada na escalação se concretizou. Levir "Drubsckou". Que sirva de lição ao técnico que chegou a apostar no espírito ofensivo, mas cedeu ao "retranqueirismo" que só funciona numa circunstância de jogo, ou nos minutos finais, ou iniciais, mas nunca como proposta para 90 minutos. Levir Culpi, ontem, foi Enderson, Eduardo Baptista. Não pode. Não deve. E espero que não se repita mais.


Domingo, às 16h, enfrentaremos o Botafogo. Para vencer o primeiro clássico nesse ano é preciso querer vencer, escalando, no mínimo, um meio-campo com cérebro. Porque não adianta ter dois volantes brucutus que com a bola não sabem passar, igualmente não adianta ter um volante com bom passe (Cícero) sem opção na frente.


Ainda aposto mais na escalação com o trio ofensivo e sem a dupla Pierre e Edson, da vitória na estreia do Brasileiro. É o mínimo. E será mais a cara de Levir. Para que ele não seja, em mais uma partida, "um burro" sem sorte.

A conferir.

Abraços,
fraternalmente,
Crys Bruno.

domingo, 22 de maio de 2016

Alegria roubada

Gum marca seu gol em partida que o árbitro baiano Jaílson Macedo nos tirou a alegria e a vitória.
Foto: Lancenet


Oi, pessoal.

Após desperdiçar todo o primeiro tempo quando não conseguiu jogar bem nem ameaçar o adversário, nosso time retornou para o segundo com Gérson no lugar de Richarlison para povoar o meio-campo, completamente dominado na primeira etapa.

Richarlison é um jogador de área e enfrentando uma retranca, ficou sem espaço e não conseguiu encaixar seu jogo como gostaria. A substituição não me agradou porque Gérson (que eu gosto muito pelo talento) não garantiria que o meio subisse a marcação. Precisávamos adiantar o meio-campo mais do que povoá-lo. 

O Santa marcou seu gol aos sete minutos e, graças a categoria e treinamento de Scarpa, empatamos numa falta, virando o jogo logo depois, num escanteio. Foi o que conseguimos fazer no jogo todo. Era pouco, muito aquém, mas o suficiente. 

Em nenhum momento dominamos a partida ou ameaçamos o adversário com intensidade. Mas estávamos a frente no placar e naquela altura conseguia-se também segurar o Santa Cruz. Até que o árbitro, que após nossa virada, marcava tudo, tudo, tudo, especialmente nosso contra-ataque, inventou um pênalti absurdo e já nos minutos finais do jogo, o que nos impediu de buscar o terceiro.

Alegria roubada pelo senhor Jaílson, vitória furtada de forma grotesca, repetindo o ano passado onde nas primeiras rodadas igualmente tivemos graves erros dos homens de preto, erros que determinam o resultado. Lembram-se?

É por isso que precisamos melhorar nosso futebol ainda mais, diminuindo assim a margem de possibilidade para que o apito inimigo nos garfe. Não raro ou até muito comum, a má vontade da arbitragem consegue sempre nos tirar pontos. Num campeonato nivelado, isso é determinante. E não é choro nem mimimi, é mesmo mera constatação. 


Por isso que brigo pela qualidade do nosso jogo, nosso rendimento. Ontem, infelizmente, desperdiçamos 45 minutos. O primeiro tempo todo nulo e até sofrendo pressão do adversário. Não pode. Com isso, também damos vazão para que o apito inimigo nos prejudique. Fica a lição. 


Próxima quarta-feira, diante do Palmeiras, em São Paulo, é tentar recuperar a alegria e os pontos roubados dessa segunda rodada. O espírito tem que ser esse! 


::Toques Rápidos::

- A cada competição e ano, a SporTV se supera quando o assunto é Fluminense. Ontem, na transmissão, eles quiseram comparar um lance de impedimento que originou um escanteio com um pênalti inventado para o adversário. Essa turma da Globo costuma ser grosseira com a gente. E igualmente desprezível.

- Pierre é um profissional muito dedicado e tudo, mas não pode ser titular do time. Não sei se Edson vai ser negociado, se há algo para ele não completar sete partidas. O que seria um erro atrás de outro. Cícero e a dupla de zaga precisam que o primeiro volante seja mais ágil. Pierre é excelente na composição do elenco, não como titular.

- Maranhão foi confirmado. E tudo que eu peço é que ele consiga errar menos que Osvaldo e Marcos Jr. Esse último, ontem, teve a bola do terceiro gol, mas como na maioria das vezes, fez a jogada errada. 

- Ao "Palestra Itália" para vencer, Fluzão! 

Bom domingo a todos,
fraternalmente,
Crys Bruno.