segunda-feira, 27 de julho de 2015

Interferência externa (por Henrique Motta).



Jogadores do Fluminense não acreditam que após confirmar o gol, árbitro e bandeirinha voltaram atrás do nada.
Foto: Reprodução\SporTV


Detesto escrever sobre arbitragem, mas, com toda certeza, hoje é praticamente impossível não “perder” meu tempo falando sobre apito. Fomos assaltados na casa da simpática Chapecoense.


O jogo de ontem teve uma particularidade, pois tudo que se ouve da imprensa, - gente falando sobre correção ou não do juiz, etc – vai de encontro ao que realmente deveria ser discutido.

Interferência externa. Não falaria de arbitragem caso o Flu tivesse perdido em decorrência de erros comuns, por mais absurdos que pudessem ser. Não existe nada mais enfadonho que discutir atuação de um “apitador” brasileiro.

Mas ontem o ponto ELETRÔNICO decidiu a partida. Opa! Jogo decidido de forma externa? Eletrônica? Sim. E ninguém foi preso. Conversando com um grande representante do Flu na mídia, este me explicou que não temos provas.

Mas se o juiz apontou para o meio e o bandeira correu confirmando, o que mais precisamos para provar que houve interferência?Os caras mudaram de ideia em fração de segundos. No entanto o que mais me intriga não é a dificuldade em angariar provas.


Não ter provas ou não consegui-las tudo bem, mas ninguém questionar, levantar o assunto, pressionar? Não entendo.Por que ninguém do clube – da imprensa não espero mesmo – comentou tal acontecimento, a clara  interferência?

Muito me revolta a passividade de todos. O jogo de ontem  lembrou um lance da copa de 2010. Lampard – acho que foi ele - bate uma bola de fora da área, toca no travessão e cai dentro do gol.

Contudo, a bola bateu dentro e voltou. Juiz mandou seguir o jogo, como se a bola não tivesse entrado. Mas, e daí? Daí que após este lance, amigo, inúmeras discussões surgiram.

“- As imagens deveriam alterar o resultado do jogo?”

“ - A bola deveria ter chip??”

Foram dias de debate. Meses eu diria. No jogo do Flu? Nada. Não li ou ouvi bulhufas sobre o assalto sofrido pelo fundador da Seleção Brasileira. Uma vergonha.

O Fluminense merece respeito. Absolutamente NINGUÉM, até o presente momento, questionou a CLARA interferência de alguém sem poderes para tal.

Caso, no jogo citado da copa de 2010, o juiz tivesse mudado de ideia e dado gol à Inglaterra de Lampard, seria um “barata voa” jamais visto. Haveria uma revolução no futebol.

O lance do gol do Marcos Junior deveria ser discutido da mesma forma, levantando o assunto sobre pontos eletrônicos decidirem uma partida de futebol. O juiz voltou atrás após instantes da decisão conjunta dele com o bandeira.

Acredito que abriram um perigoso precedente. Lamentável e surpreendente a falta de debates sobre a questão. Vamos debater sobre isso, tricolores? As redes sociais têm força. Seriam um ótimo instrumento.


Desabafo feito. Vamos ao jogo.



Embora tenha tido “controle” da partida, vi um Fluminense “achando” que a qualquer momento decidiria. Gols perdidos de forma estranha, com toque de displicência eu diria.

Boa atuação de Marcos Junior. Lutou e jogou mais uma vez como um veterano.

Indo de encontro à opinião do nosso técnico, não gostei do Osvaldo. Até teve boa movimentação, mas espero muito mais dele. Gostaria de vê-lo atuando mais pelo lado esquerdo e com mais confiança.

Gérson fez muita falta, ficou claro que mesmo mal posicionado, sua qualidade agrega demais.

Por falar em Enderson, quando irá colocar o Marlon no time? Acho que já passou da hora.

Breno Lopes: estava correndo de calça jeans. O zagueiro Henrique mostrou ser amigo de nosso lateral e o emprestou sua calça. Como corre para não chegar. Muito lento. Já ouvi e li tricolores exaltando a atuação do Breno ontem. Acho que vi outro jogo.

Fiquei com uma pulga atrás da orelha com a não comemoração do Edson. Espero que seja apenas pelo erro que cometera momentos antes do seu gol.

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!!Dois toques!!

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Depois da desculpa ridícula do diretor do tal programa da SPORTV – eu disse programa? Mil desculpas -  seu apresentador mudou de estratégia. Faz o que quer com o nome do Fluminense usando de ironia, como estivesse elogiando. Mostra claramente que não está nem um pouco preocupado.

Uma "peninha"... Espero que sua punição venha dos tribunais. Torço, de verdade, para que um desses torcedores mais exaltados e sem limites não faça besteira e acabe agredindo ou fazendo coisa pior com  o apresentador em questão, pois este anda exagerando na TV, redes sociais, etc.

Com paixão não se brinca.


Ronaldinho treina pela 1° vez no Flu
Foto: André Durão

Com erros absurdos ou não, inadmissível duas derrotas para Vasco e Chapecoense. Espero que a recuperação venha sábado. Não podemos sequer pensar em perder pontos.

Ronaldinho deve estrear e assim espero que aconteça. Vamos com tudo para cima do Grêmio.

Vencer ou vencer. Jogo duríssimo.

Abraços tricolores,
Henrique Motta.



sábado, 25 de julho de 2015

Para se manter no G4






Oi, pessoal.

O Pré-Jogo, em áudio, com a participação do parceirão Henrique Motta, e também, minha palinha em texto. É só escolher! (Risos).

PS: Foto do Cava, em homenagem à querida Tayná, que me dá maior força e é fanzoca do nosso arqueiro! rs

Saudações Tricolores!

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PARA SE MANTER NO G4


Nesse domingo nosso Tricolor estreará no horário das onze da matina! Por isso, meu pré-jogo vem nesse agradável sábado a noite, testando um horário tão quanto difícil para a leitura, por razões óbvias, em regra.

Brincadeiras à parte, porque será uma partida difícil: a Chapecoense tem feito uma campeonato muito bom, mérito do ex-tricolor, Vinícius Eutrópio (que teve passagem elogiável aqui em Portugal, pelo Estoril). 

Assisti duas partidas deles: contra o Sport-RE e Palmeiras, e achei o time muito bem arrumadinho, com Camilo(que não jogará), Tiago Luís e Bruno Rangel como destaques, tem o Apodi que apoia muito bem, o Neto, que é um zagueiro muito seguro, enfim, é osso duro de roer! 

Mas roeremos o osso e espero que sem engasgar! (Risos). Para isso, contamos com artilharia pesada, já que Osvaldo, que deve ser aproveitado caindo pela esquerda, onde ele rende mais, Gustavo Scarpa e Marcos Jr, serão responsáveis pela transição do time e para municiar o maior artilheiro do Brasil, "Don Fredon".


Embora recebendo certo elogio de um e outro, Marcos Jr centralizado é um equívoco total, ainda mais quando se tem meias como Gérson e, no caso de amanhã, Gustavo Scarpa. Mas, entendo a escolha do Enderson de colocá-lo ali, com lá certas razões. 


Gustavo Scarpa, no treino: esperança de mais um grande jogo.


A primeira, o meio-campo costuma estar muito povoado e ser o espaço do campo do "bololô", onde você marca e embola mais que cria e consegue espaço para criação. Nessa leutira, entende-se porque ele põe um armador aberto pela ponta, caso do Gérson, por entender que nesse lugar do campo, o menino terá mais espaço para criar.


Entendo mas não concordo. Amanhã, então, é jogo de contra-ataque, a Chapecó, como os times que vi do Eutrópio, gostam de jogar, dão campo, praticam futebol e não, retranca. Se vir amanhã retranca num 0x0, vai ser surpreendente! Então, é jogo para abrir os pontas nas pontas, e deixar com Jean e Gustavo  a saída de bola.


No setor defensivo, Enderson escolhe manter a zaga, Antonio Carlos e Gum, criticados contra o Vasco. De forma um pouco exagerada, embora compreensível. Exagerada porque a zaga ficou exposta novamente por conta de atuações muito ruins e comprometedoras dos volantes, em especial, Edson, que abdicou da sua função que é proteger e cobrir os zagueiros, para se lançar ao ataque.


Por isso, nesse domingo, Enderson deverá chamar a atenção do nosso camisa 8 e, já que Wellington Silva tem velocidade e apoia bastante, segurar o Breno Lopes, que me deixou boa impressão quando enfrentou o Coritiba. 

Com isso, o camisa 26 do time precisará se segurar um pouco mais para dar tempo da recomposição já que é mais lento que o Wellington. Assim, conseguiremos não abrir espaços na defesa, mantendo a casinha bem compactada.



Cava era dúvida mas está confirmado no gol Tricolor.
Outro ponto importante para amanhã é o nosso Cavalieri! Fui pesquisar sobre os treinadores e vi que Marcos Leme já não está mais no Flu. O clube conta com André Carvalho, que é da casa e Diego Cavalieri  gosta de trabalhar com ele, e Aílton Serafim que vem de Minas e, igualmente, tem trabalhos elogiáveis por onde passou.

O que está havendo com o nosso camisa 12? Sair do gol em bolas cruzadas nunca foi o forte dos nossos goleiros e, igualmente, não é do Diego. Isso, aliás, ouso afirmar, foi determinante para que ele não tivesse, principalmente, no Liverpool, a carreira brilhante que quase todos apostaram. Mas, não sair nunca?? Pregar-se no gol?? 



Está havendo um problema que pode e deve ser resolvido "para ontem!" Conto com os profissionais no clube e com a dedicação do Cavalieri para não se deixar enferrujar assim. Precisamos muito dele bem. E ele não está. Que, em Chapecó, seja o goleiro que impõe respeito de sempre. E, apesar de ter se machucado durante a semana de treinos, busque sair mais do gol, ajudando como pode e deve. 


Então, está marcado: às 11 da manhã desse domingo, Fluzão estará em campo na Arena do Condá, brigando para se manter no G4. E nada mais importa! (Risos). Avante, Fluzão! À vitória!


Abraços, 
fraternalmente,
Crys Bruno.

Imagens: Fluminense F.C.






segunda-feira, 20 de julho de 2015

Derrota surreal (por Henrique Motta)

Enderson observa o jogo: treinador se atrapalhou nas susbstituições.



Olá, tricolores!

Jogo do Fluminense é da seguinte forma: Vitórias épicas e derrotas surreais. O jogo de ontem foi surreal. O Flu levou gols em seus melhores momentos na partida. Faz parte.

Acredito que as festas, provocações, tenham mexido com a cabeça dos jogadores. Impressionante como nossa parte defensiva se livrava da bola. O time não saía jogando nem por um decreto.

E nessas horas, amigo, os 4-2-3-1 da vida não explicam absolutamente nada. Entre uma pixotada e outra de nossa zaga, o tricolor olhava para o banco de reservas tentando enxergar alguém que pudesse acalmar os chutões:

- O Marlon está doente? Não foi relacionado?

Nada disso. Nosso zagueiro estava como opção no banco. Ele detesta chutões.

O professor Enderson Moreira, que faz excelente campanha comandando o Flu, abusou das “Cristovadas” no jogo de ontem.

Além de deixar Marlon no banco contra um ataque veloz, substituiu muito mal. Trocar um jogador de meio campo por atacante é arrancar o cérebro de um time.

Resultado? Um bando de atacantes correndo sem rumo. O próprio EM deve ter notado o erro e lançou Higor Leite. Tarde demais.

O jogador de meio campo substituído foi Gérson. Craque. Enderson, não podemos abrir mão da genialidade. As chances de reação, de uma jogada diferente em um jogo tão truncado, foram embora junto com o Gérson.

Muita injustiça jogar o cara para a lateral do campo e, todo jogo, por baixo rendimento devido a tal posicionamento, substituí-lo.


A estréia do Osvaldo mostra claramente que aquele papo de scout, velocidade, era pura “conversa pra boi dormir”. O cara é diferenciado, muito rápido e irá ajudar demais na conquista do penta.

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Agora abro espaço para o Fred.

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Muito irritado nosso capitão.

A garotada precisa da calma que  Frederico mostra nas entrevistas ao longo da semana. Com elogios, moral para os jovens tricolores. Claro que no calor do jogo é diferente, mas muita cobrança pode fazer a molecada fugir da bola.

Por falar nisso, o veterano A. Carlos não ficou 5 segundos com a bola no pé. A redonda  estava pegando fogo, meu filho?

Marcos Júnior – esse sim, veja o VT, A. Carlos – jogou como um veterano. Parecia vir de 3 copas do mundo. Personalidade, velocidade, entrega, etc.  Não pode sair do time. Se vire, Enderson.

Caso alguém do exterior, antes do fechamento da janela, procure pelo Marcos Júnior, Enderson, diga o seguinte: Lá no posto Ypiranga.

Falando em fechamento de janela, tudo caminha bem para o Flu. Contratamos de forma certeira e temos tudo – TUDO – para disputar a taça até a última rodada.

No mais é continuar o campeonato com a mesma pegada. Estamos fortes. Na briga.

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Dois toques
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Ronaldinho com a sobrinha: craque se emocionou com a festa.



Ronaldinho chegou. Gostei muito da entrevista. Humildade, respostas curtas e objetivas. Mandou muito bem quando perguntado sobre como seria comandar a garotada.

“- Comandar? Estou aqui para ajudar!”  Grande drible. Lembrou os tempos de Barça. Vai ajudar demais o R10. Nas faltas perto da área, ontem, era absolutamente impossível não pensar.

Parabéns à torcida. Linda festa da mais linda do mundo. Vamos comprar a briga pelo penta? Que tal?

Um certo dia meu filho me indagou da seguinte forma: “-Pai, sempre difícil ganhar desse rival, né?”
De pronto, respondi: “ - Sim, filho. Temos sérias dificuldades com times que habitam a parte de baixo da tabela.”

Abraços tricolores,
Henrique Motta.


Fotos: Fluminense F.C.